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Mundo

Papa Leão XIV reage a críticas de Trump: “Não tenho medo”

Presidente americano atacou o pontífice e comparou-se a Jesus Cristo

Publicado em 13/04/2026 10:14 - Semana On

Divulgação Reprodução

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O papa Leão XIV respondeu publicamente às críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou não temer o governo norte-americano. Em declarações concedidas nesta segunda-feira (13), durante voo entre Roma e a Argélia, o pontífice reiterou que continuará se posicionando contra conflitos armados e em defesa da paz.

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A reação ocorre após Trump publicar, durante a madrugada, mensagens em sua rede social criticando o líder da Igreja Católica. Em tom direto, o papa destacou que sua atuação está vinculada à missão religiosa, e não a disputas políticas. “Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho”, afirmou, reforçando o compromisso com aquilo que considera seu dever pastoral.

Leão XIV buscou delimitar sua atuação institucional ao enfatizar que a Igreja não opera sob a lógica da política internacional tradicional. Segundo ele, a mensagem cristã deve ser compreendida como instrumento de promoção da paz, ainda que frequentemente seja interpretada ou utilizada de maneira distorcida. O pontífice evitou aprofundar o embate com o presidente norte-americano e descartou entrar em confronto direto.

Apesar disso, reiterou que manterá uma postura firme diante de guerras em curso. Durante a viagem à África, declarou que seguirá denunciando conflitos e incentivando o diálogo entre nações, além de defender mecanismos multilaterais como caminho para a resolução de crises. Para ele, o cenário global exige posicionamentos claros diante do sofrimento humano. “Alguém precisa se levantar e dizer que há um caminho melhor”, afirmou, ao mencionar a morte de civis inocentes em diferentes regiões do mundo.

As declarações do papa ocorrem em meio a uma escalada de críticas por parte de Trump. Em publicação na plataforma Truth Social, o presidente classificou Leão XIV como “fraco” e afirmou que sua liderança prejudica a Igreja Católica. Também o acusou de ineficácia no combate ao crime e de falhas em política externa.

Trump acrescentou que não deseja um pontífice que considere aceitável a possibilidade de o Irã desenvolver armas nucleares. Em tom provocativo, disse ainda preferir Louis, irmão do papa, por sua proximidade com o movimento político MAGA. Em outro trecho, sugeriu que a eleição de Leão XIV teria sido influenciada por sua própria presença na Casa Branca, descrevendo a escolha como inesperada e vinculada à nacionalidade americana do pontífice.

Após as críticas, Trump publicou uma ilustração em que aparece com vestimentas que remetem à figura de Jesus Cristo. Na imagem, ele impõe as mãos sobre um homem aparentemente enfermo, enquanto ao fundo aparecem elementos como a bandeira dos Estados Unidos, um militar e uma profissional de saúde.

Antes mesmo do episódio, o papa já havia se manifestado sobre conflitos internacionais. Em declarações anteriores, afirmou solidariedade ao povo libanês e pediu um cessar-fogo no Oriente Médio, onde os confrontos já entram na sétima semana. Também defendeu o fim das hostilidades no Sudão, reforçando sua agenda de apelos humanitários e diplomáticos.

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