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Ofensiva israelense em Gaza já deixou cem mortos

Publicado em 11/07/2014 12:00 -

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A ofensiva militar israelense provocou cem mortes na faixa de Gaza desde o início dos ataques aéreos. Além dos mortos, quase 500 pessoas ficaram feridas. Segundo o Hamas, a lista inclui mulheres e crianças.

O sistema de defesa antimísseis israelense interceptou nesta sexta (11) três foguetes lançados a partir de Gaza contra Tel Aviv, segundo o Exército israelense. O movimento islamista palestino Hamas, que governa a faixa de Gaza, reivindicou o lançamento de quatro foguetes de longo alcance M75 contra o aeroporto internacional Ben Gurion, na região de Tel Aviv, mas o alvo não foi atingido. Um líder do grupo anunciou que o aeroporto é um novo alvo dos foguetes e advertiu as companhias aéreas a não usarem o local. Outro foguete deixou vários feridos em um posto de gasolina na cidade israelense de Ashdod, no sul, a 30 km da Faixa de Gaza.

A nova escalada de violência começou após o sequestro e assassinato de três estudantes israelenses no início de junho na Cisjordânia, que Israel atribui ao Hamas. Alguns dias depois, um jovem palestino foi assassinado em Jerusalém em uma ação atribuída a judeus extremistas.

O confronto ameaça chegar ao norte de Israel, atingido por um foguete lançado a partir do Líbano, que não provocou vítimas. O Exército israelense, que respondeu com um ataque contra a cidade libanesa de Kfar Shuba, acredita que o ataque foi feito por um pequeno grupo de palestinos e não acredita na participação do grupo xiita libanês Hizbullah.

Em resposta aos foguetes, a aviação israelense realizou 210 ataques na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, 50 deles durante a noite de quinta-feira (10).

Fora da lei

A representante da ONU responsável pelos direitos humanos disse nesta sexta-feira (11) que a ofensiva aérea feita por Israel na faixa de Gaza pode estar violando as leis internacionais ao mirar em alvos civis. Navi Pillay, comissária da ONU para Direitos Humanos, afirmou que Israel precisa seguir as leis internacionais.

Em comunicado, ela disse "ter sérias dúvidas se os ataques israelenses tem sido feitos de acordo com as leis humanitárias internacionais e leis internacionais de direitos humanos".

Segundo ela, "civis estão pagando o preço do conflito" entre Israel, o Hamas e outros grupos armados palestinos. Ela pediu que que todos os lados parem com os ataques em aéreas densamente povoadas.

O governo israelense disse que já atacou mais de 1.100 alvos em Gaza, mas afirmou que a maioria eram locais usados por militantes do Hamas para lançar foguetes contra Israel.


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