22/04/2024 - Edição 540

Legislativo

Bancada do PT-MS pede explicações da PF sobre atos antidemocráticos

Desde o fim do segundo turno, apoiadores de Jair Bolsonaro têm pedido intervenção militar

Publicado em 22/11/2022 1:34 - Semana On

Divulgação Assessoria

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Na tarde de segunda-feira (21), parlamentares das bancadas municipal, estadual e federal do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul (PT-MS) e o deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) foram à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) para buscar soluções e respostas da Corporação em relação às manifestações antidemocráticas que ocorrem no estado e em todo o país.

Desde o fim do segundo turno das eleições deste ano, apoiadores de Jair Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência da República, têm se manifestado e solicitado intervenção militar e recontagem de votos, além de proferir ataques às urnas eletrônicas e às instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF). Também têm promovido bloqueios de vias e atos de terrorismo e vandalismo que afrontam a Constituição Federal.

O deputado federal Vander Loubet, a vereadora e deputada federal eleita Camila Jara, os deputados estaduais Pedro Kemp e Amarildo Cruz, o vereador de Campo Grande Ayrton Araújo e Dagoberto cobraram do superintendente regional Chang Fan e do corregedor regional Ricardo Hiroshi explicações em relação ao trabalho desenvolvido pela Corporação frente aos ataques antidemocráticos.

Vander solicitou que a PF combata duramente os crimes praticados pelos manifestantes. “Fomos eleitos de forma democrática para representar os direitos da população e precisamos dar respostas ao povo. É inadmissível uma parte da sociedade não aceitar os resultados das urnas, sendo que já foi comprovado que elas são confiáveis”, afirmou o parlamentar.

“É dever de todo cidadão proteger nossa democracia que foi com tanto esforço conquistada. E cabe a nós, eleitos democraticamente pela população, trabalhar para garantir que esses atos antidemocráticos sejam coibidos e assegurar que será respeitado o direito daqueles que foram às urnas em eleições limpas e cujo resultado não obteve nenhuma prova em contrário”, afirmou o Amarildo Cruz.

Para Pedro Kemp, a democracia garante o direito ao protesto, mas ato antidemocrático não se pode admitir no Brasil, um país que perdeu seus filhos e filhas na Ditadura Militar. “Pessoas que defendem a intervenção militar por não aceitar o resultado das eleições precisam ser responsabilizadas por desrespeito à Constituição Federal”, pontua. Segundo ele, a manipulação não pode ser permitida e a internet tem sido espaço hostil de propagação de ódio. “O presidente Lula vai trabalhar muito para garantir a paz e a harmonia entre os que pensam diferente”, completou.

Já Camila Jara reforça a necessidade de que os atos sejam encerrados para a manutenção da ordem pública. “Esse tipo de manifestação só é possível porque vivemos em uma democracia. Mas essas manifestações têm que ter pautas e reivindicações justas, o que não é o caso desses poucos atos antidemocráticos que são inchados para causarem cada vez mais transtornos à população. Quem defende golpe e pede que o exército interfira na votação comete crime, previsto no artigo 286 do Código Penal”, ressaltou.

O superintendente disse que a Instituição já tem procedimentos instaurados e que está investigando e punindo aqueles que estão financiando os atos antidemocráticos. Além disso, está sendo feito um trabalho inteligente e silencioso que deverá gerar resultados em dias.

“Estamos trabalhando em prol do bem estar da população. Temos cinco unidades em cada região do estado para coibir qualquer ato que viole o direito democrático da sociedade. A população pode contar com a PF”, reiterou o superintendente, que destacou que os cidadãos que tomarem conhecimento de mais provas dos atos antidemocráticos podem encaminhá-las para auditoria da Corporação.


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