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Mundo

Entre a esperança e riscos de retrocesso

Igreja Católica enfrenta sucessão papal polarizada e vigiada por redes sociais

Publicado em 22/04/2025 10:31 - Semana On

Divulgação Semana On - IA

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A morte do papa Francisco, nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, encerra um dos pontificados mais transformadores da história recente da Igreja Católica e inaugura uma nova corrida ao trono de Pedro. O Conclave, processo secreto que escolhe o novo pontífice, deve reunir cerca de 120 cardeais com menos de 80 anos na Capela Sistina, muitos deles nomeados pelo próprio Francisco. Mais do que uma troca de liderança, trata-se de um momento em que o futuro da Igreja será redesenhado diante de um mundo em mutação e de uma comunidade católica crescentemente global.

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Uma das vozes mais relevantes do episcopado latino-americano, o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, apontou nesta segunda-feira que o cenário atual é aberto e plural. “Ninguém deveria se surpreender se fosse escolhido um cardeal africano para ser papa ou um cardeal asiático para ser papa ou novamente um cardeal italiano para ser papa. Está nas possibilidades”, afirmou o cardeal brasileiro. Ele ressaltou que a escolha não deve ser interpretada como uma guinada regional da Igreja: “Qualquer um que for escolhido papa deve recuperar o cuidado da Igreja como um todo”.

De fato, uma das heranças mais significativas de Francisco foi a reformulação do Colégio Cardinalício. Sob seu pontificado, a tradicional maioria europeia foi diluída. Atualmente, a América Latina e a América do Norte somam uma fatia considerável do eleitorado cardinalício, com África e Ásia ganhando também relevância inédita. Segundo levantamento da Santa Sé, hoje menos de 40% dos cardeais com direito a voto são europeus — número que já ultrapassava os 60% em 2005, ano da eleição de Bento XVI.

Essa descentralização é vista como um passo natural em uma Igreja em que 67% dos fiéis vivem no chamado Sul Global. A África, por exemplo, é hoje o continente onde o catolicismo mais cresce, tanto em números absolutos quanto em vocações sacerdotais. “A vitalidade da Igreja africana é algo que não pode ser ignorado neste conclave”, analisa o historiador Massimo Faggioli, professor da Universidade Villanova, nos Estados Unidos. Segundo ele, “o próximo papa pode muito bem vir de uma região onde a Igreja está mais viva, mais jovem e mais engajada socialmente” (The New York Times, 21/04/2025).

Apesar do desejo de continuidade nos princípios centrais — defesa dos pobres, rejeição à guerra, formação do clero —, dom Odilo foi categórico ao afirmar que “ninguém espere que o próximo papa seja o Francisco II”. Segundo ele, o novo pontífice terá personalidade própria e responderá a desafios distintos. “O próximo papa será uma pessoa humana, não será um robô”, disse, em tom realista, ao lembrar que o perfil do sucessor será moldado tanto pelas escolhas do conclave quanto pelo seu próprio estilo de liderança.

Entre os nomes mais cotados circulam figuras como o cardeal filipino Luis Antonio Tagle, hoje em posição de destaque na Cúria Romana; o cardeal Peter Turkson, de Gana, conhecido por seu trabalho em questões sociais e ambientais; e o italiano Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha e voz ativa em temas de paz e justiça. Ainda assim, é o próprio clima de imprevisibilidade que domina o momento — e que reflete o novo rosto de uma Igreja cada vez mais mundial.

Como lembra o teólogo italiano Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Santo Egídio, “a Igreja é como um mosaico em constante construção. Cada papa acrescenta uma peça, mas o desenho maior só se revela ao longo da história”. (La Repubblica, 20/04/2025)

No silêncio solene da Capela Sistina, diante de afrescos de Michelangelo, os cardeais se reunirão nos próximos dias. Em oração e reflexão, eles decidirão quem conduzirá o rebanho católico num mundo marcado por crises climáticas, desigualdades e guerras. A tiara papal, ainda que hoje simbólica, volta a ser o centro de uma escolha que ultrapassa fronteiras — e que pode, mais uma vez, fazer história.

Igreja enfrenta redes sociais e guerra ideológica na escolha do novo papa

Com o corpo do papa Francisco ainda sendo velado no Vaticano, a Igreja Católica já se volta para um processo histórico: a eleição de seu novo líder, em um conclave que promete ser o mais globalizado — e também o mais conturbado — em dois milênios de cristandade. O cenário que se desenha nos bastidores da Capela Sistina vai além da liturgia: envolve disputas entre correntes teológicas, ingerência digital e uma avalanche de desinformação.

Ao longo de 12 anos, Francisco remodelou profundamente o Colégio Cardinalício, nomeando 108 dos 135 cardeais que votarão em seu sucessor. A manobra garantiu uma maior representatividade das chamadas “periferias do mundo” — regiões tradicionalmente esquecidas nos corredores do Vaticano. Em 2025, o conclave terá cardeais de 71 países, incluindo nações como Sudão do Sul, Timor Leste, Haiti e Papua Nova Guiné. Nunca, em toda a história da Igreja, o cenário foi tão plural.

Mesmo com 53 cardeais europeus ainda compondo a maior fatia do eleitorado, o desequilíbrio geográfico diminuiu consideravelmente. Para efeito de comparação: em 1939, apenas 16 nacionalidades estavam representadas no conclave. Em 1963, eram 29. Agora, cardeais do Sul Global ocupam um espaço estratégico, com 23 asiáticos, 18 africanos, 17 latino-americanos e 16 norte-americanos aptos a votar.

Mas essa universalização vem acompanhada de turbulência. Internamente, o Vaticano se vê pressionado por movimentos ultraconservadores que desejam reverter reformas promovidas por Francisco, como a abertura pastoral a divorciados, homossexuais e mulheres. A polarização entre alas progressistas e tradicionalistas, que já era latente, deve se intensificar nos próximos dias, alimentada por uma arena onde o Vaticano nunca teve pleno controle: as redes sociais.

“Será o primeiro conclave que viverá, de forma plena, o poder das redes”, alertou o teólogo italiano Massimo Faggioli, professor da Universidade Villanova, na Filadélfia, em entrevista ao UOL. Segundo ele, a fragilidade de Francisco nas últimas semanas foi acompanhada por uma escalada de ataques virtuais e teorias da conspiração, muitas vezes fomentadas por contas falsas.

Um relatório da empresa israelense Cyabra revelou que, entre 3 e 10 de março, 31% das contas que discutiam a saúde do papa na rede social X eram inautênticas. Ao todo, 1.148 perfis falsos produziram 1.387 publicações, promovendo narrativas como “O papa está morto” e “O Vaticano está escondendo a verdade”. Muitas dessas contas se passavam por veículos de imprensa, com linguagem emocional e sensacionalista, simulando uma falsa unanimidade.

O episódio mais simbólico dessa ofensiva foi protagonizado pelo tiktoker italiano Ottavo, que invadiu a ala errada do hospital Gemelli, em Roma, para “provar” que o papa havia morrido. Sua fala — “não há segurança alguma, nada mesmo” — viralizou, reforçando desinformações já em curso.

Diante disso, o Vaticano adotou uma postura inédita de transparência: divulgou boletins diários sobre o estado de saúde do pontífice, inclusive com descrições médicas detalhadas e uma mensagem de voz gravada por Francisco do leito hospitalar. A mudança de postura contrasta com episódios históricos de opacidade. Em 1914, por exemplo, o jornal L’Osservatore Romano condenou rumores sobre um suposto resfriado do papa Pio X. Um dia depois, ele faleceu.

O temor da Santa Sé agora é que a influência das redes sociais extrapole os limites do debate e ameace a integridade do processo de escolha papal. Apesar das regras rigorosas — cardeais são isolados, sem acesso à imprensa ou a telefones —, o período anterior ao conclave já é alvo de articulações e encontros reservados. “Nunca a ideia de uma proteção aos cardeais foi tão atual como hoje”, frisou Faggioli.

Além disso, a própria origem da palavra “conclave” remete a um tempo de reclusão extrema. Em 1270, cardeais foram trancados a pão e água em Viterbo por quase três anos até elegerem Gregório X. As regras de isolamento nasceram da necessidade de proteger a eleição das pressões externas — algo que, em 2025, assume nova roupagem: não são mais as forças de Roma medieval, mas algoritmos, bots e campanhas digitais que ameaçam o processo.

No campo das ideias, estima-se que cerca de 60% dos cardeais eleitores compartilham da visão de Francisco em temas como justiça social, meio ambiente e inclusão. Apenas 20% compõem a ala tradicionalista, crítica às reformas dos últimos anos. O restante transita em uma zona mais moderada, o que faz crescer a possibilidade de continuidade, embora sob novo estilo.

O que está em jogo, portanto, não é apenas um nome, mas a direção espiritual, política e social da Igreja em tempos de extrema polarização. A escolha será, como sempre, envolta em mistério e oração. Mas, desta vez, também sob o olhar onipresente das plataformas digitais — e da ansiedade de um mundo cada vez mais conectado, dividido e, paradoxalmente, faminto por liderança moral.

‘Comunista’ por defender o Evangelho

A morte do papa Francisco reacendeu uma polarização que marcou seu pontificado desde o início. Enquanto milhões de fiéis lamentam a partida do pontífice argentino — o primeiro latino-americano a ocupar o trono de Pedro —, uma parcela ruidosa nas redes sociais festeja o falecimento de quem consideravam um “inimigo ideológico”, rotulado por muitos como “comunista”. A razão, segundo esses críticos: sua insistente defesa dos pobres, dos excluídos, dos migrantes, dos presos e dos que vivem à margem.

Essa distorção revela mais sobre o estado atual da religiosidade e da política do que sobre o próprio papa. O rótulo de “comunista”, aqui, serve menos como categoria ideológica e mais como instrumento de silenciamento moral. Como disse certa vez dom Hélder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife e símbolo da resistência à ditadura militar brasileira: “Se falo dos famintos, todos me chamam de cristão, mas se falo das causas da fome, me chamam de comunista”.

Francisco compreendia essa contradição. Em entrevista ao canal argentino C5N, em 2023, respondeu diretamente às acusações: “Minha carta de identidade é Mateus 25. Leia Mateus 25 e veja se quem escreveu era comunista”. O trecho citado por ele — um dos mais emblemáticos dos Evangelhos — retrata Jesus afirmando que a verdadeira fé está em alimentar os famintos, acolher os estrangeiros, visitar os doentes e encarcerados. Para Francisco, a essência da fé cristã está na prática da misericórdia, não na sua instrumentalização política.

Durante seu pontificado, essa mensagem encontrou forte resistência de grupos conservadores dentro e fora da Igreja. Sua oposição ao racismo ambiental, ao elitismo e ao descaso com os migrantes — além das críticas ao sistema econômico que “mata”, como escreveu na encíclica Evangelii Gaudium — foi lida por muitos como um rompimento com a doutrina. Na realidade, Francisco apenas retomava o núcleo do Evangelho: a dignidade do outro como fundamento da justiça.

No entanto, a hostilidade não partiu apenas de círculos externos. No ambiente digital, onde a desinformação se alastra com velocidade, o papa se tornou alvo frequente de campanhas de ódio, teorias da conspiração e linchamentos morais. Internautas celebraram sua internação no hospital Gemelli, em Roma, com mensagens carregadas de desprezo. A razão? Para esses críticos, sua compaixão era sinônimo de fraqueza e sua mensagem, uma afronta.

Há, contudo, uma ironia trágica nesse discurso. Mesmo acusado de “comunista”, Francisco manteve posições tradicionais da Igreja em temas polêmicos. Continuou a se opor ao aborto — que considerava um atentado à dignidade humana — e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, ainda que tenha sido uma das vozes mais acolhedoras à comunidade LGBT+ no seio da instituição católica. Foi criticado, portanto, tanto por progressistas quanto por conservadores, o que revela a complexidade de sua figura e a impossibilidade de enquadrá-lo nos rótulos usuais da guerra cultural contemporânea.

O ataque à figura de Francisco reflete, em última instância, a rejeição à ideia de igualdade radical entre seres humanos. A crítica feroz não é feita por aqueles que desconhecem o Evangelho, mas por quem o recita seletivamente, defendendo a fé como instrumento de exclusão, não de inclusão. Em tempos de interpretações rasas, o amor ao próximo virou alvo de sarcasmo — e a compaixão, uma ameaça à ordem.

O cenário atual ilustra o que o papa dizia em sua mensagem Urbi et Orbi, no último domingo de Páscoa, já ciente da gravidade de sua enfermidade: “O mal não desapareceu da nossa história e permanecerá até o fim. Mas o amor venceu o ódio, a verdade venceu a mentira e o perdão venceu a vingança”.

Essa vitória, contudo, exige caminhar ao lado dos que sofrem — uma proposta cada vez mais incômoda para aqueles que preferem manter os privilégios e oferecer apenas migalhas aos que têm fome. A incompreensão de Francisco está no fato de que ele não pregava uma ruptura política, mas uma fidelidade radical à mensagem de Jesus. E isso, para alguns, é mais subversivo do que qualquer ideologia.

A imagem de um Cristo pobre, perseguido e humilhado, se repetiria hoje com contornos ainda mais brutais. A fé contemporânea, tomada por slogans e dogmas de ocasião, talvez não o reconhecesse. E quem andasse com ele seria, novamente, tratado como inimigo, traidor, ameaça — ou simplesmente, comunista.

Conheça os ‘papáveis’

Cardeal Luis Antonio Tagle (67 anos, filipino, atual pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e ex-presidente da Caritas Internacional)

Apelidado de “Francisco asiático” por seu foco na justiça social, Tagle é visto como o favorito em alguns setores e também seria o primeiro papa asiático – assim como Francisco foi o primeiro papa das Américas. No papel, Tagle parece ter todos os requisitos para se qualificar como papa. No entanto, as perspectivas de Tagle podem ser reduzidas devido a acusações de intimidação institucional na Caritas Internacional, associação de caridade católica global, que ele dirigiu por vários anos. A Santa Sé demitiu Tagle como chefe da Caritas Internacional em 2022.

Cardeal Pietro Parolin (70, italiano, Secretário de Estado do Vaticano)

Uma ponte em potencial entre várias facções da Igreja, Parolin ocupou o cargo de secretário de Estado de Francisco desde 2013 até a morte do papa. Ele consta entre os principais candidatos ao papado. Sua função é a segunda mais alta na hierarquia depois do papa. Diplomata de carreira, ele tem sido criticado pelos conservadores por seu papel em um acordo com Pequim sobre a nomeação de bispos na China comunista. Sua eleição devolveria o papado à Itália depois de três pontífices não italianos.

Cardeal Peter Turkson (76 anos, ganense, funcionário e diplomata do Vaticano)

Um possível primeiro papa da África subsaariana? O cardeal Turkson combina o trabalho pastoral em Gana com habilidades diplomáticas e experiência de liderança no Vaticano. Francisco enviou Turkson como seu enviado especial para promover a paz no Sudão do Sul. Suas sólidas habilidades de comunicação – e o fato de ele vir de uma das regiões mais dinâmicas para a Igreja, que luta contra o secularismo na Europa – podem reforçar suas credenciais.

Cardeal Marc Ouellet (79 anos, canadense, ex-prefeito do Dicastério para os Bispos na Santa Sé.)

Um veterano do Vaticano com experiência global, Ouellet é personagem há muito tempo nas especulações papais. Teologicamente conservador e fluente em vários idiomas, ele atrai os tradicionalistas. Alegações de má conduta pessoal contra o cardeal surgiram em 2022, mas foram descartadas pelo papa Francisco.

Cardeal Fridolin Ambongo Besungu (65 anos, congolês, arcebispo de Kinshasa)

Uma estrela em ascensão da África, Ambongo combina visões tradicionais com a defesa da justiça social. Ele é uma voz importante para a Igreja que está crescendo rapidamente no continente. Ao mesmo tempo, sua oposição vocal às bênçãos para casais do mesmo sexo elevou seu perfil internacional, aumentando sua popularidade entre os conservadores.

Matteo Zuppi (69 anos, italiano, arcebispo de Bolonha)

Frequentemente chamado de “Bergoglio italiano” por seu alinhamento com o papa Francisco, Zuppi é um “padre de rua” que se concentra em apoiar os pobres e os migrantes. Ele também evita a pompa – às vezes andando de bicicleta em vez de usar um carro oficial. As facções mais conservadoras da igreja desconfiam de suas tendências progressistas.

Jean-Marc Noël Aveline (66, francês, arcebispo de Marselha)

Aveline é conhecido por seu humor e pelo bom relacionamento que mantinha com Francisco, especialmente em relação à imigração e às relações com os muçulmanos. Se eleito, Aveline seria o primeiro papa francês desde o século 14 e o mais jovem desde João Paulo 2°. Ele entende italiano, mas não o fala fluentemente – potencialmente uma desvantagem em um cargo que também o tornaria o bispo de Roma.

Cardeal Péter Erdo (72, húngaro, arcebispo de Esztergom-Budapeste)

Um forte defensor dos ensinamentos e da doutrina católicos tradicionais que, no entanto, construiu pontes com o mundo progressista de Francisco, Erdo foi um dos candidatos ao papado em 2013. Fluente em vários idiomas, inclusive italiano, ele não é visto como particularmente carismático, mas pode agradar àqueles que buscam um papado mais estável.

Cardeal Mario Grech (68, maltês, secretário-geral do Sínodo dos Bispos)

Inicialmente considerado conservador, Grech se tornou uma figura importante na promoção das reformas de Francisco. Em 2014, ele pediu uma postura de maior aceitação em relação aos católicos LGBTQ+ – um discurso elogiado por Francisco. Sua função de alto nível no Vaticano e seu bom relacionamento com diferentes facções o tornam bem posicionado para o papado.

Cardeal Juan José Omella Omella (79, espanhol, arcebispo de Barcelona)

Próximo de Francisco, Omella leva uma vida modesta apesar de seu cargo sênior. Promovido a cardeal em 2016, ele entrou para o conselho consultivo de nove membros do papa em 2023. Sua proximidade com Francisco pode ser um risco se o conclave quiser uma mudança de tom ou de direção.

Cardeal Joseph Tobin (72, EUA, Arcebispo de Newark)

Embora um papa dos EUA seja considerado improvável, Tobin é o candidato mais plausível entre seus compatriotas. Natural de Detroit e fluente em italiano, espanhol, francês e português, ele foi elogiado por ter administrado um grande escândalo de má conduta sexual em seu cargo atual. Ele também é conhecido por sua abertura em relação às pessoas LGBTQ+.

Cardeal Angelo Scola (83 anos, italiano, ex-arcebispo de Milão)

No conclave de 2013, Scola foi visto como um dos primeiros colocados. Os partidários de Scola elogiam sua mente teológica aguçada e seu bom relacionamento com aqueles que favorecem uma Igreja mais centralizada e hierárquica. No entanto, ele ultrapassou o limite máximo de idade de 80 anos para votar em um conclave papal.

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