20/06/2024 - Edição 540

Campo Grande

Intervenção na antiga rodoviária começa com volta de ônibus e revitalização

Publicado em 24/07/2014 12:00 -

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A Prefeitura já definiu as primeiras medidas que adotará como forma de contribuir para atrair movimento que devolva ao prédio da antiga rodoviária de Campo Grande potencial para se transformar num ponto comercial que torne viável, economicamente, a reabertura das 216 lojas que, em sua maioria, hoje estão fechadas. Na antiga plataforma externa do transporte de passageiros interurbano, na rua Joaquim Nabuco, será instalado o ponto dos ônibus que fazem as linhas para os distritos de Anhanduí e Rochedinho e as baias de estacionamento das ruas Dom Aquino e Barão do Rio Branco, servirão de embarque e desembarque dos passageiros de vans.

Para acomodar os vendedores de carros usados, que atuam durante o dia, a proposta do Instituto Municipal de Planejamento é levar a “pedra” para a rua Consolação, em frente do Cemitério Santo Antonio. Segundo o diretor da Planurb, Marcos Cristaldo, neste novo local há 80 vagas de estacionamento disponíveis. A ideia é destinar 30 para os vendedores (hoje menos de 10 ficam regularmente no antigo terminal rodoviário), que usariam os banheiros (a serem reformados) do cemitério. As demais 50 vagas serão reservadas para a clientela do comércio próximo. O secretario de Desenvolvimento Econômico, Edil Albuquerque, vai se reunir com os comerciantes da região para detalhar o projeto.

Degradada

A região está degradada, com tráfico de drogas, prostituição, além de ter se tornado espaço de circulação de dependentes químicos. “De forma gradativa, dentro das suas possibilidades financeiras, a Prefeitura vai fazer a sua parte. Entretanto, vai cobrar dos proprietários que façam sua parte. Reformem o prédio, façam os investimentos necessários para oferecer segurança e conforto à população”, destaca o prefeito.

O município é proprietário de aproximadamente 4 mil dos 25 mil quadrados do prédio, concentrados basicamente nas duas plataformas de embarque, além do espaço onde funcionavam os guichês para venda de passagens. Estes espaços podem abrigar repartições municipais (a Coordenadoria de Turismo da Sedesc, setores da Fundação do Trabalho). Já os dois cinemas, podem ser usados como espaços de eventos públicos da Fundação de Cultura. O condomínio tem uma dívida de IPTU calculada em R$ 2,5 milhões, valor que poderá ser abatido do valor das indenizações.


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