24/04/2024 - Edição 540

Viver Bem

Maior número de ejaculações está ligado a menor risco de câncer

Publicado em 21/04/2016 12:00 -

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Homens que ejaculam pelo menos 21 vezes por mês têm um risco 20% menor de desenvolver câncer de próstata, revela estudo publicado no site da revista científica "European Urology".

O trabalho seguiu quase 32 mil homens por 18 anos (de 1992 a 2010). A idade média era de 59 anos.

No período, 3.839 homens foram diagnosticados com câncer de próstata, sendo que 384 dos casos foram fatais.

Em um questionário preenchido em 1992, os homens relataram a sua frequência média de ejaculação em diferentes períodos da vida: entre 20 e 29 anos, entre 40 e 49 anos, e no ano anterior à pesquisa.

"Esse grande estudo prospectivo fornece uma evidência forte do papel benéfico da ejaculação na prevenção do câncer de próstata", escrevem os autores do artigo, liderados por Jennifer Rider, epidemiologista de câncer na Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston.

Segundo Rider, todas as variáveis foram controladas e, ainda assim, o risco relativo para câncer de próstata foi um quinto menor em homens que ejaculavam ao menos 21 vezes por mês em relação àqueles que o faziam entre quatro a sete vezes por mês.

Rider observa, porém, que embora a maior redução do risco de câncer tenha sido associada a uma maior frequência de ejaculação, homens que reportaram um número menor (entre 13 e 20 vezes por mês na faixa etária de 40 a 49 anos) também tiveram uma diminuição de 20% das chances de desenvolver o tumor de próstata.

Entre os que relataram de oito a 12 ejaculações por mês, a redução do risco foi de 10%.

"Não devemos enfatizar o número exato de ejaculações, mas o fato que uma atividade sexual segura é benéfica para a saúde da próstata."

No entanto, Janet Stanford, pesquisadora de câncer de próstata no Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson (Seattle), vê os resultados com cautela por se tratar de estudo observacional.

"Associação não significa causalidade. É preciso cuidado na interpretação."

O estudo não encontrou relação entre maior frequência de ejaculação e menor risco de tumor mais avançado ou de morte.


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