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Ponte Aérea
Mas, o CLT quer um dia ser patrão e fazer o mesmo com o próximo
Publicado em 05/05/2026 3:28 - Raphael Tsavkko Garcia
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A gente pode (deve) ter uma discussão honesta sobre carga tributária. Pra onde vai a grana, como impostos são gastos, etc. Mas quando aparece liberalóide “40% do salário é roubado pelo Estado” só resta lamentar que o voto desse povo tenha o mesmo peso que o de gente normal.
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O primeiro passo é entender o quanto dos impostos vão pra sustentar magnata e mega empresário. Pra sustentar político corrupto e suas benesses (e pastores, ah os pastores). O quanto é desviado – com ajuda do mesmo mega-empresariado.
O pequeno empresário ao invés de prestar atenção, acha que é rico – ou quer ser. Entra na disputa do lado de Zemas e Velhos da Havan – e Malafaias – achando que tão do mesmo lado. Não tão.
Trabalhador não “custa”, tudo que a empresa lucra é gerada pelo trabalhador que, obviamente, gera MAIS riqueza do que recebe – pro patrão ter lucro e reclamar do trabalhador.
“Salário é custo” é o nível mais raso da discussão. Sim, na planilha é custo, qualquer um lê balanço.
Difícil é entender que é o trabalhador que gera o valor que paga tudo – inclusive o lucro que o liberalóide finge que surge do nada.
Tratar trabalhador como “peso” é não entender o básico de como lucro existe. A crítica é sociológica.
É triste demais ver gente realmente acreditando que empresário é coitado que pagaria mais pro trabalhador se não existisse CLT. Sério, dá desespero de ler tanta burrice e estupidez num mesmo lugar. O empresariado defendendo escravidão (6×1) e nego achando que querem o bem de alguém – além deles.
O sonho de todo f*dido é ser rico enquanto é f*dido pelo rico – mas defende rico porque, vai que ele acaba também rico? É o CLT contra a CLT porque, tadinho do patrão! O patrão querendo que o CLT tome no c* e seja escravo, mas dane-se, né? O CLT quer um dia ser patrão e fazer o mesmo com o próximo.
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RAPHAEL TSAVKKO GARCIA
É jornalista, editor e Ph.D em Direitos Humanos pela Universidade de Deusto.
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