21/07/2024 - Edição 550

Artigo da Semana

Conjecturas da política…

Publicado em 25/02/2014 12:00 -

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Volta e meia, nas rodas de amigos nos churrascos, nas festas, nos bares e nos bastidores da política surge a conjectura de que o Governador André Puccinelli não irá apoiar (…Efetivamente!) a candidatura de Nelsinho Trad ao governo do Estado.

Com certeza, muita gente já ouviu essa conversa. Mas, afinal, qual o fundamento dela?

Particularmente, não consigo enxergar uma razão plausível para essa ilação. Lá no passado, por conta de seu estilo e temperamento, Marquinhos Trad, no exercício de seu mandato e na defesa de suas convicções, andou contrariando interesses do governo estadual. Este poderia ser um argumento, mas não é. Se tivesse ficado algum ressentimento daqueles imbróglios lá do passado, ele já teria sido dissipado na eleição municipal de 2012, quando, a pedido de André, Marquinhos não só apoiou como foi soldado de linha de frente da campanha do candidato Édson Giroto.

O restante do clã político da família Trad, por outro lado, sempre foi muito ligado, leal e fiel ao gerenciamento político de André Puccinelli. O saudoso deputado Nelson Trad sempre teve excelente relacionamento com André. O deputado federal Fábio Trad sempre esteve a serviço das grandes causas de MS e jamais desertou de qualquer missão que se lhe fora delegada pelo governador. Nelsinho, por sua vez, sempre foi escudeiro fiel e, ao suceder André na Prefeitura, manteve quase toda sua equipe, a qual só deixou a Prefeitura para ocupar pastas similares na administração estadual, quando André se elegeu governador. Com efeito, tal conjectura, na minha modesta avaliação, está totalmente descartada.

O restante do clã político da família Trad, por outro lado, sempre foi muito ligado, leal e fiel ao gerenciamento político de André Puccinelli.

Outra dúvida que sempre visita os escaninhos da política – e da mídia – é aquela sobre a candidatura de André ao senado.

Aqui, também, não consigo enxergar qualquer razão, mínima que seja, para o governador não atender o apelo do povo e do partido. Seu governo (um dos melhores de todos os tempos) está muito bem avaliado e, nas mais diversas pesquisas de opinião já feitas, seu nome é vitorioso em qualquer cenário. Aliás, num outro artigo que escrevi, ao qual dei o título “Cuidar dos netos”, eu demonstro com inúmeros argumentos e exemplos que a candidatura de André ao Senado é certa e irrenunciável.

Vou ainda mais longe: Um conhecido e importante nome, que já esteve junto e depois saiu, que pertence a um importante partido, será, pelos mais variados motivos e razões, que não me cabem enfrentar aqui neste sintético artigo, o candidato a vice-governador na chapa de Nelsinho…

E não é só. Outro ponto que não pode ser perdido de vista é que o “candidato de todos” só existiu na eleição do senado. Haviam duas vagas e os demais candidatos (Moka, Murilo e Dagoberto), por uma questão de estratégia, decidiram manter a vaga de Delcídio e passaram a disputar, entre si, apenas a vaga restante; ou seja, todos pediam votos para si e para Delcídio. Entretanto, agora, na eleição para o governo do estado, só existe uma vaga e a situação será totalmente diferente… Aliás, várias pesquisas de opinião já demonstram isso!

Antônio Cézar Lacerda Alves – Advogado


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