21/02/2024 - Edição 525

Mato Grosso do Sul

Caravana faz parte de projeto que está reestruturando a saúde do Estado, afirma Reinaldo

Publicado em 12/05/2016 12:00 -

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O governador Reinaldo Azambuja afirmou que a Caravana da Saúde faz parte de um projeto maior que está reestruturando os atendimentos de saúde em Mato Grosso do Sul. “Além de zerar as filas de atendimentos, a Caravana está equipando hospitais pelo interior para que essas filas não voltem a se formar”, disse o governador.

De acordo com Reinaldo, a Caravana da Saúde está inserida dentro de um planejamento que vai até 2018. Ele citou como exemplo o Hospital de Coxim que está reestruturado após a passagem da Caravana, tendo sido inclusive inaugurada a hemodiálise.

“O Ministério da Saúde não preconiza atender com população menor que 150 mil habitantes, lá tem 100 mil, mas nós instalamos porque os pacientes andavam 550 km por dia, três vezes por semana para fazer o tratamento em Campo Grande. Isso é desumano. Na capital vamos terminar o Hospital do Câncer, o do Trauma, e dobrar o tamanho do Regional. Isso tudo até 2018. É um processo dentro de uma organização”, explicou.

O governador comentou os números desatualizadas de pessoas cadastradas para atendimento na rede de saúde pública. Segundo ele, quando o projeto iniciou, em 2015, havia o registro de 17 mil pessoas em todo o estado aguardando por procedimentos.

“Nós não imaginávamos o quanto o Estado estava defasado com os números. Já realizamos 29 mil cirurgias até agora e para a etapa Campo Grande estão previstas mais de 17 mil cirurgias. Para se ter uma ideia, nos anos anteriores ao nosso mandato, o Estado realizava entre mil e 1,2 mil cirurgias por ano. Hoje nós temos 46 mil pessoas que vão passar pelo procedimento. Então, no ritmo anterior nós demoraríamos 48 anos para fazer tudo”, revelou.

Números atualizados

Reinaldo citou mais de 1,6 mil atendimentos somente no primeiro dia de Caravana, com 700 pacientes cadastrados com dia marcado para realizar as cirurgias. O governador destacou que os moradores de Campo Grande e das 16 municípios do entorno não precisam ficar preocupados em não ser atendidos.

“Muita gente esteve no primeiro dia para as cirurgias oftalmológicas. Aviso que não precisa ir todo mundo de uma vez só. Os atendimentos no Albano Franco terminam dia 29, mas as cirurgias ficam marcadas até o mês de julho. Quanto as demais especialidades, os municípios é que estão direcionando as pessoas que já estão nas filas aguardando por atendimento. Serão 17 mil cirurgias, 12 mil exames especializados. Vamos zerar a fila de ressonância magnética. Serão disponibilizadas mil colonoscopias, mil endoscopias, entre outros”, disse.

Segundo Reinaldo, as cirurgiuas oftalmológicas terão a fila zerada. Já as demais, pelas quais os pacientes devem ser encaminhados pelos municípios, estão programadas cerca de quatro mil, entre vasculares, ginecológicas, ortopédicas e outras. “Nós contratamos uma equipe de médicos, hospitais e exames para atender a população que estava esquecida nessas filas. As cirurgias serão feitas no Hospital Regional, Santa Casa, São Julião, Hospital do Pênfigo e na Maternidade Cândido Mariano”, pontuou.


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