01/03/2024 - Edição 525

Poder

A hora e a vez dos tucanos

Publicado em 31/10/2016 12:00 -

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O PSDB foi o partido que mais elegeu prefeitos no segundo turno das eleições municipais deste ano, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram 14 prefeituras conquistadas, de um total de 19 em que o partido disputava o cargo. Já o PT, que disputava sete prefeituras, não elegeu nenhum candidato.

Em seguida, aparece o PMDB, que, elegeu nove prefeitos de um total de 15 disputas. Já o PPS, que aparece em terceiro lugar com cinco prefeitos eleitos, havia disputado sete prefeituras.

O PSDB foi o grande vitorioso do domingo. O partido só perdeu em Belo Horizonte, Campo Grande, Cuiabá, Caucaia (CE) e Franca (SP). O principal revés foi na capital mineira, em que João Leite, que terminou à frente no 1º turno, levou a virada no segundo e perdeu a disputa para Kalil (PHS).

Os tucanos venceram em Belém (PA), Blumenau (SC), Caruaru (PE), Contagem (MG), Jundiaí (SP), Maceió, Manaus, Porto Alegre, Porto Velho, Ribeirão Preto (SP), Santa Maria (RS), Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Vila Velha (ES).

Cinturão Vermelho

O segundo turno das eleições na Grande São Paulo consolidou o fim do chamado "cinturão vermelho" com a derrota nas urnas do PT em Mauá e Santo André no domingo (30) e a força do PSDB do governador Geraldo Alckmin na Região Metropolitana de São Paulo. Os tucanos conseguiram um feito inédito de obter 11 prefeituras na Grande São Paulo. Além disso, o PSB, partido do vice de Alckmin, Márcio França, venceu em mais 5 cidades da região.

O partido tucano vai governar diretamente para 14,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. Já o PT, para 147,6 mil habitantes na única cidade que venceu, Franco da Rocha.

O PT, que tinha 9 prefeituras dos 39 municípios da região, agora tem apenas um prefeito. Além de São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad perdeu as eleições para João Doria (PSDB), o partido perdeu as prefeituras de Santo André, São Bernardo do Campo e Mauá, na região do ABC, além de Guarulhos e Osasco.

No total, o PT perdeu três cidades para o PSDB (São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo), duas para o PSB (Guarulhos e Mauá), uma para o PV (Carapicuíba), uma para o PTN (Osasco) e uma para o PRB (Embu das Artes).

No primeiro turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o "PT iria surpreender" na eleição, mas não foi o que aconteceu. As investigações da Operação Lava Jato contra integrantes do PT, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a acusações contra Lula afetaram diretamente as campanhas de candidatos do partido. Lula deixou de apoiar publicamente os candidatos e nem foi votar neste segundo turno.

Quem tinha candidato do PT como adversário procurou reforçar durante a campanha a ligação do rival com os problemas do partido.

PSDB cresce

Já o PSDB aumentou de 8 para 11 prefeituras em SP. Além da capital, venceu também em antigos redutos petistas, como São Bernardo do Campo e Santo André. Das oito cidades que tinha, o PSDB venceu em três delas: Rio Grande da Serra, Santana de Parnaíba e Taboão da Serra.

Quando foi eleito em São Paulo, João Doria aproveitou para defender o nome do governador Geraldo Alckmin à presidência da república em 2018. Após as eleições deste domingo, a influência de Alckmin na Região Metropolitana aumentou ainda mais. "A sociedade não quer nem o PT e nem aliados do PT no governo", afirmou Orlando Morando (PSDB), eleito em São Bernardo do Campo.

"Acredito que, primeiro de tudo, os prefeitos do PSDB que estão ganhando a eleição precisam provar sua capacidade e é natural que tendo gestões municipais com êxito, isso acarreta um fortalecimento do partido. Não nego que o Geraldo Alckmin sai fortalecido por conta da conjuntura interna do partido", disse Morando.

Outro partido que cresceu foi o PSB, de Márcio França, vice-governador de São Paulo. que passou de duas para cinco prefeituras, entre elas Guarulhos e Mauá.

O prefeito reeleito de Diadema, Lauro Michels (PV), e o prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins (PTN), também agradeceram o apoio recebido de Alckmin durante a campanha.

O PMDB, do presidente Michel Temer, reduziu o número de prefeituras: de seis, em 2012, para uma, em 2016.


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