Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Semana On

21/06/2026 - Desde 2009 informando com qualidade

Nos apoie:

Chave PIX:

19.485.790/0001-70

QR Code para doação

Brasil

Inflação dos alimentos tem causa na oferta, mostra IBGE

Tomate e café lideram alta dos preços: governo busca alternativas para conter impacto no custo de vida

Publicado em 12/02/2025 10:00 - Semana On

Divulgação Rafa Neddermeyer - Abr

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

A menor oferta de produtos como tomate, cenoura e café foi o principal fator por trás da alta da inflação dos alimentos no início de 2025, de acordo com dados divulgados ontem (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro, o grupo alimentos e bebidas registrou avanço de 0,96%, contribuindo com 0,21 ponto percentual (p.p.) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

CLIQUE PARA SEGUIR A SEMANA ON NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO WHATSAPP

Apesar da elevação, o ritmo de alta desacelerou em relação a dezembro, quando os preços do setor haviam subido 1,18%. Ainda assim, os alimentos permaneceram entre os maiores responsáveis pela inflação do mês, ficando atrás apenas do setor de transportes, que avançou 1,3%.

O IPCA geral registrou aumento de 0,16% em janeiro, o menor para o mês desde a implementação do Plano Real, em 1994. No entanto, a alta dos alimentos preocupa o governo, especialmente pelo peso significativo desse grupo no custo de vida das famílias, que corresponde a 21,69% dos gastos mensais da população com renda de até 40 salários mínimos.

Alta dos preços: escassez de oferta e fatores climáticos

Segundo o IBGE, a inflação dos alimentos foi puxada, principalmente, por itens cuja oferta foi reduzida nos mercados. Os tubérculos, raízes e legumes tiveram aumento de 8,19%, com destaque para a cenoura (36,14%) e o tomate (20,27%), que registraram os maiores aumentos do mês.

O gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, explicou que a escalada dos preços está diretamente ligada à menor disponibilidade desses produtos no mercado.

“A cenoura tem uma concentração de produção em Minas Gerais, Bahia e Goiás, e esses estados enviaram menos produtos para o mercado, reduzindo a oferta”, afirmou.

No caso do tomate, além da oferta limitada, fatores climáticos também pesaram na produção. Chuvas intensas prejudicaram a colheita, afetando a qualidade dos frutos e reduzindo o volume disponível para venda.

“O tomate também teve problema de chuva muito intensa. Isso limitou um pouco a produção, alguns frutos ficaram manchados, e janeiro teve essa redução de oferta”, explicou Gonçalves.

O café moído, que apresentou alta de 8,56%, foi outro item que pressionou a inflação. O preço da commodity deve permanecer elevado, segundo especialistas, devido à demanda global aquecida e aos impactos climáticos sobre a produção nacional.

Medidas para conter a inflação: importação e safra recorde

Diante da escalada dos preços dos alimentos, o governo federal estuda medidas para aliviar o impacto no bolso dos brasileiros. Entre as alternativas, está a redução da tarifa de importação de alguns produtos básicos, para baratear a oferta e ajudar a conter a inflação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também aposta na recuperação da produção nacional como um fator positivo para os preços ao longo do ano. De acordo com o IBGE, a safra agrícola de 2025 deve crescer 10,2%, após uma retração em 2024. Esse aumento da produção pode ajudar a estabilizar os preços dos alimentos nos próximos meses.

Carnes sobem menos e aliviam inflação

Se por um lado os vegetais e o café pressionaram a inflação, por outro, o preço das carnes registrou alta modesta de 0,36% em janeiro, um alívio em comparação com os meses anteriores. Em dezembro, o avanço havia sido de 5,26%, e em novembro, de 8,02%.

A redução da pressão inflacionária sobre as carnes está ligada à melhora das condições climáticas, que favoreceram os pastos e reduziram os custos de produção.

“Chuvas vieram, então começa a melhorar o pasto. Isso traz reduções no custo de produção, que podem influenciar no custo final da proteína”, explicou Gonçalves.

Com a safra agrícola projetada para crescer e o dólar em trajetória de queda, o governo aposta que o cenário inflacionário pode melhorar nos próximos meses. No entanto, especialistas alertam que fatores externos, como a demanda global por commodities e possíveis novos eventos climáticos adversos, ainda podem impactar os preços dos alimentos ao longo de 2025.

Aumentam denúncias de abuso sexual infantil no Telegram


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *