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Brasil

Governo zera imposto de importação para reduzir preços dos alimentos

Economia brasileira cresce 3,4% em 2024, superando a média global

Publicado em 07/03/2025 12:11 - Semana On

Divulgação Agência Brasil

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O governo federal anunciou uma série de medidas para conter a inflação e garantir alimentos mais acessíveis à população brasileira. Entre as ações, destaca-se a isenção do Imposto de Importação para nove itens essenciais, incluindo carnes, azeite, café e açúcar. A iniciativa visa reduzir os preços ao consumidor em um momento de crescimento econômico sólido—o Brasil avançou 3,4% em 2024, superando a média global—e busca reforçar o consumo interno sem comprometer a competitividade do setor produtivo.

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A decisão, liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, faz parte de uma estratégia mais ampla que inclui o fortalecimento dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a priorização da produção de itens da cesta básica no próximo Plano Safra. Segundo Alckmin, a isenção tarifária garantirá que os alimentos cheguem mais baratos às prateleiras sem prejudicar os produtores nacionais.

“O governo está abrindo mão de impostos em favor da redução de preços”, destacou Alckmin ao anunciar a medida, reforçando que a decisão beneficia diretamente o consumidor e mantém a estabilidade do setor agropecuário.

Impacto positivo no combate à inflação e no consumo das famílias

A política de importação isenta de tarifas ocorre em um momento crucial da economia brasileira. O país encerrou 2024 com um crescimento robusto e a menor taxa de desemprego já registrada (6,6%), reflexo da ampliação do consumo das famílias (4,8%) e de investimentos em setores estratégicos. A inflação dos alimentos, no entanto, ainda pesava no orçamento doméstico, exigindo medidas eficazes para conter a alta de preços sem desacelerar o ritmo de crescimento.

Estudos sobre o impacto da desoneração tributária na economia demonstram que a redução de custos na cadeia produtiva tende a refletir diretamente no preço final ao consumidor. Como ressalta Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia, “mercados abertos, quando bem regulados, podem beneficiar amplamente a população ao garantir acesso a bens essenciais a preços mais baixos”. No Brasil, a isenção tarifária sobre alimentos segue essa lógica, promovendo um alívio no custo de vida sem comprometer a arrecadação pública.

Além disso, a medida se soma a outras iniciativas do governo voltadas ao estímulo da economia, como o Plano Safra e a ampliação da capacidade de inspeção de produtos de origem animal pelo Sistema Brasileiro de Inspeção (SISBI-POA). Essas ações garantem que a oferta nacional se mantenha competitiva e fortalecida.

Agronegócio resiste, mas políticas de incentivo garantem equilíbrio

Apesar dos benefícios diretos para os consumidores, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou críticas à isenção tarifária, argumentando que a inflação dos alimentos decorre do aumento dos custos de produção e não da carga tributária sobre importações. A bancada agropecuária defende que a solução passa por um Plano Safra mais robusto e por ajustes na política fiscal, em vez da abertura comercial para produtos estrangeiros.

O governo, no entanto, assegura que os produtores nacionais não serão prejudicados, já que a medida visa complementar a oferta em um momento de oscilação dos preços do setor. A priorização da produção de alimentos da cesta básica no próximo Plano Safra, por exemplo, reforça o compromisso do Estado em garantir incentivos para o fortalecimento da agricultura nacional.

Além disso, especialistas ressaltam que o Brasil possui capacidade produtiva para manter sua posição de destaque no agronegócio global, sem que a isenção temporária de impostos represente uma ameaça significativa ao setor. Segundo o economista Ricardo Abramovay, professor da USP, “a diversificação da oferta e a concorrência equilibrada são elementos essenciais para um mercado mais dinâmico e eficiente”.

Brasil mantém protagonismo econômico no cenário global

O crescimento de 3,4% do PIB em 2024 confirma a força da economia brasileira e coloca o país entre as nações que mais avançaram no ano, superando a média da OCDE (1,7%). Esse desempenho reflete uma série de políticas econômicas bem-sucedidas, que combinam estímulos ao consumo, redução da inflação e aumento do investimento produtivo.

A queda na taxa de desemprego e a melhora na renda das famílias são fatores que reforçam a importância de medidas que garantam preços acessíveis para a população. A decisão de zerar as tarifas de importação sobre alimentos essenciais, nesse contexto, alinha-se a uma estratégia mais ampla de fortalecimento da economia doméstica e de ampliação do poder de compra dos brasileiros.

Além disso, a estabilidade fiscal do país tem permitido a implementação de políticas econômicas responsáveis, garantindo crescimento sustentável sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. A estratégia adotada pelo governo segue um modelo já aplicado com sucesso em outras economias emergentes, onde a combinação de abertura comercial com incentivos internos permite um crescimento equilibrado e socialmente inclusivo.

Compromisso com preços acessíveis e crescimento sustentável

A decisão do governo de zerar os impostos de importação de alimentos essenciais representa um avanço significativo na luta contra a inflação e na garantia de preços mais acessíveis para a população. A medida, aliada a um crescimento econômico robusto e a políticas de incentivo à produção nacional, assegura que o Brasil continue avançando de forma equilibrada e sustentável.

O impacto positivo já pode ser sentido no consumo das famílias e na estabilidade da economia, demonstrando que o governo está comprometido com soluções eficazes para melhorar a vida da população. O desafio agora é manter essa trajetória, garantindo que a competitividade do setor produtivo nacional seja preservada e que o crescimento econômico continue beneficiando todos os brasileiros.

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