14/06/2024 - Edição 540

Re-existir na diferença

O Governo Lula já começou

E a questão ambiental se impõe de forma evidente

Publicado em 25/11/2022 12:34 - Ricardo Moebus

Divulgação Ricardo Stuckert

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Logo após a histórica vitória em 30 de outubro, o presidente Lula recém eleito, mas ainda não empossado, foi convidado para participar da COP 27 no Egito, em 16 de novembro.

Foi auspicioso que Lula comece sua agenda como presidente eleito em um grande evento mundial pelo enfrentamento das mudanças climáticas, assumindo decisivamente o compromisso de marcar fortemente uma grande diferença com o descaso com a causa ambiental que foi uma das marcas registradas do atual governo que ora agoniza.

Novamente, neste evento, Lula reafirmou que a defesa dos povos indígenas é indissociável da defesa ambiental, que a garantia dos direitos dos povos originários é também a garantia do combate às mudanças climáticas.

Lula confirmou seu compromisso de instituir o Ministério dos Povos Originários, e também declarou toda a população brasileira que habita o território Amazônia como os primeiros e principais parceiros a serem ouvidos na organização de um programa, de uma agenda em defesa da Amazônia.

A insegurança institucional fez com que o governo Lula se iniciasse de imediato, tanto no cenário nacional como no cenário internacional, marcando posição e ganhando terreno frente às ameaças golpistas.

Este começo de governo pela via dos acordos climáticos internacionais pode ser o prenúncio de uma grande oportunidade para o Brasil reconstruir sua segurança ambiental, sua segurança hídrica, sua segurança alimentar, reconstruir sua institucionalidade garantidora da fiscalização e da punição dos crimes ambientais que correm a olhos vistos, reconstruir sua dignidade nacional.

O discurso de Lula também enfatizou o potencial brasileiro de produção de energias limpas, eólica e solar, o que pode representar uma esperança de guinada para minimizar erros do passado, como Belo Monte, o maior deles, que acabou sendo capitaneado pelo governo petista.

De todo modo, se torna cada vez mais evidente que este terceiro mandato Lula precisa ser marcado pela presença e prioridade dos povos originários, como defensores primeiros e maiores da causa ambiental e climática.

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Emerson Merhy, Túlio Franco, Ricardo Moebus e Cléo Lima


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