24/05/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Equipes de MS resgataram mais de 900 pessoas e 200 animais no Rio Grande do Sul

Crianças, idosos e animais são resgatados por helicóptero enviado pelo Estado

Publicado em 07/05/2024 9:33 - Semana On

Divulgação Gov MS

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As equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul que atuam nas cidades gaúchas de São Leopoldo e Canoas, já resgataram mais de 900 pessoas e aproximadamente 200 animais.

Com mais de dois dias de atuação em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, os bombeiros de MS estão divididos em três equipes para atender diferentes regiões desde às 23h de sábado (4), e já resgataram 154 pessoas e 193 animais.

Já aeronave do CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo) da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), participou do resgate de pessoas ilhadas e transporte de 700kg de medicamentos enviados a cidades do interior do Rio Grande do Sul. O helicóptero saiu de Campo Grande (MS) no fim de semana.

Na sexta-feira (3), os bombeiros saíram de Campo Grande (MS) com destino a cidade de Montenegro (RS), porém durante o trajeto o Comando de Operações do Rio Grande do Sul informou que o acesso terrestre estava impedido por conta das enchentes. Com isso a equipe foi designada para atuar em São Leopoldo (RS), que fica a mais de 1,7 mil km de Campo Grande.

“Nossa chegada foi no sábado (6), por volta 23h, no olho do furacão. Muitas pessoas estão precisando ser resgatadas da enchente. Estamos atuando em um bairro muito populoso, com mais de 6 mil pessoas, que chama Campina e está em colapso. São poucos recursos e como chegamos com os nossos barcos, já nos equipamos e fomos iniciamos os resgates. Formamos três equipes nominadas Pantanal 1, 2 e 3, somos em nove, e cada equipe tem três militares dentro do barco. Estamos resgatando pessoas com mobilidade reduzida, deficiência mental, tem muita gente em cima do telhado há muito tempo com frio, fome e hipotermia”, explicou o capitão Rodrigo Bueno, comandante da Força Tarefa do CBMMS, que atua no apoio ao RS.

As cidades gaúchas que recebem o apoio dos bombeiros e dos policiais militares de MS, São Leopoldo e Canoas, sofrem com as enchentes dos rios Sinos e Gravataí. Além disso, outras cidades gaúchas continuam submersas, inclusive partes da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

“A chuva não parou durante a madrugada e o trabalho foi bastante intenso. Ao amanhecer o trabalho continuou, tinha muita gente solicitando e continuamos com essas três equipes dispersas na cidade de São Leopoldo. Nos unimos as equipes de outros estados que começaram a chegar também. O Corpo de Bombeiros Militar de MS se destacou, pois, até agora não tivemos nenhum tipo de intercorrência, atuamos com bastante êxito. Todas as missões que foram atribuídas foram cumpridas”, disse o capitão Bueno.

Mais de 90 mortes foram confirmadas em decorrência das fortes chuvas no Rio Grande do Sul, outros quatros óbitos estão em investigação para confirmar se há relação com os eventos meteorológicos da última semana.

O estado gaúcho tem 345 municípios atingidos pelos temporais, com mais de 850,4 mil pessoas afetadas. O Rio Grande do Sul contabiliza 21.957 pessoas desalojadas. Além disso, o levantamento aponta que 19.368 pessoas estão temporariamente em abrigos e há 276 feridos.

Crianças, idosos e animais são resgatados em helicóptero de MS

Atuando no Rio Grande do Sul desde o último final de semana, o helicóptero esquilo, prefixo PT-FRN, da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), já resgatou 25 pessoas, entre elas crianças, idosos, pessoas portadoras de deficiência e até um cãozinho caramelo.

Além disso, o helicóptero também está sendo utilizado para transporte de mantimentos e já transportou 1.050 marmitas, 940 garrafas de água e 200kg de medicamentos.

O coronel da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Rosalino Gimenez Filho, coordenador-geral do Policiamento Aéreo (CGPA) e chefe da missão de ajuda humanitária ao RS, relata como estão os primeiros dias de trabalho.

“Nós pudemos constatar a realidade pela qual estão passando nossos irmãos aqui do Rio Grande do Sul. Enfrentamos as dificuldades no início de tempo. Agora o tempo já se firmou e já ressoou bastante trabalho de resgate de pessoas que estão ilhadas, levando mantimentos, água e medicamentos. Nesses primeiros dias tivemos muitos êxitos nos resgates de pessoas e na condução de serviço de assistência junto com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul”, destaca o coronel.

Em apenas uma ocorrência com o helicóptero, foi feito o resgate de seis integrantes de uma família que estava ilhada, uma dessas pessoas portadora de deficiência. Também havia pessoas idosas e animais.

“O resgate foi feito com a ajuda de um guincho da aeronave. É uma aeronave com tecnologia de ponta e estamos utilizando para o resgate. Levando-as pessoas para um lugar seguro”, disse.

Maiores desafios

Coronel Gimenez disse que um dos grandes desafios no momento é encontrar local seguro para pousar a aeronave.

“Em muitas vezes a aeronave não tem um local seguro para realizar o pouso e há várias áreas restritas, exigindo bastante da tripulação para resgatar as pessoas. Estamos vendo de perto o sofrimento e a realidade das pessoas e como é importante a atuação do poder público nessas ações. O Estado de Mato Grosso do Sul tem feito a diferença aqui. Está sendo uma experiência gratificante e nos prepara também para outras situações que porventura possa ocorrer” concluiu.


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