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Mundo

Cubanos relatam cotidiano em Havana: “Pior momento que já vivemos”

Centrais sindicais e movimentos exigem envio de petróleo brasileiro a Cuba

Publicado em 27/02/2026 1:02 - Lucas Pordeus León (Agência Brasil), Tatiana Carlotti (Opera Mundi), Semana On

Divulgação Anadolu/Getty Images

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Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento” com as dificuldades enfrentadas pela população após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelo Estados Unidos (EUA) a partir do final de janeiro deste ano.

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O aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado são alguns dos problemas que pioraram nas últimas semanas.

A arquiteta Ivón B. Rivas Martinez, de 40 anos, mãe solo de um filho de 9 anos, afirmou à Agência Brasil que os apagões em Havana, antes programados, se tornaram imprevisíveis e com maior duração.

“Antes, havia cerca de quatro horas sem energia por dia na capital, depois aumentou para cinco horas. Com o agravamento da crise, esse tipo de planejamento não é mais possível. Ninguém sabe quantas horas podem ser. Hoje houve 12 horas de apagão”, diz a cubana.

No final de janeiro, o governo Donald Trump ameaçou com tarifas os países que vendessem petróleo para a nação caribenha e classificou Cuba como “ameaça incomum e extraordinária” à segurança dos EUA, citando, como justificativa, o alinhamento político de Havana com Rússia, China e Irã.

A crise energética de Cuba é ainda mais grave nas províncias do interior da ilha de quase 11 milhões de habitantes, onde os apagões podem durar quase o dia todo.

“Minha tia do interior precisava sair cedo todos os dias para comprar o que ia consumir, porque, se comprasse mais do que isso, estragaria. No interior do país, quase o dia inteiro ficava sem eletricidade”, acrescenta Ivón Rivas.

O economista cubano aposentado Feliz Jorge Thompson Brown, de 71 anos, tio de Ivón, tinha 6 anos quando triunfou a Revolução de 1959, pondo fim ao governo militar de Fulgencio Batista, apoiado pelos EUA.

Feliz Jorge avalia que o atual momento é o período mais difícil de Cuba, até mesmo que a década de 1990, chamada de “período especial”, quando a queda do bloco socialista liderado pela União Soviética privou Cuba dos principais parceiros comerciais.

“Este é o momento mais difícil que o país já enfrentou. A situação energética é muito grave. É [o momento] mais cruel e severo do que durante o período especial, tanto material, quanto espiritualmente mais desafiador”, diz o também morador de Havana.

Serviços são prejudicados; preços disparam

Segundo Ivón Rivas, os apagões afetam todos os serviços de Havana, tanto de água, porque as bombas param de funcionar, quanto de telefonia e internet.

“Quando você tenta sacar dinheiro no banco, se não há eletricidade, os caixas eletrônicos não funcionam. Se você precisa realizar algum tipo de procedimento legal e o cartório não tem energia, eles não conseguem trabalhar. É muito difícil”, completa.

Após o endurecimento do embargo energético dos EUA, a arquiteta observou um aumento mais intenso dos preços de itens básicos de consumo.

“Nessas últimas semanas, a diferença é que os preços aumentaram em um ritmo muito mais acelerado do que antes. Arroz, o óleo, a carne de frango, que são alimentos básicos para os cubanos, ficaram muito mais caros”, acrescenta a moradora de Havana.

Com cerca de 80% da energia do país gerada por termelétricas, alimentadas por combustíveis, a nova medida do governo Trump reduziu a possibilidade de compra de petróleo no mercado global, o que era agravado pelo bloqueio naval dos EUA à Venezuela a partir do final de 2025.

Situação mais difícil que no “período especial”

O cubano Feliz Jorge Brown avalia que, diferentemente da crise atual, havia na década de 1990 uma juventude que conhecia os avanços sociais da Cuba revolucionária, o que facilitava enfrentar as dificuldades daquela época.

“No período especial, as pessoas compreendiam toda a situação e sua magnitude. Hoje, há alguma incerteza porque muitos não vivenciaram plenamente os primeiros anos da Revolução”, comenta o economista, que, recentemente, voltou a trabalhar em uma consultoria contábil.

Além disso, ele argumenta que o Estado tem perdido capacidade, em comparação com a década de 1990, de fornecer a cesta básica de alimentos subsidiada.

“A situação se torna complexa porque o Estado carece dos meios necessários para fornecer integralmente a cesta básica que foi sistematicamente distribuída a toda a população ao longo de todos os anos da Revolução”, completa o economista.

A família Thompson, formada por oito irmãos, descende de um casal de imigrantes jamaicanos. Segundo Feliz, toda a família se beneficiou da saúde e da educação gratuitas de Cuba.

“Tive a sorte de me beneficiar de todas as conquistas dos primeiros anos da Revolução e posteriores. Todos em nossa família nos demos bem, a maioria de profissionais com bons trabalhos: professores, engenheiros, médicos e assim por diante”, conta.

Por muitos anos, Feliz Jorge praticou atletismo, chegando a representar o país em competições internacionais. O sucesso cubano em olimpíadas é apontado como parte do investimento do Estado no esporte.

Trump endurece bloqueio a Cuba

O aperto do cerco econômico a Cuba é mais uma tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas.

Para o governo cubano, a nova medida é uma política “genocida” que busca privar o povo cubano dos seus meios de subsistência. O bloqueio econômico contra a ilha já dura 66 anos.

Para a cubana Ivón Rivas, o discurso do governo dos EUA contradiz o resultado da política de bloqueio.

“Seu discurso é que quer ajudar o povo de Cuba, que quer favorecer o povo de Cuba, e no final é o povo que está sendo estrangulado, é o povo cubano que está sufocando com toda essa política”, critica.

Pandemia de covid-19

Segundo avaliam os cubanos entrevistados, a situação econômica de Cuba começou a piorar com a pandemia. Na época, o turismo, principal atividade econômica do país, foi afetado pela política de isolamento para combater a covid-19 em todo o mundo.

A arquiteta Ivón Rivas diz que a situação está mais difícil desde a pandemia, mas piorou nas últimas semanas. “Eu diria este é o período mais difícil que já enfrentamos em termos de escassez de combustível e energia porque muitos problemas convergiram ao mesmo tempo”, diz.

Além da covid-19, a ilha viveu o endurecimento do embargo econômico do primeiro governo de Donald Trump (2017-2021), com centenas de novas sanções, medidas que foram mantidas no governo de Joe Biden (2021-2025).

No novo governo Trump, foram acrescentadas medidas para limitar a exportação de serviços médicos por Cuba, uma das principais fontes de recursos do país no exterior.

Transporte

Uma das principais consequências do endurecimento do embargo, segundo percebido por Ivón e Feliz, foi a diminuição na oferta de transporte público e o encarecimento do transporte privado, o que tem reduzido a mobilidade em Havana.

Enquanto o transporte privado encareceu a ponto de se tornar inviável para muitos cubanos, o transporte público está com linhas reduzidas.

“O transporte público já sofria com falta de peças de reposição, agora, devido à escassez de combustível, está ainda mais reduzido. As linhas regulares da cidade oferecem apenas uma viagem pela manhã e outra à tarde. E algumas linhas nem sequer garantiam isso”, reclama Ivón.

Além disso, a arquiteta aponta que os veículos elétricos introduzidos recentemente pelo governo também têm alcance limitado. “Estes têm se mantido mais ou menos estáveis, mas também têm diminuído porque ainda há necessidade recarregá-los.”

O economista Feliz Jorge avalia que a oferta de transporte deve ter caído pela metade. Devido ao novo trabalho, ele tem viajado entre províncias do país.

“Antes, os trens circulavam a cada quatro dias; agora, circulam a cada oito dias. No caso dos ônibus nacionais, as pessoas enfrentam muitas dificuldades com apenas duas viagens semanais diretas para as capitais provinciais”, comenta ele.

Saúde e medicamentos

A crise energética também tem agravado o acesso aos medicamentos e à saúde pública, na avaliação dos cubanos entrevistados. Ivón Rivas lembra que os médicos são pessoas comuns do povo e, por isso, têm dificuldade de se locomover.

“Como resultado, muitas consultas foram canceladas e o atendimento de emergência passou a ser priorizado”, disse a arquiteta. Ela acrescenta que a falta de medicamentos afeta toda a sociedade, não apenas os que precisam dos remédios.

“Muitas pessoas dependem de medicamentos para a saúde mental e, enquanto os tomam, mantêm-se controladas e estáveis. Mas, se interromperem o tratamento, ocorrem acidentes que afetam toda comunidade”, exemplifica.

O economista e ex-atleta Feliz Jorge pondera que o Estado não teria mais recursos para bancar todos os remédios gratuitamente, como chegou a fazer em épocas mais prósperas.

“Apesar disso, as pessoas continuam indo aos hospitais para consultas, para ver o médico e procuram dar um jeito de conseguir o medicamento, seja no mercado paralelo ou por meio de familiares que trazem para elas”, disse.

Educação e cultura

Os cubanos entrevistados avaliam que a educação vem conseguindo ser mantida, apesar da escassez de combustíveis. Segundo Ivón Rivas, as crianças menores costumam estudar sempre perto de casa.

“Não é muito difícil para as crianças do ensino fundamental chegarem à escola. Os alunos do ensino médio também costumam ter escolas bem próximas e podem até ir a pé”, comenta.

O acesso à cultura também tem sido possível. O filho de Ivón, Robin, de 9 anos, segue matriculado em uma aula de música gratuita próxima da sua residência, o que tem possibilitado a diversão e a interação social do menino.

“É uma boa opção porque não custa nada, é gratuito e do Estado. Existem muitos lugares com centros culturais que continuam funcionando e oferecem essa oportunidade”, destaca.

“Mudança de regime”

Para a arquiteta moradora de Havana Ivón Rivas, a política dos EUA não deve conseguir atingir seu objetivo, que é a da mudança de regime político na ilha.

“O cubano acorda e só pensa em garantir comida para sua família. Os jovens que estão insatisfeitos têm outras aspirações. O que eles querem é emigrar. Não vejo nenhuma campanha ou ninguém nas ruas protestando”, diz.

Para o economista Feliz Thompson, Cuba incomoda os EUA porque conseguiu superar índices sociais dos seus vizinhos caribenhos seguindo modelo político e econômico alternativo ao determinado por Washington para a América Latina.

“Está comprovado que o bloqueio e a política de bloqueio contra Cuba são verdadeiramente desumanos e cruéis e que restringem e maltratam o povo cubano. Cuba não está sozinha e continuará avançando”, finaliza.

Rússia diz que situação em Cuba está se agravando e fala em ‘provocação dos EUA’

O Kremlin afirmou na quinta-feira (26) que a situação em Cuba está se agravando e pediu moderação após um incidente mortal envolvendo uma lancha registrada na Flórida na costa da ilha caribenha.

As forças cubanas mataram quatro exilados e feriram outros seis que navegavam em águas cubanas a bordo de uma lancha na quarta-feira e abriram fogo contra uma patrulha cubana, em um incidente que a Rússia condenou como uma provocação agressiva dos Estados Unidos em um momento de tensões crescentes com Washington.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres que o mais importante é resolver as necessidades socioeconômicas e humanitárias dos cubanos.

“A situação em torno de Cuba, como podemos ver, está se agravando. O principal é o componente humanitário. Todas as questões humanitárias relativas aos cidadãos cubanos precisam ser resolvidas, e ninguém deve criar obstáculos”, declarou Peskov aos repórteres.

“Quanto à segurança em torno da ilha, é claro que é muito importante que todos permaneçam moderados e se abstenham de qualquer ação provocativa”.

Centrais sindicais e movimentos exigem envio de petróleo brasileiro a Cuba

Petroleiros, sindicatos e organizações populares realizaram, nesta quinta-feira (26/02), um ato na frente da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, exigindo que a empresa envie petróleo bruto e derivados a Cuba, em resposta ao bloqueio energético dos Estados Unidos contra o país caribenho.

“O Brasil e a Petrobras têm um papel histórico a cumprir. Nossa produção de petróleo, fruto do suor dos petroleiros e petroleiras brasileiros, deve estar à serviço da integração e da solidariedade latino-americana”, afirmam os sindicalistas.

O protesto foi organizado pelas duas federações nacionais dos petroleiros, a FUP e a FNP, com apoio do Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba e às Causas Justas, a Associação Cultural José Martí e outras entidades populares, no escopo da campanha “Petróleo para Cuba, Já!”

O ato terminou com a entrega de uma carta à direção da Petrobras, endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente da empresa, Magda Chambriard. “Entendemos que a Petrobras, como empresa brasileira estratégica e historicamente comprometida com o desenvolvimento e a soberania energética, pode desempenhar um papel relevante em uma iniciativa humanitária, contribuindo para mitigar os efeitos da crise e preservar vidas”, diz o texto.

No documento, eles defendem o fornecimento emergencial de combustível para aliviar os efeitos da crise de abastecimento na ilha e rechaçam o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, em particular, a ordem executiva assinada em 29 de janeiro pelo presidente norte-americano Donald Trump, que autoriza a aplicação de tarifas a países que forneçam petróleo à ilha.

Capacidade técnica

Os sindicalistas destacam que a Petrobras possui capacidade técnica e responsabilidade histórica para atuar em uma iniciativa humanitária, apontando que o consumo anual de petróleo de Cuba equivaleria a apenas seis dias da produção total da empresa brasileira, tornando a operação viável sob os pontos de vista econômico e logístico.

A carta solicita “urgentemente que o Brasil e a Petrobras liderem um esforço de assistência humanitária e energética na América Latina, incluindo o fornecimento de combustíveis, medicamentos, alimentos e apoio a projetos de transição para o uso de energia fotovoltaica na ilha”.

“Consideramos essencial abrir imediatamente um diálogo para avaliar possíveis alternativas, dentro dos atuais marcos legais e institucionais, que permitam ao Brasil agir em solidariedade diante da situação apresentada”, afirma o texto, ao observar que a Suprema Corte dos EUA recentemente pôs fim aos chamados “aumentos tarifários” impostos por Donald Trump.

“O Brasil e a Petrobras não devem se submeter ao imperialismo estadunidense e precisam fornecer petróleo brasileiro à ilha como um ato humanitário e em solidariedade com a América Latina”, afirmam os petroleiros, ao destacar que a cooperação energética regional está alinhada a princípios constitucionais brasileiros de integração latino-americana.

“Não podemos aceitar que o bloqueio imperialista utilize a energia como arma de guerra”, diz o texto.

Canadá anuncia envio de ajuda humanitária a Cuba

O Canadá anunciou uma doação de oito milhões de dólares canadenses para assistência humanitária a Cuba, em um esforço para aliviar a crise de alimentos e serviços básicos que a ilha enfrenta.

A ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, juntamente com o secretário de Estado para o Desenvolvimento Internacional, Randeep Sarai, anunciaram que os fundos serão liberados imediatamente e direcionados a programas de apoio alimentar e nutricional para as pessoas mais vulneráveis.

O financiamento faz parte de um programa internacional administrado pelo Global Affairs Canada, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá, em parceria com organizações humanitárias globais, incluindo o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Segundo o comunicado oficial, esses recursos fortalecerão a segurança alimentar das comunidades cubanas que enfrentam crescente vulnerabilidade.

Em sua declaração, Anand enfatizou que a decisão do Canadá de expandir a ajuda humanitária é independente de outros aspectos de sua política externa, ressaltando que o objetivo é fornecer socorro imediato aos mais necessitados em Cuba.

México envia segundo pacote de ajuda humanitária com alimentos

O México anunciou o envio de um segundo pacote de ajuda humanitária a Cuba, com cerca de 1,2 mil toneladas de alimentos. “Nesta terça-feira, os navios de apoio logístico Papalopan e Huasteco partiram do Porto de Veracruz com 1.193 toneladas de mantimentos destinados à população civil da ilha de Cuba”, anunciou o ministério mexicano dos Negócios Estrangeiros através de um comunicado.

Os dois navios transportam alimentos de primeira necessidade destinados à população civil da ilha, em uma viagem marítima com duração estimada de quatro dias.

De acordo com informações oficiais, o navio Papaloapan transporta a maior parte da carga: 1.078 toneladas de feijão e leite em pó.

Já o navio Huasteco transporta 92 toneladas de feijão, além de 23 toneladas de “alimentos diversos”.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, essas 23 toneladas foram entregues por diferentes organizações sociais, com o apoio do Governo da Cidade do México, através de um centro de coleta instalado no Centro Histórico da capital, e correspondem a uma primeira leva.

Para o transporte, bem como para as manobras de embarque e desembarque, foram utilizados mais de 350 elementos navais, além de um guindaste e cinco empilhadeiras, de acordo com o comunicado.

O envio ocorre depois da diplomacia do país ter confirmado, no último dia 12, a chegada a Havana de dois navios mexicanos com mais de 814 toneladas de mantimentos e outros bens enviados como ajuda humanitária.

Petróleo

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reiterou que seu governo manterá o apoio à ilha com alimentos, mas sem incluir petróleo, em uma aparente anuência ao bloqueio impulsionado por Washington, que ameaçou aumentar tarifas aos países que exportem petróleo para Cuba.

Ao longo de 2025, antes desta restrição, o México exportou petróleo para Cuba no valor de US$ 609,392 milhões, cerca de 1% da produção da petrolífera mexicana Pemex, valor que representou um aumento de 10,6 % em relação a todo o ano de 2024, quando foram registradas receitas de US$ 551,216 milhões, de acordo com dados do Banco do México.

Nos dias anteriores, Sheinbaum também indicou que existem conversas para avaliar se o México pode facilitar um diálogo entre os Estados Unidos e Cuba, ao mesmo tempo em que insistiu nos princípios da política externa mexicana, como a autodeterminação dos povos e a não intervenção.

O governo mexicano enquadrou este novo carregamento em uma “tradição de solidariedade” com os países da América Latina e, em particular, com Cuba, e afirmou que, nos últimos meses, também enviou ajuda a outros pontos do continente afetados por emergências, como os incêndios na Califórnia (EUA), e no Chile, bem como as inundações no Texas, entre outras tragédias causadas por desastres naturais.

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