24/05/2024 - Edição 540

Campo Grande

No Oliveira, abandono de obras de pavimentação “inferniza” moradores

Obras deveriam ter sido entregues em junho de 2023, mas permanecem inacabadas

Publicado em 06/05/2024 10:34 - Com informações do Midiamax

Divulgação Arquivo Pessoal

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O sonho do asfalto no Residencial Oliveira, em Campo Grande, transformou-se em pesadelo. Um ano após o início das obras de pavimentação, várias áreas do bairro permanecem inacabadas, expondo os moradores a extremos: a região fica ilhada e lamacenta após chuvas fortes, ou sufocada pela poeira nos dias secos.

Para Camila Dantas, moradora do Residencial há dois anos, a promessa de asfalto foi um fator importante para sua mudança para o bairro. “Quando me mudei, nos disseram que as ruas seriam asfaltadas, mas até agora nada foi feito,” lamenta. Um ano após sua chegada, começaram a notar os problemas.

As ruas que não receberam pavimentação são de terra, tornando-se intransitáveis para qualquer veículo durante as chuvas devido ao risco de atolamento. Nos períodos secos, os buracos e desníveis prejudicam os veículos, resultando em frequentes visitas ao mecânico. A poeira gerada agrava problemas respiratórios, como alergias e bronquite. “No ano passado, as obras estavam na esquina de casa, mas os caminhões corriam e tínhamos que manter a casa fechada por causa da poeira”, recorda.

As obras, que começaram em setembro de 2022, tinham um prazo inicial de 270 dias para conclusão, prevendo o término para junho de 2023. Contudo, um aditivo estendeu o prazo até abril de 2024, e, mesmo assim, as obras seguem paralisadas.

Os moradores da região cobraram respostas da prefeitura. “Dizem que estão trabalhando, mas não terminaram e as máquinas não estão aqui. Estamos cansados de todos tirarem fotos e falarem que as obras estão em andamento, quando na verdade já deviam estar prontas”, comenta Camila.

Algumas vias receberam asfalto, mas sem sinalização, resultando em acidentes nas ruas João Ribeiro Guimarães e Maria Luiza Moraes.

A comunidade questiona a razão da paralisação das obras. O Portal da Transparência revela que o contrato entre a Prefeitura de Campo Grande e a empresa BTG Empreendimentos, Locações e Serviços EIRELI (CNPJ 00568986000109) soma R$ 10.037.602,02, com aditivos de R$ 3.664.027,16, totalizando R$ 13.681.629,76.

Um morador que vive na região desde os 15 anos explica que as obras estão atrasadas há mais de um ano, sem prazo de conclusão. “Não há máquinas no canteiro de obras, mas os recursos foram liberados,” afirma ele.

No início do ano, a prefeitura realizou uma reunião com os moradores, mas o uso de celulares foi proibido, e a responsabilidade sobre o projeto virou um jogo de “empurra-empurra”.

Apesar de tentativas de contato, a reportagem não recebeu resposta da Prefeitura de Campo Grande nem do setor jurídico da BTG Empreendimentos sobre o andamento das obras. O espaço permanece aberto para seus esclarecimentos.


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