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Mato Grosso do Sul

Flávio Bolsonaro perde fôlego em MS, e vantagem sobre Lula cai para seis pontos, aponta Ranking Brasil

Após briga com Michelle, senador registra primeira queda desde o início da série histórica no Estado

Publicado em 05/07/2026 1:11 - Semana On

Divulgação Reprodução

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Pela primeira vez desde o início da série de levantamentos do Instituto Ranking Brasil em Mato Grosso do Sul, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou queda nas intenções de voto para a Presidência da República. Pesquisa divulgada neste domingo (5) mostra que o parlamentar aparece com 40% das preferências na modalidade estimulada, contra 34% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, a vantagem do senador caiu de 10 para seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

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O recuo interrompe uma trajetória de crescimento contínuo de Flávio no Estado, considerado um dos principais redutos do bolsonarismo. Desde fevereiro, quando marcava 35%, o senador vinha ampliando gradualmente seu desempenho: passou para 36,2% em março, alcançou 40% em abril, chegou a 42,6% em maio e atingiu o pico de 43% em junho. Em julho, porém, recuou três pontos percentuais.

Segundo a análise do cenário político, a queda ocorre após uma sequência de episódios que atingiram o entorno da campanha do senador. A crise pública envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ganhou repercussão depois que ela divulgou dois vídeos acusando o enteado de desrespeitá-la e de ter sido ríspido durante uma conversa telefônica. Na sequência, o blogueiro Paulo Figueiredo, aliado do grupo bolsonarista nos Estados Unidos, provocou nova controvérsia ao afirmar que “mulher não sabe votar, principalmente, as solteiras”.

Até então, nem mesmo fatores considerados potencialmente desgastantes, como o anúncio de um novo tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ou a repercussão envolvendo críticas ao PIX, haviam interrompido a trajetória ascendente de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul.

Enquanto o senador perdeu parte da vantagem, Lula apresentou leve oscilação positiva. O presidente passou de 33% para 34% na pesquisa estimulada, recuperando o ponto percentual perdido no levantamento anterior. Ao longo do ano, o petista também apresentou crescimento consistente, saindo de 31% em fevereiro, passando por 30% em março, chegando a 32% em abril e alcançando 34,4% em maio, antes do recuo registrado em junho.

O desempenho ocorre após a segunda visita de Lula ao Estado em 2026. Durante a agenda, o presidente entregou 1.390 títulos de propriedade para beneficiários da reforma agrária, anunciou a retomada da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas e confirmou investimentos de R$ 580 milhões, por meio do Novo PAC, destinados aos aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.

Apesar da agenda presidencial, o impacto imediato sobre as intenções de voto foi limitado. Na pesquisa estimulada, Lula recuperou apenas um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, sem alterar significativamente o cenário de polarização entre os dois principais concorrentes.

Os números completos da pesquisa estimulada são os seguintes:

Candidato Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho
Flávio Bolsonaro 35% 36,2% 40% 42,6% 43% 40%
Lula 31% 30% 32% 34,4% 33% 34%
Ronaldo Caiado 1,4% 1% 2,8% 3%
Romeu Zema 0,5% 0,1% 0,4% 0,2% 1,2%
Augusto Cury 0,5% 1,2% 1%
Cabo Daciolo 0,8% 0,8% 0,6%
Renan Santos 0,6% 0,5% 0,6% 0,2% 0,6% 0,4%
Rui Costa Pimenta 0,1% 0,2%
Brancos/Nulos 12,2% 10% 9,5% 8% 9,4%
Indecisos 11% 14,2% 10% 10,3% 10,2%

Outro indicador considerado favorável ao presidente foi a redução da rejeição. De acordo com o levantamento, 30% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula de forma alguma, índice inferior aos 33% registrados em junho.

Na direção oposta, Flávio Bolsonaro passou a enfrentar resistência maior do eleitorado. Sua rejeição subiu de 23% para 25%.

O ranking de rejeição ficou assim:

  • Lula: 30% (33% em junho);
  • Flávio Bolsonaro: 25% (23% em junho);
  • Rui Costa Pimenta: 6,6%;
  • Renan Santos: 5,2%;
  • Cabo Daciolo: 4,4%;
  • Romeu Zema: 3,8%;
  • Augusto Cury: 3,2%;
  • Ronaldo Caiado: 2%;
  • Indecisos: 9,2%.

Na pesquisa espontânea, a disputa também ficou mais equilibrada. Flávio Bolsonaro lidera com 22,4%, enquanto Lula aparece com 20%, reduzindo a diferença para apenas 2,4 pontos percentuais. Em maio, a distância entre ambos era de quatro pontos.

Os demais candidatos aparecem com índices bem inferiores:

  • Flávio Bolsonaro: 22,4%;
  • Lula: 20%;
  • Ronaldo Caiado: 2%;
  • Augusto Cury: 0,8%;
  • Cabo Daciolo: 0,6%;
  • Renan Santos: 0,2%;
  • Outros: 1,2%;
  • Brancos e nulos: 25%;
  • Indecisos: 26,8%.

O levantamento também reforça a dificuldade enfrentada pelos demais nomes do campo da direita em Mato Grosso do Sul. Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury permanecem com desempenho reduzido e, até o momento, não conseguem romper a polarização consolidada entre Flávio Bolsonaro e Lula.

A pesquisa do Instituto Ranking Brasil ouviu 2 mil eleitores entre os dias 29 de junho e 3 de julho, em 30 municípios de Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob os números MS-06247/2026 e BR-09350/2026 e foi encomendado pela Rádio TOP FM.

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