Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Semana On

21/06/2026 - Desde 2009 informando com qualidade

Nos apoie:

Chave PIX:

19.485.790/0001-70

QR Code para doação

Mundo

Palestinos denunciam violência sexual feita por guardas em prisões de Israel

Relatório de ONG cita 'uso sistemático' da violência, aponta The New York Times

Publicado em 11/05/2026 9:29 - Semana On

Divulgação Monitor do Oriente

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Palestinos detidos por forças israelenses relataram ao jornal norte-americano The New York Times uma série de episódios de violência sexual e tortura ocorridos em prisões, centros de detenção e instalações de interrogatório de Israel. As denúncias, que também foram encaminhadas à Organização das Nações Unidas por entidades de direitos humanos, envolvem acusações contra soldados, agentes penitenciários, colonos israelenses e integrantes do Shin Bet, o serviço de segurança interna do país.

SIGA A SEMANA ON NO YOUTUBE, INSTAGRAMFACEBOOK, TIKTOK, X E WHATSAPP

Segundo a reportagem, o jornal ouviu 14 homens e mulheres palestinos que afirmam ter sofrido agressões sexuais durante o período de detenção. Os relatos apontam para práticas recorrentes de humilhação, espancamentos, nudez forçada e violência física com conotação sexual, atribuídas principalmente a agentes do sistema prisional israelense.

Entre os depoimentos reunidos está o do jornalista palestino Sami al-Sai, de 46 anos, preso em 2024. Ele afirma que foi submetido a agressões logo após ser levado para uma cela. Em entrevista ao The New York Times, descreveu ter sido espancado por vários agentes enquanto estava imobilizado.

“Eles estavam todos me batendo, e um pisou na minha cabeça e no meu pescoço”, relatou.

Al-Sai afirma que os guardas o despiram à força e tentaram violentá-lo com um cassetete de borracha enquanto permanecia contido. Segundo o jornalista, a agressão continuou apesar de sua resistência física.

“Eles estavam tentando forçar isso no meu reto, e eu estava me segurando para impedir, mas não consegui. Foi tão doloroso”, disse.

O palestino também relatou ter ouvido agentes rindo durante as agressões. Em determinado momento, segundo ele, alguém teria ordenado o uso de outro objeto. “Então ouvi alguém dizer: ‘Tragam as cenouras’. Foi extremamente doloroso. Eu estava rezando para morrer”, afirmou.

Ainda de acordo com o depoimento, havia indícios de que a sessão de violência poderia estar sendo registrada. Al-Sai contou ter permanecido algemado no chão enquanto os agentes faziam uma pausa. “Eu percebi que era a pausa para o cigarro deles”, declarou.

O governo israelense rejeita as acusações. O serviço prisional do país afirmou negar “categoricamente” qualquer alegação de abuso sexual contra detentos palestinos. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou as denúncias como “acusações infundadas”, segundo o texto publicado pelo jornal norte-americano. Já o Ministério da Segurança Nacional israelense se recusou a comentar o conteúdo das denúncias.

As acusações ganharam novo peso após a divulgação de relatórios produzidos por organizações internacionais de direitos humanos. Um documento do Euro-Med Human Rights Monitor concluiu haver um padrão “sistemático” de violência sexual praticada por forças israelenses contra palestinos detidos.

“As forças israelenses empregam sistematicamente estupro e tortura sexual para humilhar detentas palestinas”, afirma o relatório citado pelo The New York Times.

A reportagem também relembra um episódio ocorrido em 2024, quando nove soldados reservistas israelenses foram detidos após a circulação de um vídeo que, segundo investigadores, mostraria abusos contra um prisioneiro oriundo da Faixa de Gaza. O caso provocou reações políticas dentro de Israel. Manifestantes e aliados de Netanyahu protestaram em defesa dos militares investigados.

As acusações contra os soldados acabaram retiradas em março, permitindo que os reservistas retornassem ao serviço. O arquivamento foi celebrado publicamente por Netanyahu, que declarou que o Estado israelense deveria concentrar seus esforços em combater inimigos externos, e não processar integrantes de suas forças de segurança.

“O Estado de Israel deve caçar seus inimigos e não seus combatentes heroicos”, afirmou o premiê.

SE FIZER SENTIDO PRA VOCÊ, APOIE O JORNALISMO DA SEMANA ON

Corrupção, inflação e economia em queda desafiam Milei na Argentina


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *