Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Semana On

21/06/2026 - Desde 2009 informando com qualidade

Nos apoie:

Chave PIX:

19.485.790/0001-70

QR Code para doação

Mundo

Rússia ataca Kiev no maior bombardeio do ano

Quase meio milhão de soldados russos já morreram na Ucrânia

Publicado em 02/06/2026 10:23 - Semana On

Divulgação Reprodução

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

A Rússia lançou 73 mísseis e 656 drones contra cidades ucranianas na madrugada de terça-feira, matando ao menos 14 pessoas e ferindo mais de 100. O ataque ocorre enquanto Washington tenta forçar um acordo de paz até o fim de junho.

SIGA A SEMANA ON NO YOUTUBE, INSTAGRAMFACEBOOK, TIKTOK, X E WHATSAPP

A Rússia havia anunciado publicamente, nos dias anteriores, que um grande ataque estava a caminho e recomendou que diplomatas estrangeiros deixassem Kiev. Forças russas lançaram durante a madrugada 73 mísseis de cruzeiro, balísticos e hipersônicos, além de 656 drones de ataque — um dos maiores ataques aéreos da guerra.

Em Kiev, quatro pessoas morreram e 65 ficaram feridas, três delas crianças. Oito distritos da capital sofreram danos. No bairro Podilskyi, os andares superiores de um prédio de nove andares desabaram parcialmente; as equipes de resgate ainda operavam ao amanhecer. Em Dnipro, oito pessoas morreram, entre elas uma criança de 3 anos, e 36 ficaram feridas. Kharkiv registrou outros oito feridos.

O contexto político é relevante. Em fevereiro, Zelensky confirmou que Washington havia fixado junho como prazo para um acordo de paz. As negociações mais recentes, mediadas pelos EUA em Abu Dhabi, não produziram avanço: a Rússia exige que a Ucrânia se retire do Donbas, condição que Kyve recusa. Trump havia prometido encerrar a guerra em 24 horas ao tomar posse; mais de 16 meses depois, o prazo de junho se aproxima sem acordo à vista.

Na véspera do ataque, Zelensky declarou que forças ucranianas haviam atingido 15 refinarias de petróleo em territórios ocupados pela Rússia e afirmou que o exército ucraniano era capaz de “alcançar a logística militar russa em praticamente toda a extensão do território ocupado”. No campo diplomático, o único avanço concreto dos meses anteriores foi um acordo de troca de prisioneiros; as questões territoriais e a usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, permanecem sem solução.

Quase meio milhão de soldados russos já morreram na Ucrânia

Quase 500 mil soldados russos já foram mortos desde o início da guerra na Ucrânia, afirmou a diretora da agência do Reino Unido para inteligência e segurança (GCHQ, na sigla em inglês).

“Enquanto mantemos firme nosso apoio à Ucrânia, (o presidente Vladimir) Putin está recuando no campo de batalha,” disse Anne Keast-Butler.

Outras estimativas também já deram conta de centenas de milhares de baixas nos quadros militares russos, enquanto o confronto do Kremlin com o país vizinho já está no quinto ano.

Em janeiro, um estudo do think tank americano Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) estimou em 1,2 milhão a soma de mortos, feridos ou desaparecidos no lado russo.

Do total, 325 mil teriam morrido até então, superando as baixas militares sofridas por uma grande potência em qualquer outro confronto desde a Segunda Guerra Mundial. A Rússia refutou os dados.

Mobilização forçada a caminho?

Outras estimativas são ainda mantidas por veículos de mídia, com base em registros públicos e verificações independentes. Pelos cálculos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), as baixas no front ultrapassariam 30 mil militares por mês.

De acordo com dados oficiais, cerca de 300 mil homens foram convocados à época. Estima-se que a Rússia tenha hoje cerca de 700 mil soldados na zona de guerra.

Mas, diante do acúmulo de baixas e do fraco ritmo do alistamento voluntário, observadores vêm especulando há semanas que Putin poderia, como já fez em 2022, anunciar uma nova mobilização forçada.

No momento, nenhum dos lados registra grandes avanços territoriais, e a Ucrânia tem intensificado ataques contra instalações da infraestrutura de transporte de petróleo no interior da Rússia.

SE FIZER SENTIDO PRA VOCÊ, APOIE O JORNALISMO DA SEMANA ON

Irã suspende negociações com EUA até que Israel cesse ataques contra Líbano e Gaza


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *