Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Ponte Aérea
E na direita, o mais extremista vence com folga
Publicado em 23/04/2026 1:32 - Raphael Tsavkko Garcia
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
O discurso moderado na política, em época de redes sociais, morreu. Ele só existe como contraponto (pontual) ao radicalismo – em geral de direita -, mas não como discurso em si.
Quando a esquerda moderada ganha, é porque tem maluco mais radical segurando os radicais (vide os MAVs) e os mantendo engajados e tem a parte que dialoga com a centro-direita e mostrando os perigos dos extremistas.
SIGA A SEMANA ON NO YOUTUBE, INSTAGRAM, FACEBOOK, TIKTOK, X E WHATSAPP
Então o discurso pega o cara que tá ali mais pra direita, mas tem medo do extremo (o liberal não-maluco com medo do Bolsonaro, por exemplo).
Mas na direita, o mais extremista vence com folga – vide o próprio Bolsonaro ou o MBL que sabe que não tem a menor possibilidade de pegar eleitor do PT, então vai apelar pro jovem incel e pro bolsominion mezzo desiludido mesmo (fingindo que são diferentes ou que pelo menos o ódio deles é diferente, quando na real são farinha do mesmo saco privatizado).
No fim o discurso acaba sendo sempre pró ou anti-extremo, o discurso do meio é subsidiário, existe em função do extremismo e não como discurso em si.
E isso não é só reflexo de polarização política, mas também resultado da própria dinâmica das redes sociais e de como funcionam os algoritmos e de como eles promovem o engajamento. Consenso não engaja, ódio sim. E a política se tornou refém dos algoritmos – BigTechs lucram com ódio, se alinham à extrema-direita (afinal, ódio gera lucro) e o resultado é esse horror tecnopolítico que vemos.
SE FIZER SENTIDO PRA VOCÊ, APOIE O JORNALISMO DA SEMANA ON
–
RAPHAEL TSAVKKO GARCIA
É jornalista, editor e Ph.D em Direitos Humanos pela Universidade de Deusto.
Leia outros artigos da coluna: Ponte Aérea
Deixe um comentário