28/02/2024 - Edição 525

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Justiça aumenta multa que Genoino deve pagar no processo do mensalão

Publicado em 10/01/2014 12:00 -

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A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal aumentou o valor da multa que o ex-deputado José Genoino, condenado a quatro anos e oito meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, tem de pagar à Justiça devido à condenação. Com a correção monetária, Genoino terá até o dia 20 deste mês para pagar R$ 667,5 mil. Mais quatro condenados na Ação Penal 470 também tiveram o valor da multa reajustado.

Durante o julgamento do processo do mensalão, a multa de Genoino foi fixada em R$ 468 mil. No entanto, de acordo com Código Penal, o valor final da multa deve ser corrigido monetariamente o após fim do processo. Os crimes praticados pelo ex-deputado ocorreram em 2003.

O valor das multas foi determinado na última segunda-feira (6), e os condenados têm dez dias para fazer o pagamento. Se não houver pagamento, o débito será inscrito na Dívida Ativa da União, e os bens particulares podem ser confiscados pelo governo como garantia de pagamento.

Outros mensaleiros

A Justiça do Distrito Federal reajustou as multas de Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, ex-sócios do publicitário Marcos Valério, que terão de pagar, respectivamente, R$ 3,96 milhões e R$ 2,65 milhões. O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto foi multado em R$ 1,6 milhão. A multa de Valério também foi reajustada, mas o valor não foi divulgado.

A família de Genoino criou um site para arrecadar doações para pagar a multa. Segundo os parentes, o ex-deputado não tem dinheiro para quitar o débito.
Em nota divulgada hoje (10), o presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), pediu que os militantes do partido ajudem Genoino a pagar a multa. “Como o PT, em virtude da lei, não pode utilizar recursos próprios, nem do Fundo Partidário, propomos essa corrente de solidariedade que deve, igualmente, estender-se aos companheiros José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha”, afirmou.

 

Extremistas sírios tentam recrutar ocidentais para atacar nos EUA

Grupos extremistas sírios ligados à organização terrorista Al Qaeda tentam recrutar e treinar ocidentais em viagem à Síria para que realizem atentados ao retornarem para seus países, segundo reportagem publicada pelo jornal "New York Times".

O diário cita membros da Inteligência e de contraterrorismo dos EUA, que divulgaram também a informação inédita de que ao menos 70 americanos viajaram à Síria ou tentaram fazê-lo nos últimos três anos, desde o início do conflito civil nesse país.

A insurgência já deixou mais de 100 mil mortos na Síria, de acordo com as estimativas mais recentes da ONU. A organização afirmou neste ano, porém, que não irá atualizar as cifras devido à impossibilidade de confirmar as informações no país.

Imã de extremistas

Assim como o Afeganistão e o Iraque, no passado, a Síria tornou-se um ímã para extremistas islâmicos, atraindo-os e treinando-os no combate, no "jihad" (guerra santa) e na execução de atentados terroristas.

Estima-se, por exemplo, que ao menos 1.200 muçulmanos europeus tenham ido à Síria para o combate desde o início da insurgência ali.

Esse efeito de recrutamento preocupa as autoridades americanas, e o diretor do FBI afirmou anteontem que uma das prioridades de contraterrorismo no país é rastrear os norte-americanos que tenham voltado da Síria.

"Sabemos que a Al Qaeda está usando a Síria para identificar indivíduos que possam recrutar […] e torná-los soldados no futuro, possivelmente nos EUA", afirmou em anonimato uma fonte ao "New York Times".

A maior parte dos americanos que viajaram à Síria permanecem ali, e alguns deles foram vítimas do conflito. O governo os rastreia com base em registros de viagens, comunicações eletrônicas interceptadas e textos nas mídias sociais.
Parte da experiência em tais investigações remontam aos esforços, realizados nos últimos anos, em rastrear os americanos que viajaram à Somália para o combate.

Interno

O conflito civil na Síria passa por um momento de grave violência, com as disputas entre rebeldes moderados e grupos jihadistas, a exemplo do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado em Londres, afirmou nesta sexta-feira que quase 500 pessoas foram mortas em uma semana de disputa entre esses grupos, incluindo 85 civis.

Os confrontos entre facções rebeldes enfraquecem a insurgência na Síria, para benefício do ditador Bashar al-Assad, que enfrenta assim uma oposição desunida nos esforços de destroná-lo.


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