25/02/2024 - Edição 525

Legislativo

Vereadores foram impedidos de fiscalizar duas UPAs

Publicado em 08/07/2016 12:00 -

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Vereadores foram impedidos na quarta-feira (6) de fiscalizar duas Unidade de Pronto Atendimento (UPAS), durante a realização da 13ª Câmara Comunitária, na região urbana do Imbirussu. Os parlamentares pretendiam checar as dependências da unidade e avaliar a denúncia de falta de médicos e medicamentos.

A justificativa dada pela gerência da unidade é de que os vereadores precisariam de uma autorização da Sesau para entrarem, contudo, a Lei Orgânica do Município permite o livre acesso dos vereadores a órgãos públicos para fiscalização dos serviços. No saguão da UPA os vereadores encontraram diversos pacientes que saíram descontentes por não encontrarem remédios básicos, como antibióticos e antiinflamatórios (cefalexina e ibuprofeno), que estão em falta na unidade da Vila Almeida.

"Hoje fomos impedidos de entrar novamente. Na sexta-feira estive aqui e fui barrado, não me deixaram entrar e conversar com a farmacêutica para averiguar uma denúncia de falta de medicamentos que recebi de moradores. Isso é uma falta de respeito com os parlamentares. E hoje vimos que nada mudou, a falta de remédios continua, conforme denunciaram os pacientes aqui", disse o vereador Ayrton Araújo do PT

O mesmo ocorreu na UPA Santa Mônica, na Rua Lucia Coelho Maimone com a Rua Janete Clair, que foi inaugurada no último dia 1 de julho e que ainda está fechada. Dois guardas municipais impediram os vereadores Ayrton Araújo do PT, Engenheiro Edson, Chiquinho Telles e Chocolate de adentrarem no prédio que está vazio. "Nosso papel como vereador é fiscalizar, mas os guardas ligaram para o comandante da Guarda Municipal e ele disse que tem que ter autorização do secretário de saúde para entrar, sendo que a Lei Orgânica nos permite livre acesso. Essa UPA foi inaugurada e não está funcionando, essa é mais uma mentira do prefeito", disse o vereador Chocolate.

A blitz de quarta-feira foi realizada também no Cemitério Santo Amaro, após denúncias de moradores sobre a sujeira do local. O morador Gilmar Antonio Ferrandin, que há 5 anos mora na região, reclamou da sujeira (mato alto e entulhos) e da poeira que assola os moradores próximos ao cemitério. "O ideal seria plantar grama em toda extensão do cemitério", disse Gilmar. Também foi solicitado um semáforo em frente ao cemitério e sinalização horizontal para facilitar o trânsito no local.

Também foi visitada a Escola Municipal Santos Dumont, no Santo Amaro, que estava com merenda em dia, por buscarem os alimentos diretamente na Suali, responsável pela distribuição da merenda, cujo prédio fica próximo à escola.


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