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Mundo

Trump ameaça soberania venezuelana e publica imagem do país como “51º estado” dos EUA

Democratas denunciam consequências 'desumanas' do bloqueio contra Cuba

Publicado em 13/05/2026 1:01 - Semana On e Opera Mundi

Divulgação Semana On - IA

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar o governo venezuelano ao publicar, ontem (12), uma imagem da Venezuela sobreposta à bandeira norte-americana com a legenda “51º Estado”. A postagem foi feita na rede Truth Social enquanto o republicano viajava para a China, onde participaria de uma cúpula de alto nível.

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A publicação ocorreu um dia após a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmar que o país “nunca” cogitou se tornar parte dos Estados Unidos, nem mesmo após a captura do presidente deposto Nicolás Maduro por forças norte-americanas em janeiro.

A nova manifestação de Trump amplia o tom expansionista adotado por seu governo desde o início do segundo mandato. Em entrevista à Fox News, o presidente afirmou considerar “seriamente” a possibilidade de transformar a Venezuela em um estado americano. A declaração foi divulgada pelo jornalista John Roberts em uma publicação nas redes sociais.

Apesar do discurso, a proposta esbarra em limites constitucionais e diplomáticos. Pela legislação norte-americana, a incorporação de um novo estado exige aprovação do Congresso dos Estados Unidos e, no caso de um país soberano, dependeria também do consentimento formal da nação envolvida. Até o momento, a Casa Branca não apresentou qualquer posição oficial sobre a hipótese levantada por Trump.

Durante a entrevista, o presidente americano associou sua fala à situação econômica venezuelana e à exploração petrolífera do país.

“Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado. A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu. A Venezuela ama o Trump”, declarou o republicano à Fox News.

A resposta venezuelana veio em tom de confronto político e simbólico. Em discurso público, Delcy Rodríguez rejeitou a ideia de anexação e afirmou que a Venezuela “não é uma colônia, mas um país livre”. Segundo ela, o governo continuará defendendo “a integridade, a soberania, a independência e a história” do país.

O episódio reforça uma estratégia recorrente de Trump de utilizar declarações de forte impacto geopolítico para mobilizar sua base política e pressionar adversários internacionais. Desde o retorno à Casa Branca, o presidente norte-americano já mencionou, em diferentes ocasiões, a possibilidade de anexar territórios e nações como Canadá, Groenlândia e Cuba.

A Venezuela, entretanto, ocupa posição central nesse discurso em razão das reservas petrolíferas e da crise institucional que marcou os últimos anos do país. Em janeiro, forças norte-americanas realizaram operações em Caracas e em outros três estados venezuelanos, ação que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O episódio alterou drasticamente o cenário político interno venezuelano e aprofundou a influência de Washington sobre os rumos do país.

A publicação de Trump e suas declarações voltam a elevar a tensão diplomática entre Caracas e Washington em um contexto já marcado por disputas políticas, intervenção militar e interesses estratégicos ligados ao petróleo venezuelano.

Congressistas dos EUA denunciam consequências do bloqueio contra Cuba

Os deputados democratas Pramila Jayapal e Jonathan L. Jackson pediram o fim das sanções contra Cuba após uma visita de cinco dias à ilha. Em um artigo publicado no The New York Times, intitulado “O que vimos em Cuba nos chocou“, os parlamentares afirmaram que o impacto das medidas coercitivas dos EUA é devastador e desumano, e que, se a situação atual no país caribenho fosse conhecida, os cidadãos norte-americanos exigiriam o fim imediato dessa política.

Durante a visita à ilha, membros da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados observaram uma deterioração crítica em setores sensíveis, como a saúde pública. Eles relataram que, devido ao endurecimento das sanções entre 2018 e 2025, a taxa de mortalidade infantil em Cuba aumentou 148%.

Como exemplo da crise, descreveram a situação em uma maternidade em Havana, capital de Cuba, onde o embargo econômico impede a importação de peças de reposição essenciais para o conserto de equipamentos médicos vitais, como incubadoras.

Jayapal e Jackson também denunciaram o bloqueio energético, que tem sufocado a economia cubana há meses. Eles explicaram que os carregamentos de petróleo bruto estão sendo prejudicados, gerando temor entre as nações de que seus petroleiros sejam apreendidos em águas internacionais pelas forças armadas dos EUA.

Segundo os congressistas, essa restrição ao fornecimento de combustível constitui um ataque econômico contra a infraestrutura básica do país, concebido para impor uma punição coletiva à população civil cubana.

Em sua avaliação da viagem realizada em abril deste ano, os representantes observaram que essas medidas desafiam o direito internacional e os princípios da soberania e da não intervenção. Eles alertaram que o bloqueio também prejudica os próprios norte-americanos, ao impedir o comércio agrícola e o acesso aos avanços biotecnológicos cubanos para o tratamento de Alzheimer e câncer de pulmão.

Por fim, defenderam o retorno ao estágio de reaproximação diplomática ocorrido durante o governo de Barack Obama (2009-2017).

A crise energética em Cuba, produto da ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 29 de janeiro, que ameaça impor tarifas sobre produtos de países fornecedores de petróleo para a maior das Antilhas, foi agravada por um novo ataque em 1º de maio , quando o ocupante da Casa Branca recorreu novamente à ordem executiva e ao argumento de que a ilha representa uma suposta ameaça para impor mais sanções.

As novas medidas coercitivas visam mais entidades e pessoas em Cuba, especialmente setores estratégicos como mineração, serviços financeiros e energia.

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