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Mato Grosso do Sul

Com Riedel na presidência, Consórcio Brasil Verde prepara projetos para captar recursos internacionais

Grupo formado por 15 estados vai mapear demandas ambientais, definir prioridades para os próximos dois anos e estruturar iniciativas no setor

Publicado em 08/07/2026 9:13 - Semana On

Divulgação Reprodução

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Sob a presidência de Mato Grosso do Sul, o Consórcio Brasil Verde (CBV) iniciou uma nova etapa de articulação entre os governos estaduais para estruturar projetos ambientais, ampliar a cooperação em torno da agenda climática e buscar recursos internacionais destinados ao financiamento de ações de preservação, sustentabilidade e enfrentamento das mudanças climáticas.

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O governador Eduardo Riedel assumiu o comando do consórcio após ser eleito por unanimidade, em março. Na terça-feira (7), representantes da organização participaram de uma reunião de trabalho destinada a definir os próximos passos da gestão, estabelecer prioridades e preparar o planejamento das atividades que serão desenvolvidas pelos estados integrantes.

Criado em 2019, o CBV reúne 15 unidades da Federação e atua na construção de políticas e projetos relacionados à mitigação das mudanças climáticas, adaptação aos efeitos do aquecimento global, preservação ambiental e transição energética. A estratégia considera as particularidades dos diferentes biomas brasileiros e busca conciliar proteção dos recursos naturais e desenvolvimento econômico.

Com a transferência da presidência para Mato Grosso do Sul, a estrutura responsável pela condução das atividades do consórcio também passa a ser organizada no Estado. A nova gestão pretende identificar as principais demandas ambientais dos governos participantes e, a partir desse diagnóstico, elaborar um plano de trabalho para os próximos dois anos.

Segundo o secretário Artur Falcette, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), uma das prioridades é transformar as demandas apresentadas pelos estados em projetos estruturados e capazes de atrair investimentos internacionais.

“Desde a criação, em 2019, o consórcio começou a construir uma agenda voltada à estruturação de projetos para tentar captar recurso internacional para os estados que fazem parte, sempre olhando para essa temática do clima, das mudanças climáticas, da mitigação”, afirmou.

No campo das políticas climáticas, as medidas de mitigação estão relacionadas à redução das causas do aquecimento global, especialmente por meio da diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Já as iniciativas de adaptação procuram preparar cidades, territórios, atividades econômicas e populações para enfrentar consequências das alterações do clima que já ocorrem ou são projetadas para as próximas décadas.

A elaboração de projetos tecnicamente estruturados é considerada uma etapa necessária para ampliar as possibilidades de acesso dos estados a mecanismos nacionais e internacionais de financiamento climático. A intenção do consórcio é organizar as demandas regionais, estabelecer prioridades comuns e construir iniciativas capazes de receber investimentos destinados à proteção ambiental e à transição para modelos econômicos de menor impacto climático.

Em Mato Grosso do Sul, essa agenda envolve diretamente três importantes biomas: Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. Antes mesmo de assumir a presidência do CBV, o Estado já coordenava, dentro do consórcio, as discussões relacionadas ao Pantanal.

A diversidade ambiental dos estados integrantes é um dos elementos considerados na organização das atividades. O grupo reúne governos responsáveis por territórios inseridos em diferentes biomas e submetidos a desafios climáticos distintos, o que exige estratégias específicas de preservação, adaptação e desenvolvimento sustentável.

Como parte da preparação do planejamento da nova gestão, o consórcio deverá realizar um workshop com representantes dos estados participantes. O encontro terá como objetivo identificar as demandas consideradas prioritárias e subsidiar a elaboração do plano de trabalho.

“É um papel bastante relevante de posicionamento dos estados. A gente vai realizar nos próximos dias o workshop com os outros estados para entender quais são as principais demandas desse momento e poder planejar”, declarou Falcette.

Além da formulação de projetos e da busca por financiamento, o Consórcio Brasil Verde exerce uma função de representação política e institucional dos governos estaduais nas discussões nacionais sobre mudanças climáticas.

O grupo representa os estados no Comitê Interministerial, estrutura do Governo Federal responsável por debater posições, políticas e estratégias brasileiras relacionadas à agenda climática. A participação permite que demandas regionais sejam apresentadas nas discussões sobre as diretrizes adotadas pelo país para enfrentar os efeitos das mudanças do clima.

Ao reunir diferentes governos estaduais, o CBV procura ampliar a capacidade de articulação política e técnica dos estados na formulação de políticas ambientais. Entre os objetivos estão o desenvolvimento de projetos para reduzir impactos ambientais, a preparação dos territórios para eventos e transformações associados às mudanças climáticas e a captação de recursos destinados à execução dessas iniciativas.

Integram atualmente o Consórcio Brasil Verde Mato Grosso do Sul, Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.

A presidência de Mato Grosso do Sul coloca o Estado à frente da articulação desse conjunto de governos em um momento no qual a capacidade de transformar compromissos ambientais em projetos tecnicamente consistentes e financiáveis se torna um dos principais desafios da agenda climática. A próxima etapa será consolidar as demandas dos estados, definir prioridades comuns e estruturar iniciativas capazes de disputar recursos destinados à mitigação, adaptação e transição energética.

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