21/02/2024 - Edição 525

Mato Grosso do Sul

Nova gestão hospitalar gera economia, melhora e amplia atendimento à população da fronteira

Publicado em 03/03/2017 12:00 -

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O projeto do Governo do Estado de estruturar a rede pública de saúde nas 11 microrregiões de Mato Grosso do Sul e a adoção de nova gestão, conduzida por Organização Social, já está surtindo resultados. Em Ponta Porã, onde o governador Reinaldo Azambuja fez a entrega nessa sexta-feira de 10 novos leitos de UTI, o reaparelhamento e a adoção do novo modelo de gestão, de parceria público-privada, está refletindo na melhoria do atendimento. Além de aumentar o atendimento, o Hospital Regional customizou a aplicação de recursos, gerando economia para o Estado.

No Hospital Regional de Ponta Porã, onde a Organização Social Gerir está atuando deste agosto de 2016, o número de consultas e atendimentos de urgência passou de cerca de dois mil em agosto, para 4.734 em dezembro, totalizando mais de 21 mil pessoas atendidas neste período.

Os avanços são de 26% a mais na capacidade de atendimento, com o custo menor no que se refere aos gastos da instituição. Anteriormente o Estado destinava cerca de R$ 2,3 milhões mensais para o Hospital Regional de Ponta Porã. Hoje, os custos são de R$ 1,9 milhão.

"Essa entrega de hoje na estrutura do Hospital Regional de Ponta Porã faz parte do planejamento que nós idealizamos desde o início do nosso Governo. O Estado, em quase 40 anos, nunca pensou no atendimento dentro de uma lógica regionalizada, sempre concentrou os atendimentos em Dourados e especialmente em Campo Grande", disse Reinaldo Azambuja. 

Na sexta-feira, em Ponta Porã, Reinaldo falou sobre os investimentos que o Governo vem fazendo para implantar a lógica da regionalização da saúde de MS. Após a Caravana da Saúde, que percorreu as 11 microrregiões do Estado com o objetivo de diminuir a fila de anos de espera para atendimento médico-hospitalar, o Governo do Estado passou a atuar na restruturação destes polos. Os municípios de Coxim, Nova Andradina Campo Grande e Dourados são os primeiros polos onde o Governo do Estado está aplicando recursos e aparelhando a rede pública de saúde.

 Coxim, por exemplo, recebeu equipamentos para o tratamento da hemodiálise. Antes dessa restruturação, pacientes tinham que percorrer mais de 500 quilômetros três vezes na semana para se tratarem na Capital. Hoje, o tratamento é oferecido no próprio município. Nova Andradina recebeu 10 leitos de UTI.

Em Campo Grande, o Hospital de Câncer Alfredo Abraão recebeu investimentos para a estruturação de dois novos pavimentos e 20 leitos de UTI. Em Dourados, o Governo do Estado deve abrir licitação já neste primeiro semestre para a construção do Hospital Regional, que atenderá pacientes do município e da Grande Dourados. Porém, o Estado locou o Hospital São Luiz para atender a demanda da região.

"A Caravana veio para diminuir uma fila de anos de espera por procedimentos ou cirurgias, mas o que vale para nós é a reestruturação do sistema de saúde de MS. Nós temos em Coxim hoje o Hospital Regional funcionando, no ano passado fizemos 368 cirurgias ortopédicas, demanda que só poderia ser atendida em Campo Grande. Para terem uma ideia, fizemos em Coxim o mesmo número de cirurgias ortopédicas que o Hospital Universitário fez em Campo Grande", exemplificou Reinaldo.

Os investimentos estão previstos para todo o Estado. O Governo está articulando com as prefeituras o aperfeiçoamento do projeto de regionalização dos serviços de atendimento de saúde. Aquidauana, Jardim, Paranaíba devem integrar os polos de atendimento.

Em Corumbá, a Santa Casa receberá investimentos do Estado para obras e equipamentos e também será uma unidade dos polos regionais de atendimento.

"A lógica de restruturação é essa. Esse é o modelo que os 11 polos regionais vão adotar. Ponta Porã será esse polo para a região da fronteira. Aqui vai ser o local para atender essa amplitude, assim como os demais polos atuarão nas demais regiões do Estado", completou.

Números se multiplicam com novo modelo

O governador Reinaldo Azambuja disse que a parceria com o setor privado não se trata da privatização do sistema público de saúde. Ele ressaltou que a união do Estado com uma empresa especializada em gestão médica apenas melhora as entregas dos serviços.

No caso de Ponta Porã, por exemplo, casos em que pacientes tiveram que ficar em observação até 24 horas após dar entrada no Hospital totalizaram 8.778 entre agosto e dezembro.

Exames de endoscopia e tomografia, que anteriormente não eram realizados, somaram 374, sendo 137 e 237, respectivamente. Após a instalação do novo modelo de gestão foram feitas 102 cirurgias oftalmológicas somente no mês de dezembro. As ultrassonografias triplicaram entre agosto e dezembro, passando de 90 para 307.

Internações de pacientes que não necessitam de cirurgia mais do que dobraram, passando de 108 em agosto para 244 em dezembro, totalizando 847 internações no período. O mesmo aconteceu com internações de pacientes que precisaram de cirurgia, número que aumentou de 71 para 144 e totalizou 426 entre agosto e dezembro do ano passado.

"Isso não é privatizar a saúde como alguns avaliam. Isso é fazer uma parceria com um grupo privado que traz a experiência de administrar hospitais para gerar a ampliação estrutural e de atendimento, melhoria dos serviços e principalmente diminuir o custo para o Estado. Esse hospital de Ponta Porã está custando menos para o Estado e municípios do que custava antes. Então essa é a lógica que queremos implementar. Você não privatiza a saúde, a gestão de fiscalizar é nossa, é do Poder Público", frisou.

Segundo Reinaldo, pesquisa realizada em 2016 e publicada pela Revista Exame, dos 10 melhores hospitais públicos do país, nove são administrados por OSS.  "A vantagem é que você tem um grupo especializado com dinâmica mais eficiente do que o gestor público que tem questão de licitação, por exemplo, isso reflete na agilidade para resolver problemas que beneficia no usuário final, ou seja, o paciente. E o Estado acaba gastando menos e ofertando mais e melhores serviços à população", ponderou.

Investimentos

Desde o início da gestão, o governador Reinaldo Azambuja estabeleceu a meta de descentralizar o atendimento da saúde que, em quase 40 anos, se limitou a Campo Grande e Dourados. Neste objetivo, além dos investimentos de restruturação em hospitais nos municípios do interior, o Governo deve entregar para a população de Mato Grosso do Sull mais três hospitais: Trauma (Campo Grande), Regional de Três Lagoas e Dourados.

Na Capital, no início do segundo semestre deste ano, o Governo entrega a obra do Hospital do Trauma, ampliando mais 128 leitos para atender as demandas que hoje congestionam a Santa Casa de Campo Grande. Há mais de duas décadas paradas, as obras receberam investimentos do Estado, Governo Federal e Santa Casa. Além da entrega da estrutura física, o Governo do Estado já provisionou mais R$ 8 milhões em investimentos para equipar o hospital.

Três Lagoas terá a ordem de serviço para a construção do Hospital Regional assinada em 10 dias. Os investimentos são recursos próprios de mais de R$ 68 milhões.

O Hospital Regional de Dourados deve ter a licitação lançada ainda no primeiro semestre deste ano.

UTIs

Em todo o Estado foram inaugurados 70 leitos de UTI. Na capital foram 30 leitos de UTI adulto, sendo 10 em funcionamento desde 2015 no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, com investimento mensal de R$ 450 mil para custeio.

No Hospital do Câncer Alfredo Abraão foram ativados 20 leitos ao custo de R$ 900 mil mensais, passando a contar com uma das maiores estruturas de UTI do estado. Campo Grande ainda recebeu investimentos para 10 unidades na Maternidade Cândido Mariano. Além da maternidade, Campo Grande tem outros 24 leitos de UTI Neonatal, divididos entre Hospital Regional, Santa Casa e Hospital Universitário.

O Governo destinou ainda 10 meses de gestão, 30 novos leitos de UTI adulto para atender a população. Foram 10 UTIs no Hospital Regional de Nova Andradina, 10 no Hospital da Vida em Dourados e 10 no Hospital Regional de Ponta Porã.


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