28/02/2024 - Edição 525

Legislativo

A paciência se esgotou, diz João Rocha

Publicado em 10/03/2016 12:00 -

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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Prof. João Rocha defendei o Legislativo das recentes insinuações e acusações feitas pelo prefeito Alcides Bernal, o qual alegou que os edis estariam articulando num novo “golpe”.

“O nosso alcaide mais uma vez insiste em criar factoide, mais uma falácia, mais uma maluquice, dizendo que está se engendrando um novo golpe. Antes era o ex-governador, depois empresários e o PSDB que articularam o tal golpe. E a decisão da Justiça veio demonstrar que isso não passava de inverdades. De fato, ele vem mais uma vez enganar a população de Campo Grande, colocando uma cortina em cima de sua incompetência administrativa, da falta de conhecimento de administração da coisa pública, da falta de maturidade. Aquela cadeira exige equilíbrio, capacidade de montar uma equipe capaz de gerir a nossa cidade. Estamos no caminho de criar uma ditadura municipal. Temos um prefeito infantil, que está sendo se escondendo atrás de um fato que ele cria na cabeça dele”, afirmou.

 Em seu pronunciamento, João Rocha fez questão de esclarecer que o Legislativo apenas cumpre sua função de fiscalizador do Executivo. “Ele insiste em criar situações para mascarar sua falta de capacidade para administrar. Se o senhor não gosta de vereadores, o senhor não respeita o legítimo poder representativo do cidadão que é o Legislativo. Vamos perder recursos para executar obras de reforma, construção e revitalização, que nem precisam de contrapartida, mas não tem equipe competente ou o prefeito não permite que a equipe trabalhe, centralizando o trabalho. Ele colocou secretários interinos, para ficarem cuidando de sindicâncias, olhando para trás, contrariando o que disse que ia quebrar o retrovisor. Ele não confia nem nos próprios secretários, ele quer fazer tudo”, disse.

O chefe do Poder Legislativo afirmou ainda que “me preocupa a população se acostumar com a situação que está se vivendo em Campo Grande, com lixo, sujeira, buracos, saúde um caos, a educação precária. Ele tem a síndrome do coitadinho. Nossa população não pode aceitar o que está acontecendo”, afirmou.

Por fim, o parlamentar destacou que “agora quem tem que demonstrar atitude e fazer gesto para que harmonia viva nesta cidade é o prefeito. Ele precisa estender a mão, se vestir de humildade, se quiser o entendimento dessa Casa. Não vamos mudar nosso comportamento, o que é certo é certo, o que é errado é errado. Vamos administrar o remédio na dose proporcional que a doença exige. Para doença ruim, remédio amargo. A Câmara vai agir sem ser injusta, sem fugir de suas obrigações regimentais e seguindo o que determina a Lei Orgânica e o Regimento Interno. A paciência se esgotou, a população não aguenta mais”, disse. 


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