18/05/2024 - Edição 540

Legislativo

Prof. André Luis destaca a importância de líderes indígenas se candidatarem para o Legislativo

Com o intuito de formar lideranças dos povos originários na Câmara Municipal, o vereador destacou a importância de os indígenas terem um representante na Casa

Publicado em 16/05/2024 1:42 - Semana On

Divulgação Câmara CG

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Em fala durante a reunião da Comissão Permanente das Causas Indígenas, o vereador Professor André Luis encorajou os indígenas de Campo Grande a se colocarem à disposição para candidaturas nas eleições municipais deste ano.

Com o intuito de formar lideranças dos povos originários na Câmara Municipal, o vereador destacou a importância de os indígenas terem um representante na Casa de Leis para legislar em favor deles.

“É importante que ano que vem tenha pelo menos um indígena na Comissão, já que hoje ela é formada apenas por não-indígenas. Mas, para isso, é preciso que vocês se coloquem à disposição, já que é preciso ser vereador para ser membro”, disse André Luis.

A fala do parlamentar foi apoiada pelo cacique da Aldeia Água Funda, Ivanes Gonçalves Moreira, que destacou a importância da articulação dos indígenas para que eles possam levar adiante suas demandas.

“Eu e mais algumas pessoas fomos ao ATL (Acampamento Terra Livre) e conseguimos levar nossas reivindicações para alguns Ministérios, como o dos Povos Indígenas, da Educação e dos Direitos Humanos, onde denunciamos as condições de vida dos indígenas no contexto urbano”, afirmou, destacando a importância de ter líderes em todas as etnias.

Ainda durante a reunião, os presentes trataram a respeito da criação da 1ª Escola Municipal Indígena de Campo Grande, que atenderia as especificidades da educação dos povos originários.

Foi entregue ao presidente da Comissão, vereador Coronel Alírio Villasanti, e ao vice-presidente, vereador Professor André Luis, um documento onde consta o modelo de escola requerido, que foi acompanhado por um abaixo-assinado de apoio à criação de uma instituição de ensino voltada para as crianças e adolescentes indígenas.

“Nós temos uma educação indígena, que é diferente da não-indígena, mas ainda não temos escola e precisamos de uma”, disse o líder indígena Nério Kadoshi, que esteve presente na reunião.

Para o início das articulações ficou definido que haverá audiências públicas para tratar do assunto e todo o anteprojeto será planejado pelas lideranças indígenas, que podem colocar no documento suas preferências e reivindicações.

De acordo com André Luis, é essencial que tudo seja fundamentado pelos indígenas, já que eles sabem quais são os aspectos culturais e históricos que devem ser considerados na educação das crianças.

“Nós vamos disponibilizar todo o apoio jurídico necessário porque escrever um anteprojeto não é tão simples, mas quem irá colocar as ideias e necessidades são vocês”, afirmou.

A reunião contou com a presença de indígenas Kadiwéu, que aproveitaram a oportunidade para pedir pela construção de uma aldeia para a etnia, já que seus membros vivem espalhados por Campo Grande e, na maioria dos casos, estão em condições precárias de habitação.

Estiveram presentes cerca de 30 participantes, moradores das aldeias Água Funda, Água Bonita e Darcy Ribeiro.


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