15/06/2024 - Edição 540

Ágora Digital

Com lama até a boca

Publicado em 27/10/2017 12:00 - Victor Barone

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As negociações do presidente Michel Temer (PMDB-SP) com os deputados federais no intuito de garantir que a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) fosse sepultada na Câmara envolveram pelo menos R$ 12 bilhões. Ao valor devem ser acrescentados cargos e benesses de valor inestimável, como a mudança no combate ao trabalho escravo. Só de emendas parlamentares pagas desde o início de setembro foram R$ 881 milhões. Mas houve ainda uma frustração de receita com o novo Refis, estimada até o momento em R$ 2,4 bilhões; a desistência de privatizar Congonhas no ano que vem, cuja outorga era estimada em R$ 6 bilhões, e, por fim, a possibilidade de abdicar de R$ 2,8 bilhões com a anistia de parte das multas ambientais.

Tudo gente ilibada

Pelo menos 96 deputados que respondem a inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) votaram contra a continuidade do processo criminal contra Michel Temer (PMDB-SP). O grupo representa mais de um terço, 38%, dos 251 votos que ajudaram a livrar o presidente na quarta-feira (25) de responder a um processo por organização criminosa e obstrução de Justiça. A situação, porém, é mais delicada para 25 desses deputados (10% dos votos pró-Temer), que também são réus no STF, pois tiveram seus inquéritos convertidos em ações penais pelo Judiciário. A bancada de réus que ajudou Temer a se livrar do risco de também virar réu acumula 86 procedimentos criminais (38 ações penais e 48 inquéritos, procedimentos preliminares que podem virar processos). O grupo maior, de 96 investigados pró-Temer, soma 210 processos, sendo 172 inquéritos e 38 ações penais.

Lista suja

O vice-líder do Governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), foi flagrado durante a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB-SP), com uma lista contendo valores e referências ao Ministério da Agricultura. Durante a sessão, que livrou Temer de investigações pela segunda vez, o deputado foi fotografado conferindo o painel de presenças, que mostra quem de fato foi ao local para marcar o voto. Os registros foram feitos pelo fotojornalista Lula Marques. Perondi é um dos homens da “tropa de choque” de Temer.

Comprou geral

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) acusou o presidente Michel Temer (PMDB-SP) de lesar a população mais pobre para se livrar da denúncia por organização criminosa e obstrução da Justiça. “Tenho orgulho de estar no Parlamento, representando todas as famílias brasileiras, estar tentando ser a voz de muitas minorias sofridas cuja liberdade e dignidade estão sendo negociadas em troca de votos na Câmara para que o presidente saia impune da denúncia a que deve responder no Supremo”, disse Molon logo após receber o troféu de melhor deputado, na avaliação do júri, no Prêmio Congresso em Foco 2017, na última quinta-feira (19).

Vergonha alheia

Conhecido por fazer uma tatuagem falsa com o nome do presidente Michel Temer (PMDB-SP), o deputado Wladimir Costa (SD-PA) voltou a passar vergonha nesta semana. Após um discurso acalorado na tribuna, o deputado ergueu uma faixa no plenário em que dizia “Deixa o homem trabalhar”. O slogan foi usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha de 2006, após o escândalo do mensalão.

Batendo papo

Nos 35 dias que separaram a chegada da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (21 de setembro) na Câmara e a sessão plenária em que ela foi analisada (25 de outubro), 118 deputados federais tiveram reuniões públicas com o presidente da República, no Palácio do Planalto. Cento e seis (90%) deles votaram “sim” – para barrar o prosseguimento da denúncia…

Pacote gordo

Os deputados que votaram para barrar a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB-SP) na última quarta-feira (25) receberam em média 40% a mais em emendas parlamentares do que os demais.

Vai dançar

O deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) já é conhecido por sua vocação de bate-pau de gente bem enrolada na Justiça. Seu mais recente “cliente”, o presidente Michel Temer (PMDB-SP) usou e abusou dos seus serviços para escapar da investigação proposta contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Marun comemorou com uma dancinha desajeitada a vitória de seu chefe na Câmara. Espera-se que dance também em 2018.

Fisiologismo a toda prova

Ao escapar pela segunda vez de ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer (PMDB-SP) se disse vitorioso. O que prevaleceu, de fato, foi o fisiologismo. A imunidade terá calças curtas, espera-se, já que o presidente terá que enfrentar a Justiça quando deixar o cargo. E aí, não haverá emendas parlamentares ou acordos que o livrem.

Milagreiro

O marqueteiro do presidente Michel Temer (PMDB-SP), Elsinho Mouco, tem um plano audacioso pela frente para recuperar a imagem do chefe de governo pior avaliado da história do país desde a redemocratização. A meta é fazer Temer, hoje aprovado por apenas 3% dos eleitores, ser bem avaliado pela metade da população dentro de seis meses. Para isso, apostará em três fatores: as ruas vazias, a melhora dos indicadores econômicos principalmente na geração de empregos e a parceria com o Congresso.

Gabriel mata o presidente de novo

Em 1992, quando o hoje senador Fernando Collor (PTC-AL) sofreu o primeiro impeachment do período pós-ditadura (1964-1985), o músico carioca Gabriel O Pensador verbalizou a revolta popular contra corruptos nos versos de “Tô feliz (Matei o presidente)”, um rap que vislumbrava o assassinato do “caçador de Marajás”. Agora, o artista repete a façanha com nova versão da música, 25 anos depois, com o alvo da vez: o peemedebista Michel Temer (PMDB-SP), primeiro chefe de Estado brasileiro a ser denunciado no exercício do mandato, por corrupção (e a receber mais duas acusações, por organização criminosa e obstrução de Justiça). Confira as duas versões.

Aviso

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o Governo Federal não tem mais votos para aprovar projetos importantes na Casa. Segundo ele, o Planalto ficou "fragilizado" e "desgastado" depois de barrar as denúncias contra Michel Temer (PMDB-SP). Para Maia, o presidente precisa melhorar a relação com o Congresso e calar auxiliares que "falam demais". "O Jaburu virou um lugar aonde ninguém quer ir", provocou.

Amigo nada

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que "em política não tem amiguinho, muito menos para sempre”. A declaração de lealdade fraternal ocorreu na Câmara, na última segunda (23), após se reunir com o presidente Michel Temer (PMDB-SP), no Palácio do Planalto. Diante dos recentes atritos entre Maia e o governo, o presidente da Câmara foi questionado sobre se a relação entre ele e Temer estava pacificada e sobre se eles seriam "amiguinhos para sempre". Em tom de brincadeira, ele respondeu…

Meteu a boca

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso protagonizaram um bate-boca público na quinta-feira (26) durante sessão da Corte em Brasília, com direito a troca de duras acusações. Enquanto Barroso afirmou que Mendes tem "parceria com a leniência" diante dos crimes de colarinho branco e "não trabalha com a verdade", este, por sua vez, disse não ser "advogado de bandidos internacionais".

Tomando lado

Os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, saíram em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso na discussão que ele teve com o colega Gilmar Mendes (leia acima). "Barroso disse a Gilmar o que precisava ser dito. A acusação, feita por Gilmar, de que Barroso soltou José Dirceu é absolutamente falsa", afirmou Dallagnol nas redes sociais.

Papo amigável

Em visita a Porto Alegre (RS) na segunda-feira (23), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que as conversas identificadas pela Polícia Federal entre ele e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não podem ser consideradas suspeitas. Relatórios da PF apontaram que ao menos 46 chamadas foram trocadas por Aécio e Mendes. "Não há nenhum crime na minha conversa com o senador. Eu converso com vários [políticos] a toda hora", disse ele. Tá…

Ministro crítico de novela leva lição de jornalista

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) costumam posicionar-se acima do bem e do mal. Foi exatamente o que fez Alexandre de Moraes no domingo (22), ao responder no Twitter a um post veiculado no blog do jornalista Josias de Souza. “Ignorância, burrice, apoio ao tráfico, ou tudo junto, que soma mais de 40% das mortes no país. É fácil criticar sem conhecer a realidade”, disparou o ministro para, então, ser apresentado à realidade das redes sociais. Bateu boca com internautas que o atacaram diretamente.

O motivo da contenda foi o último capítulo da novela ‘A Força do Querer’. Moraes reclamou numa palestra da suposta glamorização da personagem Bibi Perigosa, vivida por Juliana Paes. Declarou que a novela de Glória Perez “mostra aqueles bailes funk, fuzil na mão, colarzão de ouro, mulheres fazendo fila para os líderes do tráfico, só alegria. Aí mostra a Bibi, que se regenerou, ela tentando procurar emprego e não conseguindo. Qual é a ideia que é dada? Que é melhor você não largar. Enquanto você não larga, você tá na boa. É uma valorização. Aí podem dizer que essa é a realidade. Mas tá passando isso de uma forma glamorizada.”

Josias de Souza argumentou em seu blog que, no Supremo, a coisa é muito pior. Disse que a TV Justiça “mostra aquelas sessões plenárias do Supremo, Constituição na mão, toga sobre os ombros, poderosos fazendo fila à espera de sentenças que nunca chegam, só alegria. Aí mostra o Aécio, que se safou. A Primeira Turma tentando impor sanções e o plenário impedindo. Qual é a ideia que é dada? Que é melhor você não largar o foro privilegiado. Enquanto você não larga, você tá na boa. Aí podem dizer que essa realidade precisa mudar. Mas sempre haverá um ministro no Supremo para pedir vista do processo e declarar, com glamour: 'Tem que manter isso'!”

Moraes partiu ao ataque contra o jornalista. “A ignorância de Josias de Souza é tão grande que não sabe que a vista do foro foi devolvida em setembro. Estude mais. Criticar é fácil.”

Aos internautas que o criticaram, o ministro respondeu com uma interrogação: “Vocês concordam com o glamour do tráfico de drogas, banhado a sangue, contra o trabalho sério do povo brasileiro?”

Josias de Souza rebateu com ironia fina. “É compreensível que Moraes não tenha gostado do que viu. A realidade que a ficção exibe só existe porque autoridades como o ministro fracassam em suas tentativas de combater o crime. De resto, Moraes está habituado com uma realidade que ultrapassa qualquer ficção. Os últimos movimentos do Supremo ensinam que não é que o crime não compensa. É que, quando compensa, ele muda de nome. Só não vê quem é ignorante e burro. Ou aliado do tráfico (de influência). O repórter, atento ao conselho supremo —‘estude mais’—, não ousaria discordar de alguém que fala da ignorância e da burrice com tamanha supremacia. Trata-se, evidentemente, de um especialista.”

Cega em tiroteio

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou na terça-feira (24) os magistrados que frequentam as manchetes como comentaristas de ''contingências políticas''. Segundo ela, a função de juiz impõe limites éticos para aqueles que a exercem. “Não é possível que continuem havendo manifestações muito além dos autos, e dos altos e baixos das contingências políticas da sociedade.” Será que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai enquadrar, por exemplo, Gilmar Mendes, autoconvertido em comentarista político? Vai proibir Alexandre de Moraes de exercer as atribuições paralelas de crítico de novelas e bedel do Twitter (leia a nota acima)?

Tucanos louco

Presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE) tentou justificar os votos do tucanato a favor da devolução do mandato a Aécio Neves (PSDB-MG), presidente licenciado do partido. Segundo Tasso, a passada de mão na cabeça de Aécio não significava a impunidade. Longe disso: “No meu entender, é dar ao senador Aécio o que ele não teve até agora, que foi o direito de defesa. Aqui, no próprio Senado, ele vai ter o Conselho de Ética. E, no Conselho de Ética, vai ter que se defender.” Decorridos cinco dias, o presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto (PMDB-MA), homem de José Sarney, mandou ao arquivo a segunda representação formulada contra Aécio Neves. Ok?

Saio não

Após se reunir com deputados e senadores, Aécio Neves (PSDB-MG) avisou aos tucanos que não renunciará à presidência do partido. Ele se licenciou do cargo em maio, após as delações da JBS. Embora tenha informado que não renunciará, ele pretende seguir licenciado até dezembro, quando a convenção nacional do PSDB escolherá um novo presidente. Na prática, se isso se confirmar, Aécio não retornará ao comando do partido. Desde maio o PSDB tem sido comandado de maneira interina pelo senador Tasso Jereissati (CE).

“Otoridade”

Ao voltar do velório de Raul Aragão, atropelado no sábado (21) enquanto andava de bicicleta em Brasília, um grupo de seis ciclistas foi surpreendido por um motorista que, incomodado com as bicicletas na via, jogou o carro sobre um dos integrantes do grupo. A situação ocorreu na tarde de segunda-feira (23). Portando arma branca e ameaçando os ciclistas, o motorista Tiago Marcel Canabarro, que é assessor parlamentar do deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS), foi contido por um bombeiro que passava pelo local e viu a cena.

Deu ruim

Os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo mantiveram, na terça (24), a sentença que condena o jornalista Reinaldo Azevedo, a rádio Jovem Pan e a editora Abril a pagar indenização de R$ 100 mil à cartunista Laerte, por danos morais. Ainda cabe recurso. Azevedo chamou Laerte de "fraude moral", "baranga moral", "fraude de gênero" e "fraude lógica" em um texto publicado em seu extinto blog no site da revista "Veja" e, depois, lido por ele na Jovem Pan. O jornalista comentava uma charge publicada pela cartunista na Folha em 18 de setembro de 2015 (veja abaixo). O desenho retrata manifestantes favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff fazendo "selfies" com pessoas encapuzadas saindo de um estabelecimento comercial após, como sugere o cartum, terem cometido assassinatos.

Cheio de marra

O interrogatório de Sérgio Cabral (PMDB) ao juiz Marcelo Bretas foi marcado por discussões na segunda-feira (23). O ex-governador disse que o Ministério Público Federal (MPF) faz um teatro, que está sendo injustiçado e chegou a dizer que Bretas — através da denúncia — busca projeção pessoal. O magistrado rebateu.  Com o clima quente, o interrogatório foi suspenso por cinco minutos e recomeçou mais calmo. Antes, Cabral resumiu a denúncia como "um roteiro mal feito de corta e cola".

Lula lá

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez na segunda-feira (23) um ataque em campo adversário. No Vale do Aço para o lançamento de sua caravana pelo Estado de Minas, Lula responsabilizou o presidente do PSDB e senador, Aécio Neves (MG), pela crise brasileira. Lula disse que o ex-governador de Minas "pregou o ódio" na campanha presidencial de 2014 e agora "está sofrendo na própria carne". “Ele sabe que é a pessoa que causou o mal neste país”, discursou Lula.

Até tu Brutus?

Em entrevista ao diário espanhol El Mundo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) falou sobre os erros de sua sucessora, Dilma Roussef (PT-RS) na gestão da economia. O maior deles “foi exagerar na política de desonerações das grandes empresas.” O outro foi ter anunciado depois das eleições de 2014 um ajuste fiscal que não ornava com os compromissos que assumira em campanha. Numa primeira versão da entrevista, o jornal havia anotado que Lula dissera que “Dilma traiu o eleitorado”. Incomodado com a reprodução da frase no Brasil, Lula esclareceu que dissera algo diferente: “O eleitorado que a elegeu em 2014 se sentiu traído.” O jornal espanhol fez a correção no seu site.

Contra o fascismo

Primeiro parlamentar federal com o mandato declaradamente dedicado à causa LGBT, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) foi um dos destaques do Prêmio Congresso em Foco 2017. No seu discurso, Jean – que na votação pela internet ficou em primeiro lugar na categoria Defesa da Seguridade Social e na segunda colocação na categoria geral “Melhores Deputados do Ano” – afirmou que exerce “mandato de resistência ao avanço do fascismo” e em defesa das minorias.

Fanfarrão

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), foi um dos campeões de votos, na eleição pela internet, da décima edição do Prêmio Congresso em Foco. Depois de anunciado como o vencedor da votação popular, ele colocou em prática seu discurso conservador, defendeu o regime militar de 1964/1985 e, acendendo a discussão ditadura versus democracia, foi alvo da primeira vaia da história do prêmio.

Pior democracia

A democracia brasileira é a que tem o pior funcionamento entre os 18 países pesquisados para a edição 2017 do "Latinobarómetro", uma ONG chilena que faz, desde 1995, uma consistente avaliação dos humores dos latino-americanos. Os dados, divulgados na sexta-feira (27), são de impressionante contundência. Apenas 13% dos brasileiros consultados se declararem satisfeitos com o funcionamento da democracia, último posto no ranking. Atrás até dos 22% de satisfação na Venezuela, que a maior parte dos governos e da mídia ocidental classifica como ditadura. O relatório deixa claro que a insatisfação não é com a democracia como modelo de organização política. No Brasil, por exemplo, 62% consideram a democracia como o melhor sistema de governo, porcentagem que, no conjunto da América Latina, sobe para 70%.

Bandido bom é bandido morto, diz o bandido

Réu em três ações penais e investigado em outros três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), defendeu tolerância zero com criminosos ao discursar sobre segurança pública em Sergipe. Segundo ele, “bandido bom é bandido morto”. O deputado é acusado de formação de quadrilha e crimes de responsabilidade. Também é alvo de investigações por tentativa de homicídio, corrupção, apropriação de dinheiro público em razão do cargo público (peculato) e fraude em licitações. Duas das apurações se referem à Operação Lava Jato. Em agosto, Moura foi condenado em primeira instância por ter lesado os cofres públicos do município de Pirambu (SE), do qual foi prefeito, em R$ 1,4 milhão.

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Victor Barone

Jornalista, professor, mestre em Comunicação pela UFMS.


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