15/06/2024 - Edição 540

Saúde

Dengue: vacina aplicada no Brasil tem aval da OMS para uso em outros países

Mato Grosso do Sul registra 8.677 casos confirmados da doença

Publicado em 18/05/2024 8:41 - Jamil Chade (UOL), Semana On - Edição Semana On

Divulgação Gov MS

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou a chancela internacional para a vacina TAK003, desenvolvida pela empresa japonesa Takeda e usada contra a dengue. O governo Lula anunciou em janeiro que havia adquirido o imunizante e que tinha como meta a vacinação de 3,2 milhões de pessoas.

Com a aprovação da OMS, a vacina poderá ser adquirida por agências internacionais e ser distribuída em ações envolvendo a Unicef e outros organismos. A chancela também permite que governos possam acelerar o registro da vacina, principalmente em locais onde as agências reguladoras não contam com recursos suficientes.

Ainda em 2023, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) havia aprovado o registro de uma nova vacina contra a dengue. A Qdenga (o nome comercial para a TAK-003) passou a ser entregue no país em 2024, em meio ao maior surto da doença já vivido pelo Brasil. Indonésia, Tailândia, Argentina e a UE também já aprovaram o imunizante.

Num comunicado, a OMS confirmou que a TAK-003 é a segunda vacina contra a dengue a ser pré-qualificada pela agência. A aprovação ocorre depois que, em 2023, o mundo registrou oficialmente o maior número de mortes e de casos da doença. Foram mais de 5 milhões de contaminações e 5 mil mortes.

A OMS recomenda o uso da TAK-003 em crianças de 6 a 16 anos, em locais com alta carga de dengue e intensidade de transmissão. “A vacina deve ser administrada em um esquema de duas doses com um intervalo de três meses entre as doses”, recomendou a agência.

“A pré-qualificação da TAK-003 é um passo importante na expansão do acesso global às vacinas contra a dengue, pois agora ela é elegível para aquisição pelas agências da ONU, incluindo o UNICEF e a OPAS”, disse Rogério Gaspar, Diretor de Regulamentação e Pré-qualificação da OMS.

“Com apenas duas vacinas contra a dengue pré-qualificadas até o momento, esperamos que mais desenvolvedores de vacinas se apresentem para avaliação, para que possamos garantir que as vacinas cheguem a todas as comunidades que precisam delas”, afirmou.

A lista de pré-qualificação da OMS também inclui a vacina CYD-TDV contra a dengue, desenvolvida pela Sanofi Pasteur.

A entidade estima que haja de 100 a 400 milhões de casos de dengue no mundo todo a cada ano — são projeções, considerando que a ampla maioria dos casos não é registrada oficialmente. Há também a estimativa de que 3,8 bilhões de pessoas vivam em países endêmicos de dengue, a maioria deles na Ásia, na África e nas Américas.

“O maior número de casos de dengue registrados foi em 2023, com a Região das Américas da OMS relatando 4,5 milhões de casos e 2.300 mortes”, afirmou.

Mato Grosso do Sul registra 8.677 casos confirmados de dengue

Mato Grosso do Sul já registrou 18.294 casos prováveis de dengue, sendo 8.677 casos confirmados, em 2024. Esses dados foram apresentados no boletim referente à 19ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na quinta-feira (16). Segundo o documento, 18 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 15 estão em investigação.

Conforme registros do período, nos últimos 14 dias Juti lidera o ranking dos municípios com alta incidência da doença, seguido por Figueirão, Itaquiraí, Laguna Carapã, Antônio João, Iguatemi, Naviraí, Rio Negro, Brasilândia, Vicentina e Caracol.

Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Maracaju, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Dourados, Laguna Carapã, Naviraí, Sete Quedas, Amambai, Paranhos e Ponta Porã. Entre as vítimas, 9 delas possuíam algum tipo de comorbidade.

Vacinação

Ainda conforme o boletim, 45.369 doses do imunizante já foram aplicadas na população-alvo para a vacinação. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 101.619 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

Chikungunya

Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 4.571 casos prováveis, sendo 552 confirmados. Não há óbitos registrados. Segundo dados do período compreendido entre a semana epidemiológica 18 até a semana epidemiológica 19, Antônio João apresenta alta incidência da doença, seguido por Figueirão, Itaquiraí, Iguatemi, Rio Negro e Vicentina.

A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.

Confira os boletins:

Boletim Epidemiológico Dengue SE 19 – 2024

Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 19 – 2024


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