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Mundo

Como a eleição dos EUA impacta a América Latina?

Racismo, obscenidade, mentiras e Deus: um dia na campanha de Trump

Publicado em 29/10/2024 10:36 - Cristina Papaleo (DW), Jamil Chade (UOL), ICL Notícias – Edição Semana On

Divulgação Kamala Harris e Trump durante debate. (Foto: Brian Snyder/Reuters)

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A eleição presidencial dos EUA, marcada para 5 de novembro deste ano, acontece em meio a um aumento da instabilidade política na América Latina.

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No Brasil e na Colômbia, as eleições de Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro mudaram os grupos políticos no poder. O México também tem uma nova presidente, Claudia Sheinbaum, e a Argentina luta contra uma crise econômica e social sob o governo de Javier Milei. Na Venezuela, a contestada eleição de Nicolás Maduro gerou uma nova crise de representação no país, que se estende também, em menor nível, ao Peru.

Estes países possuem laços profundos com os EUA — país também marcado pela crescente polarização política. Seja por aproximação ou oposição, a América Latina é diretamente impactada pelas políticas americanas de comércio, migração e segurança. Por isso, o resultado da eleição americana, disputada entre o ex-presidente Donald Trump e a vice-presidente Kamala Harris, pode levar os EUA a direções opostas em suas políticas para a região.

Comércio

“Tradicionalmente, o liberalismo dos governos republicanos, em oposição ao protecionismo dos democratas, não tem tido um impacto negativo na América Latina”, diz à DW Matías López, cientista político da Universidade Diego Portales, do Chile. “Mas isso mudou”, acrescenta, “já que Trump é protecionista, e diz que vai impor tarifas sobre as importações, por exemplo, sob o slogan de ‘America First'”. Além disso, ele ressalta, esse seria um governo potencialmente instável e imprevisível, o que “é sempre ruim para os negócios”.

Para o especialista em história econômica da Universidade de Buenos Aires Leandro Morgenfeld, se Trump vencer, ele também deve restringir as concessões feitas pelos EUA na rodada de renegociação do acordo de livre comércio entre Canadá, México e Estados Unidos, que acontece em 2025. Segundo Morgenfeld, Trump pressionaria por “uma maior concentração e realocação da produção em solo americano, algo que ele não conseguiu fazer antes”.

Se a vencedora for Kamala Harris, Morgenfeld crê que o cenário comercial não deve mudar. “Considerando que os acordos incentivados por Barack Obama [ex-presidente dos EUA] fracassaram devido à resistência interna nos EUA, não creio que haverá progresso. Vivemos em um mundo cada vez mais intervencionista, com áreas econômicas mais protegidas em termos de políticas que apoiam reformas sociais e econômicas”. O progresso feito nessa área pelo atual presidente dos EUA, Joe Biden, é insuficiente, ressalta o pesquisador.

Migração

“Se Trump ganhar, veremos medidas mais radicais, proibições de entrada de alguns imigrantes, como em seu primeiro governo. E Trump chegou a prometer uma série de deportações em massa”, explica Renata Segura, diretora para a América Latina e o Caribe do think tank International Crisis Group, em entrevista à DW.

“Acreditamos que Trump colocaria muito mais pressão sobre o México e outros países da região, e sobre as pessoas que já vivem nos Estados Unidos e estão em processo de asilo, ou simplesmente sem documentos”, afirma Segura.

Segura também explica que Trump deve desacelerar os processos de legalização de imigrantes iniciados por Biden e poderia colaborar com o novo governo panamenho para conter a migração através da selva de Darién — conhecida rota de migração na fronteira do Panamá com a Colômbia.

Se Kamala Harris ganhar a eleição, “não acho que veríamos uma mudança muito substancial na política de imigração em relação ao que vimos durante o governo Biden”, diz Renata Segura. Não haveria medidas draconianas como as de Trump, e “Harris tentaria continuar legalizando os ‘dreamers’ [imigrantes ilegais que foram levados aos EUA quando crianças], algo que Trump não estaria interessado em fazer”.

Combate ao tráfico de drogas, segurança e saúde

O uso de drogas nos EUA causa mais de 100 mil mortes por ano. “Seja quem for o vencedor, o governo mexicano sofrerá muita pressão para tentar conter a corrupção de funcionários de alto escalão e controlar o fluxo de narcóticos do México para os EUA”, diz Renata Segura. Mas é altamente improvável que Harris ordene qualquer tipo de intervenção militar.

Por outro lado, “é muito provável que um governo republicano tente trazer forças de segurança para o México”. A principal preocupação dos EUA é tentar conter o fluxo de fentanil. Um governo Harris poderia ter “uma política mais branda, legalização ou regularização do mercado de drogas, ou tentar reduzir a militarização”, acrescenta Segura.

Em termos de segurança, “é de se esperar que a política de Harris seja muito semelhante à de Obama, que não foi exatamente muito amigável com os governos latino-americanos”, destaca Matías López, da Universidade Diego Portales. “Não vamos nos esquecer do Wikileaks, ou da escuta telefônica de Dilma Rousseff”, enfatizou, em referência à descoberta, em 2015, de que a ex-presidente Dilma Rousseff foi alvo de espionagem pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos.

“No primeiro mandato de Trump, houve um fortalecimento das forças de segurança”, lembra Morgenfeld. E a abordagem de Trump é mais militar do que de saúde pública, com cortes pesados nos orçamentos de saúde. Ele aponta, como exemplo, a reversão da lei do aborto pela Suprema Corte dos EUA, defendida por juízes ultraconservadores nomeados por Trump. Kamala Harris não seria capaz de mudar este cenário porque não tem os votos necessários, pelo menos no Senado, explica.

Estabilidade política e democracia

“Está bem claro que a eleição de Trump representa um grande risco para a estabilidade democrática, não apenas nos Estados Unidos, mas na região, porque Trump pretende ser um líder autoritário e está aliado a líderes autoritários fora dos EUA”, diz Matías López, que pesquisou a sobrevivência democrática em contextos de alta desigualdade.

Ele cita, por exemplo, a proximidade de Trump com o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro. A invasão ao Capitólio dos Estados Unidos por apoiadores de Trump, de janeiro de 2021, como tentativa de intervir no resultado das urnas, foi repetida no Brasil por eleitores de Bolsonaro, em janeiro de 2023, sob o mesmo pretexto.

Por isso, o especialista entende que uma vitória de Trump traria riscos significativos para a estabilidade democrática nos Estados Unidos e na América Latina.

“Trump não demonstrou praticamente nenhum interesse em promover a democracia ou intervir em crises diplomáticas”, diz Renata Segura, autora de obras sobre prevenção de conflitos, que prevê que com Trump haveria ‘uma retirada ainda maior dos EUA dos espaços democráticos na América Latina’. Embora Biden tenha tentado preenchê-los novamente, a China e a Rússia avançaram sobre esse vácuo diplomático, explica ela.

Leandro Morgenfeld, pesquisador das relações entre os EUA e a América Latina, observa que “muitos acreditavam que Biden voltaria à política de abertura de Obama com relação à situação na Venezuela ou em Cuba, mas ele não o fez. Ele apenas retirou algumas das novas sanções que Trump havia implementado contra Cuba, mas não continuou no caminho de Obama”. Isso pode continuar com Kamala Harris.

No caso da Venezuela, Morgenfeld pondera que algumas sanções foram derrubadas por causa da necessidade dos Estados Unidos por petróleo, diante dos conflitos na Europa e no Oriente Médio.

Mudanças climáticas

No que diz respeito a medidas para frear as mudanças climáticas ou mitigar suas consequências, “Trump é um negacionista do aquecimento global, com tudo o que isso implica”, afirma Matías López. No entanto, “Kamala Harris também não é contrária ao fracking para extração de gás na Pensilvânia, por exemplo”.

Mas Leandro Morgenfeld pondera que, diferentemente de Trump, que nega as mudanças climáticas, “os democratas destacam a necessidade de participar de acordos multilaterais para estabelecer políticas de mitigação” de seus efeitos.

“Harris defendeu a importância de que toda a região combata as mudanças climáticas e proteja a floresta amazônica”, concorda Renata Segura. “Haveria uma diferença radical entre Harris, que faz do clima um tema central em sua campanha, e Trump, que nega completamente o aquecimento global”.

Racismo, obscenidade, mentiras e Deus: um dia na campanha de Trump

Jaime pegou seu telefone e fez uma chamada de vídeo para o filho, que estava em Guadalajara. De forma orgulhosa, contou num castelhano repleto de gírias mexicanas que estava na fila para entrar no Madison Square Garden, no domingo (27), em Nova York, onde assistiria ao comício de Donald Trump. Mas foi obrigado a desligar. A fila estava se movendo e ele não queria perder seu lugar. Ao encerrar a ligação, se uniu com todo seu pulmão ao coro patriótico dos apoiadores republicanos que ecoava pelas ruas de Nova York: “USA! USA! USA!”.

O UOL passou nove horas ao lado de apoiadores de Donald Trump, desde a preparação para o comício, dentro da arena e nos arredores do evento, até depois que o ato já havia sido encerrado. Na reta final para a eleição, os republicanos reservaram um dos palcos mais conhecidos do mundo como um sinal de desafio aos democratas. Fariam a festa em uma região que deve votar, em sua maioria, em Kamala Harris.

O que a reportagem presenciou, tanto da parte dos discursos oficiais como de seus apoiadores, foi a disseminação sem qualquer constrangimento de ódio, insultos racistas, xenofobia e misoginia, em um ambiente regado por fake news e a convicção de que Trump representa a ruptura em relação ao status quo. A revolução, por essa ótica, está ao lado dos conservadores.

Enquanto cartazes e camisetas faziam apologia às armas e mostravam Trump como Rambo, não faltaram bandeiras de grupos condenados pela tentativa de insurreição em 6 de janeiro de 2021.

O ato seria marcado pela mistura explosiva de uma mensagem ultranacionalista, xenófoba e um apelo a um líder messiânico que seria estabelecido para “salvar” uma civilização ameaçada.

Antes mesmo do evento começar, democratas compararam a escolha do local ao ato nazista de 1939. Poucos meses antes de Adolf Hitler iniciar a Segunda Guerra Mundial, o movimento nazista nos EUA reservou a mesma arena para um comício. Hulk Hogan, personagem de luta livre que encarna a suposta masculinidade na campanha de Trump, afirmou no palco que não via naquela noite nenhum nazista. “Vejo apenas patriotas americanos”, disse, com seus músculos à mostra.

Racismo

Mas o evento acabou sendo marcado por piadas e comentários racistas por parte das personalidades que foram chamadas para apoiar Trump. O humorista Tony Hinchcliffe comparou Porto Rico a uma “ilha de lixo”. As piadas passaram a ser vulgares quando o mesmo humorista arrancou gargalhadas do público ao comentar que os latinos “adoram fazer bebês”. “Não há como sair. Eles chegam lá dentro, assim como fazem em nosso país”, disse Hinchcliffe, em uma referência indireta ao orgasmo masculino.

As “piadas” foram rebatidas por políticos até mesmo do campo do republicano, preocupados em perder o voto de uma população estratégica em estados cruciais, como a Pensilvânia. Danielle Alvarez, assessora da campanha de Trump, foi obrigada a emitir um comunicado dizendo que a “piada de Hinchcliffe não reflete a opinião do Presidente Trump ou da campanha”.

Mas os insultos continuaram. Tucker Carlson, apresentador e apoiador da extrema direita, ainda ironizou a origem de Kamala Harris, indicando que ela seria a “primeira samoana, malaia, ex-promotora de baixo QI da Califórnia a ser eleita presidente”. Seu pai é jamaicano, enquanto sua mãe é indiana.

De forma insistente, a promessa de uma deportação em massa de estrangeiros permeou os discursos, enquanto comentários ironizavam que os imigrantes teriam direito logo a ir aos jogos dos Yankees. “Get Out! (Caiam fora)”, gritava o público.

O público se levantou para ovacionar Trump quando ele prometeu a pena de morte para um estrangeiro que matar um americano e prisão de um ano para quem queimar a bandeira dos EUA.

A campanha republicana comemora os melhores votos entre os latinos em décadas, e observadores destacam como a estratégia, desta vez, foi maquiavélica. Para ganhar o voto daqueles estrangeiros que já são legalizados, os republicanos conseguiram criar uma percepção entre os imigrantes já estabelecidos que são as novas ondas de estrangeiros que vão ameaçar o seu próprio “sonho americano”.

Ao terminar, um grupo que vestia uma camisa “Latinos for Trump” minimizou o que havia sido dito ali. “Eram apenas piadas”, um deles disse. De fato, pesquisas revelam que os latinos questionados sobre as ofensas de Trump, em sua maioria, afirmam que não sentem que as críticas são contra eles.

Desinformação em massa

Mas nada do que ocorreu dentro da arena mais famosa do mundo era exatamente uma novidade. Na fila de mais de duas horas para entrar, a reportagem presenciou como “incentivadores” da campanha circulavam com megafones pedindo que coros fossem formados para xingar democratas.

Não faltavam homens que gritavam, sem qualquer constrangimento, que Harris havia “dormido com todos” para chegar onde está. A reação era de aplauso e risadas.

Não faltavam confusões no uso indiscriminado de ataques contra Kamala Harris por ser supostamente “uma fascista e comunista”.

Questionados pela reportagem o que achavam da imprensa, todos os mais de dez apoiadores consultados insistiram que abandonaram os canais tradicionais de televisão dos EUA. “Como vou acreditar numa imprensa que insiste em dizer que não houve fraude na eleição”, disse Mary, uma moradora de Nova Jersey. “Todos sabemos que Biden não venceu a eleição”, insistiu, repetindo um mantra da campanha de Trump.

Homens e mulheres que estavam ao seu lado, ao entender que se tratava de uma pergunta da imprensa, fizeram questão de repetir que a eleição de 2020 “foi roubada”. Quando questionados se tinham provas, a resposta foi uma gargalhada. “Todos sabem”, disse um deles.

Jessy, de Nova York, chegou a ameaçar ao ser questionado sobre seu sobrenome e entender que se tratava de um jornalista estrangeiro. “Vocês nos odeiam. Mas vamos caçar cada um de vocês. Ouça o que estou dizendo”, disse.

Durante o comício, foram vários os episódios em que os discursos incitavam a plateia a vaiar a imprensa. “Comunistas!”, gritou da arquibancada um senhor com um boné escrito “Veterano do Vietnã”.

Em seu discurso, Trump voltou a mentir sobre os índices de criminalidade de estrangeiros e insistiu que os EUA tinham sido “invadidos” por imigrantes. “Vamos recuperar o país”, prometeu.

Outro ponto martelado por sua campanha se refere aos seus crimes. O tom usado tanto pelos discursos como por seus apoiadores é de que tudo não passa de uma “perseguição”.

Israel: nosso melhor amigo

Tanto no comício quanto nas ruas, a presença de Israel era um fator constante. Grupos de jovens se organizaram para mostrar o apoio da comunidade judaica por Trump, cientes de que uma vitória seria um apoio ao governo de Benjamin Netanyahu.

Durante o comício, o tema também surgiu com força. Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York e atualmente indiciado, insistiu que os israelenses são “nossos maiores amigos”. “Os palestinos são ensinados a nos matar desde que têm dois anos de idade”, alegou, sem provas. “Estamos ao lado de Israel”, garantiu.

O deputado republicano Mike Johnson disse que o movimento de Trump “reverencia nossa herança judaica-cristã”, enquanto um empresário deixou claro que seu objetivo é “esmagar a jihad”.

Mulheres: o teatro organizado

Com 27 mulheres acusando Trump de uma conduta sexual inadequada ou assédio, os republicanos sabem que o apoio das mulheres não é o ponto forte da campanha. Mesmo assim, os organizadores do comício colocaram, ao fundo do local onde o candidato fez o discurso, uma plateia composta quase que exclusivamente por mulheres.

A recusa em abrir qualquer debate sobre a homossexualidade também era clara. Nos discursos, que se estenderam por sete horas, vários foram os apoiadores que alegaram que os democratas e a esquerda “não sabe o que é mais uma mulher” ou que as escolas não têm o direito de dizer aos meninos que eles têm o direito de gostar de outro menino.

Um artista subiu ao palco para fazer uma pintura de Trump, enquanto explicava que estava sendo alvo de boicote da classe cultural de Nova York. Seu motivo: “Gosto de mulher, Deus e armas”.

Humilhação

Um elemento, porém, permeava todos os discursos e o sentimento de um segmento importante dos apoiadores: a humilhação que sentem. Trump, portanto, é a suposta vingança dessas pessoas diante das elites, de um sistema e de um mundo que os abandonou, inclusive culturalmente.

E, para isso, nada mais poderoso que instrumentalizar o fato de Trump ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato. A imagem de um homem ensanguentado, que se ergue e grita “Lute, Lute, Lute” servia como um componente de mobilização de uma massa. Pelas ruas, nas roupas e palavras de ordem, o que dava o tom era a imagem de um anti-herói machucado, tanto quanto aqueles que estavam ali, lotando a arena.

“Trump é a salvação da civilização”, disse Steve Muller, um de seus aliados. “Teremos uma América para os americanos, e só para os americanos”, disse para uma plateia hipnotizada.

Faltando nove dias para a eleição, os EUA vivem uma encruzilhada. Trump sabe disso e lança uma pergunta quase existencial durante o comício. “Quem está disposto a abrir mão de seu direito de ter armas?”, questionou.

“Não!”, gritou o estádio, em uma mistura de ódio, indignação e a convicção de que não aceitariam mais perder poder.

Kamala e Trump têm 48% de intenção de voto cada um, aponta pesquisa do NYT

A pesquisa de intenção de voto do jornal The New York Times e do Siena College, divulgada na sexta-feira (25), aponta um “raro” cenário de empate nas eleições dos Estados Unidos. Kamala Harris e Donald Trump aparecem com 48% de intenção de voto cada.

De acordo com o The New York Times, o resultado “é uma evidência de um eleitorado que está tanto polarizado quanto paralisado”. “O eleitorado raramente pareceu tão igualmente dividido”, completou. A votação ocorrerá em 5 de novembro.

Na maioria das pesquisas de intenção de votos na disputa pela Casa Branca, Kamala e Trump têm aparecido empatados tecnicamente, mas até o momento não haviam pontuado de forma exata, como ocorreu desta vez.

A pesquisa The New York Times/Siena College entrevistou 2.516 eleitores em todo os EUA entre 20 e 23 de outubro. A margem de erro é de cerca de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Uma pesquisa da Reuters/Ipsos, também divulgada nesta sexta-feira, aponta que os candidatos abocanharam dois eleitorados tradicionais dos partidos alheios: o republicano cresceu entre os homens latinos, enquanto a democrata, entre mulheres brancas.

As duas campanhas miram os seis estados mais importantes da eleição (incluindo Carolina do Norte, Arizona, Geórgia e Nevada), que têm cenário equilibrado nas intenções de voto, de acordo com as pesquisas.

Nas últimas semanas, ambos candidatos têm intensificado os eventos eleitorais nos estados-chave. Trump distribuiu lanches em um McDonald’s da Pensilvânia no último final de semana, enquanto Kamala tem utilizado o apoio de artistas para animar eleitores.

Nos últimos dias, a democrata mudou sua retórica de campanha e passou a fazer ataques mais intensos contra Trump, chamando-o de fascista.


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