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Campo Grande

Taxistas vão à Justiça contra o Uber em Campo Grande

Publicado em 06/10/2016 12:00 -

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Com apenas algumas semanas de atuação na capital, o Uber não gerou tanto incômodo entre os taxistas, como alguns imaginavam que viesse a ocorrer a exemplo de outros estados, onde a relação entre taxistas e “uberistas”, muitas vezes descambou para a violência. Em Campo Grande, o clamor dos taxistas é a regulamentação da atividade, que o Sindicato dos Taxistas de Campo Grande (Sinditáxi) pretende cobrar na Justiça.

“O município tem obrigações a cumprir, é preciso ativar um ordenamento para que as coisas sejam regulamentadas, afinal ninguém pode, por exemplo, andar com uma arma na cintura e de repente ser segurança particular. É preciso se adequar, assim como nós”, diz, Bernardo Quartin, presidente do sindicato.

Ele minimiza a preocupação causada em quem há anos trabalha em cooperativas, ao avaliar o Uber como ‘empolgação’, e nega a ‘debandada’ de motoristas para o serviço, que seduz o cliente por praticar preços que chegam a custar metade do táxi. “Já ouviu falar no pote de ouro? É exatamente isso, as pessoas estão com sede de lucro agora, mas pode ser uma ilusão. Fora que muitos não têm capacitação, profissionalismo. Vamos ver como vai ser”, avalia Quartin.

Ao contrário do que acredita o sindicato, o presidente da Associação dos Taxistas Auxiliares de Campo Grande (Assotáxi), José Carlos Áquila vê a chegada do serviço como uma chance dos motoristas adquirirem maior independência. “Estou achando ótimo, estamos migrando aos poucos para o Uber, mas ainda tem gente que está ‘presa’ às cooperativas, porque arrenda carro. Acho difícil barrarem, eles tem que aceitar que as coisas mudam e quem escolhe é a população”, diz.


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