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Viver Bem

Exercício físico pode reduzir risco de depressão e ansiedade, aponta estudo

Pesquisa com mais de 73 mil pessoas reforça benefícios da atividade física para a saúde mental

Publicado em 08/03/2025 11:44 - Semana On

Divulgação Agência Brasil

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Um estudo preliminar conduzido pelo Hospital Huashan, da Universidade Fudan, em Xangai, sugere que o aumento da atividade física pode reduzir o risco de desenvolver doenças neuropsiquiátricas, como depressão, ansiedade e até mesmo demência. A pesquisa analisou dados de acelerômetros de mais de 73 mil adultos, com idade média de 56 anos, e identificou que manter-se ativo e reduzir o tempo sedentário tem impacto positivo na saúde mental.

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Embora os resultados ainda não tenham sido publicados em um artigo revisado por pares, especialistas destacam a confiabilidade da amostra e da metodologia empregada. Dr. Scott Russo, diretor do Centro de Pesquisa do Cérebro e Corpo, em Nova Iorque, afirmou que os achados são coerentes com pesquisas anteriores.

“Alguns estudos mostraram que o exercício é tão eficaz contra a depressão quanto medicamentos”, explicou Russo.

A pesquisa indica que o benefício não depende da intensidade do exercício, o que significa que até mesmo atividades moderadas, como caminhadas e jardinagem, podem contribuir para a proteção do cérebro.

“Não é preciso se comprometer com treinos intensos, mesmo atividades leves ou moderadas podem ter um impacto significativo no seu bem-estar”, ressaltou Dr. Jia-Yi Wu, pesquisador do Hospital Huashan.

Atividade física e depressão: uma nova abordagem

A relação entre exercícios físicos e saúde mental tem sido amplamente estudada, e alguns cientistas vêm explorando a possibilidade de que a depressão não seja apenas uma condição única, mas um conjunto de subtipos com diferentes causas.

De acordo com Russo, cerca de 25% a 30% das pessoas com transtorno depressivo maior (TDM) podem se enquadrar no subtipo imunometabólico, caracterizado por inflamação e alterações na função metabólica. Neste caso, a prática de atividades físicas pode ajudar a regular o metabolismo e reduzir a inflamação, tornando-se uma alternativa eficaz para esse grupo de pacientes.

Embora mais pesquisas sejam necessárias para aprofundar a relação entre exercícios físicos e transtornos neuropsiquiátricos, os especialistas concordam que incorporar atividades físicas na rotina pode trazer benefícios significativos para a saúde mental.

Movimento como aliado da mente

O estudo reforça uma tendência já observada por médicos e psicólogos: o exercício físico não é apenas um aliado do corpo, mas também da mente. Seja uma caminhada ao ar livre, uma sessão de ioga ou uma simples atividade doméstica, movimentar-se regularmente pode ser um passo importante na prevenção de doenças como depressão e ansiedade.

Com a crescente preocupação com a saúde mental, a pesquisa destaca a necessidade de políticas públicas que incentivem a prática de atividades físicas como forma de cuidado integral com o bem-estar da população.

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