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Mundo

Ativistas, governadores e procuradores se unem contra Trump: mais de 230 mil brasileiros devem ser deportados

Musk chega ao poder em pacto baseado em dinheiro, vingança e mentiras

Publicado em 11/11/2024 11:51 - Jamil Chade (UOL) – Edição Semana On

Divulgação Mark Peterson - Redux

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Kamala Harris, em seu discurso admitindo a derrota, usou quase 20 vezes a palavra “luta”. E é isso que movimentos progressistas, governadores democratas e procuradores decidiram fazer para tentar barrar as propostas de Donald Trump.

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O republicano chega ao poder com uma vitória do voto popular e dos delegados, retoma o controle do Senado, pode ter a maioria na Suprema Corte ao longo de seu mandato e deve ainda ver a Câmara de Deputados sair do domínio dos democratas.

Mas a ordem pelo país é a de não desistir de fazer resistência, ainda que ela não ocorra em Washington. Ao longo dos últimos meses, lideranças democratas e movimentos sociais já começaram a se preparar para o que mais temiam: um segundo mandato de Trump.

Em conversas com entidades de defesa de direitos humanos, a reportagem constatou que a vitória de Trump, desta vez, ocorre diante de uma organização diferente daquela de 2016. “Naquele momento, o mundo foi pego de surpresa. Ninguém poderia imaginar que ele seria eleito e que faria o que fez”, contou uma ativista, pedindo anonimato diante dos temores de ser identificada. “Agora, nos preparamos para agir se ele fosse eleito”, explicou.

Em diferentes estados, linhas de atendimento foram abertas por entidades da sociedade civil à comunidade LGBTQI+, afroamericanos e outros grupos que podem estar passando por momentos de angústia diante do temor das consequências das políticas anunciadas.

Aqui em Nova York, participei nesta semana de uma coletiva de imprensa na qual a operadora Kathy Hochul anunciou a criação de um grupo de trabalho – a Empire State Freedom Initiative— para “desenvolver estratégias para proteger os nova-iorquinos de uma variedade de ameaças políticas e regulatórias que poderiam surgir durante o governo do presidente eleito Trump”.

Ao lado da procuradora-geral do estado Letitia James, ela explicou que a meta é criar barreiras contra possíveis ameaças legais federais à liberdade reprodutiva e leis de segurança de armas. Nova York já tomou medidas para proteger o acesso a abortos seguros e legais, incluindo a aprovação de uma proposta que consagra as liberdades reprodutivas na Constituição Estadual.

Já James afirmou que está “pronta para fazer tudo o que estiver ao meu alcance para garantir que nosso estado e nação não retrocedam”. “Durante seu primeiro mandato, defendemos o estado de direito e nos defendemos contra abusos de poder e esforços federais para prejudicar os nova-iorquinos. Juntamente com a Governadora Hochul, nossos parceiros nos governos estaduais e locais e meus colegas procuradores-gerais de todo o país, trabalharemos todos os dias para defender os americanos, independentemente do que esse novo governo nos impuser. Estamos prontos para revidar novamente”, disse.

Além disso, o orçamento promulgado para o ano fiscal de 2025 tornou permanente o Fundo de Apoio aos Provedores de Aborto, que forneceu US$ 100 milhões em recursos estatais para apoiar os provedores de aborto em todo o estado.

O estado ainda reforçou sua participação na Aliança para a Liberdade Reprodutiva – uma coalizão de 23 governadores que trabalham juntos para defender e expandir a liberdade reprodutiva.

Outro setor de atuação será na questão climática, um dos pontos sob a ameaça no governo Trump. “Como copresidente da Aliança Climática dos EUA, a governadora Hochul trabalhará com a coalizão bipartidária de 24 governadores da Aliança – que representa cerca de 60% da economia do país – para continuar a promover um futuro de corte de emissões”, diz a iniciativa.

“O Estado de Nova York e a Aliança Climática dos EUA enfrentarão quaisquer ameaças futuras à ação climática, mantendo o foco no avanço de seus principais compromissos políticos, incluindo as metas de redução das emissões líquidas coletivas de gases de efeito estufa em alinhamento com o Acordo de Paris, promovendo a implantação de energia limpa, criando bons empregos e acompanhando e relatando dados importantes sobre o progresso climático”, prometem.

Nova York não é a única a agir. O governador de Nova Jersey, Phil Murphy, anunciou uma “operação de guerra” para frear as acoes de uma segunda presidência de Trump. “Se for contrário aos nossos valores, lutaremos até a morte”, disse.

Já o governador da Califórnia, Gavin Newsom, pediu que os deputados estaduais convocassem uma sessão especial para aprovar novos recursos jurídicos do estado para proteger os direitos civis, a liberdade reprodutiva, a ação climática e as famílias de imigrantes.

“As liberdades que prezamos na Califórnia estão sendo atacadas – e não ficaremos parados”, disse Newsom.

Num estado em que Trump perdeu, o governador garante que a deportação em massa anunciada pelo presidente eleito terá “dificuldades” para ocorrer.

O procurador-geral da California, Rob Bonta, explicou ainda que sua equipe passou meses analisando mais de 120 ações judiciais que o estado moveu durante o primeiro mandato de Trump em preparação para novas ações federais.

Agora, a meta é se aliar a procuradores-gerais democratas pelos EUA para preparar planos de reação às políticas de Trump.

Musk chega ao poder em pacto baseado em dinheiro, vingança e mentiras

Na última sexta-feira, a conversa de 25 minutos entre o presidente eleito Donald Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi marcada por uma surpresa: a presença de Elon Musk. Em determinado momento da reunião, Trump chegou a passar o telefone para o bilionário, que recebeu do ucraniano um agradecimento por fornecer seus satélites para o esforço militar de Kiev. Na conversa, Musk prometeu que vai continuar a fornecer serviços de internet ao país.

A presença de um bilionário numa conversa entre dois líderes causou um choque na diplomacia mundial. Mas não deveria. A realidade é que, diante da vitória de Trump, Musk chegou ao poder.

E isso ficou claro já no primeiro discurso de Trump, ainda na madrugada de terça-feira para quarta-feira. Naquele momento, ele escolheu citar especificamente Musk. “Ele é um gênio e precisamos proteger nossos gênios”, disse.

Trump já chegou a sugerir que Musk poderia ter um cargo no futuro governo ou que seria apenas um conselheiro. Independente da posição que assumir, a realidade é que ele terá poder.

De fato, mesmo sob o governo de Joe Biden, as empresas do bilionário vêm contando com amplos subsídios públicos. A SpaceX, por exemplo, vem trabalhando para criar uma rede de inteligência para o estado americano. A própria Tesla recebe isenções fiscais e apoio para garantir sua competitividade diante da concorrência chinesa.

Musk, ainda assim, cobrará por sua participação decisiva na eleição e já sinaliza que terá pleno acesso ao Salão Oval. Oficialmente, ele fez doações de US$ 132 milhões aos republicanos. Ele ainda prometeu US$ 1 milhão de forma aleatória a quem se registrasse para votar e que assinasse uma petição apoiando o direito a ter acesso às armas e, claro, à liberdade de expressão.

Mas um trabalho “voluntário” não foi contabilizado: o uso da plataforma X como megafone das mentiras de Trump e de sua campanha, um cenário impossível de se imaginar em 2021.

Funcionários do Twitter se revoltaram contra Trump

Naquele momento, a cúpula da então Twitter atravessou dias intensos. Nos dias seguintes ao ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, 300 funcionários da empresa assinaram e enviaram uma carta à direção da empresa furiosos com o comportamento da plataforma, de permitir que fossem usados para a difusão de uma proposta de golpe de estado. Apesar de nosso esforços para servir ao debate público, como um megafone de Trump, nós ajudamos a alimentar os eventos mortais de 6 de janeiro”, apontaram os técnicos.

A carta foi entregue para os executivos no dia 8 de janeiro. “Precisamos aprender de nossos erros para evitar futuros danos”, insistiram. “Temos um papel sem precedentes na sociedade civil e o mundo nos observa”, alertaram. “Nossas decisões nesta semana vão cimentar nosso lugar na história, para o bem ou não”, completaram.

Os funcionários pediam a suspensão completa de Trump das redes. Alguns deles ainda organizaram uma iniciativa para entrar em greve caso a direção da plataforma se recusasse a banir o então presidente.

Num primeiro momento, o republicano foi suspenso por 12 horas das redes. Mas, ao retornar, chamou os invasores de “grandes patriotas”. Naquele momento, a empresa entendeu que a mensagem era um incentivo para novos atos de violência, potencialmente no dia da posse de Joe Biden, em 20 de janeiro. Naquela tarde, os executivos decidiram que Trump teria de ser expulso do Twitter.

O que ninguém ali imaginaria é que, poucos meses depois, a empresa seria comprada por Musk por US$ 44 bilhões. O bilionário vinha de um acúmulo de frustrações com os democratas. Ao mesmo tempo, o monitoramento das agências reguladoras aumentou em relação aos negócios de Musk, com pelo menos sete órgãos de controle abrindo processos, assim como a procuradoria de Nova York.

Uma das investigações se refere aos acidentes gerados pelo sistema de piloto automático que a Tesla tenta desenvolver. Durante os testes, foram 467 acidentes, com 13 mortes e dezenas de feridos entre 2018 e 2023.

Já a Securities and Exchange Commission (SEC) abriu processos contra a Tesla por postagens nas redes sociais e por denúncias sobre a falta de transparência em relação a acionistas. A mesma SEC ainda investiga Musk por outras suspeitas no mercado financeiro, enquanto a Federal Trade Commission (FTC) examina propagandas enganosas por parte das empresas do bilionário.

Já o Departamento de Justiça acusa a SpaceX de discriminar refugiados em suas contratações, enquanto a Federal Aviation Administration tem criado obstáculos para aprovar novos lançamentos diante do impacto ambiental. A lista de frustrações de Musk ainda é completada com o veto de subsídios de US$ 900 milhões para a Starlink em um projeto de conexão para as zonas rurais dos EUA.

Houve ainda um episódio pessoal que, segundo a imprensa americana, teria levado o empresário a se aproximar ao movimento ultraconservador. Em 2022, sua filha declarou ser transgênero e abandonou o sobrenome Musk.

Assim, quando Musk compra a plataforma Twitter, a promessa de que aquela seria uma rede “politicamente neutra” logo ganha outros contornos e se transforma num espaço de ataques e um local protegido para a extrema direita. Um dos primeiros atos foi demitir todos os funcionários responsáveis por monitorar a desinformação e restaurou mais de 62 mil contas, entre elas de grupos neonazistas, de pessoas envolvidas no 6 de janeiro e, claro, de Trump.

Em silêncio, o bilionário ainda retirou as proteções contra assédios contra pessoas transgênero e abriu espaço para a difusão do ódio da frustração de uma ala mais radical, principalmente de homens brancos.

O início da campanha de Trump ainda marcou uma aliança de interesses. Nas semanas que anteciparam à eleição, as mentiras postadas por Musk contra os democratas tiveram uma audiência acumulada de 2 bilhões de visualizações.

Sistemas de monitoramento também revelaram que a difusão de postagens da Casa Branca na plataforma de X caiu pela metade, enquanto publicações de republicanos viralizaram cinco vezes mais que posts de candidatos democratas.

Musk ainda criou um canal para permitir que supostas denúncias de fraude no voto pudessem ser realizadas e insinuou que essa seria a “última eleição” nos EUA.

A aliança entre Trump e Musk trouxe resultados ao candidato. Uma pesquisa realizada pela Universidade Harvard indicou que o republicado ganhou o apoio de 35% dos homens entre 18 e 24 anos. Em 2020, essa taxa era de apenas 5%.

O que as agências regulatórias querem saber é qual será o ganho para Musk, independente se irá ter ou não um cargo no governo Trump. O bilionário, porém, já deixou claro sua perspectiva: “o futuro será fantástico”, escreveu em sua primeira postagem após a vitória de seu aliado.

Plano de deportação de Trump deve afetar brasileiros

O presidente-eleito dos Estados Unidos, Donald Trump venceu com fortes discursos contra a imigração, prometendo mesmo a deportação em massa de milhões de estrangeiros morando ilegalmente no país — entre eles, brasileiros.

Brasileiros ilegais nos Estados Unidos são 230 mil, segundo pesquisa. Um levantamento do Pew Research Center publicado em julho deste ano aponta que 230 mil brasileiros estavam vivendo ilegalmente no país, em 2022. O número inclui um aumento de 30 mil em relação ao ano anterior.

EUA é país com o maior número de migrantes do Brasil. Dados do Ministério das Relações Exteriores apontam que vivem 1,9 milhão de brasileiros no país. O segundo destino mais procurado é Portugal, onde vivem 360 mil, e o Paraguai, com 254 mil imigrantes brasileiros.

Especialista defende que brasileiros estarão seguros nos EUA se mantiverem o status válido. Rodrigo Costa, CEO da Viva América e especialista em imigração, entende que os brasileiros vivendo nos EUA não precisam se preocupar com deportação enquanto puderem provar que exercem o visto que receberam, seja de trabalho ou de estudo. “O grande desafio da imigração é manter seu status válido”, complementa.

“Imigrantes não documentados vão sofrer pressão real”, diz especialista. Costa indica que estão sob risco aquelas pessoas que estão morando nos Estados Unidos sem documentos. Exemplos são estrangeiros que entraram no país com visto de turista ou de maneira ilegal, mas estabeleceram residência.

Costa defende que “Imigrante qualificado” será bem-vindo nos Estados Unidos. “Hoje há um número de vagas de trabalho disponíveis aqui nos Estados Unidos que não conseguem ser preenchidas por americanos. E a única maneira de se preencher essas vagas de trabalho é através do imigrante qualificado”, diz Rodrigo Costa, CEO da Viva América, empresa especializada em imigração de brasileiros aos Estados Unidos.

Em quais áreas os EUA precisam do trabalho de imigrantes? Tecnologia e Informação, engenharia, energia, logística e saúde são as áreas em que os brasileiros devem ser mais procurados, de acordo com a Viva América.

Plataforma republicana pode aumentar presença de brasileiros no país. Embora republicanos tenham criticado a presença de imigrantes no país durante a campanha, Costa vê que com a vitória generalizada do partido nas urnas, deve crescer o número de vagas de emprego.

Donald Trump prometeu “green card” a estudantes estrangeiros do país no primeiro dia como presidente. Em junho deste ano, Trump a um podcast disse que estudantes universitários estrangeiros deveriam receber um green card, ou um cartão de residência permanente, com o diploma. “Se isso vai acontecer ou não é outra história, mas isso é um discurso de campanha”, diz Rodrigo Costa.

Green card não representa cidadania. O cartão comprovaa que uma pessoa reside nos Estados Unidos de maneira permanente e para acessar alguns direitos, como educação pública e previdência social. Entretanto, o portador do documento não é cidadão americano. “O Green Card é a etapa anterior à cidadania”, explica Costa.

Em 2023, Brasil foi 10° país que mais recebeu green cards. Dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA apontam que 28.050 documentos foram emitidos no último ano, o número mais alto na história.

Trump quer deportação em massa de imigrantes

Trump prometeu a “maior operação de deportação doméstica na história americana”. O objetivo seria expulsar 11 milhões de imigrantes ilegais, estima artigo da revista Time. O método será encurtar os processos de deportação, realizando as expulsões sem a realização de audiências, exigidas por lei atualmente.

Republicano diz que a medida vai melhorar os salários de americanos, mas o resultado pode ser desastroso. A remoção abrupta de milhões de imigrantes provavelmente levaria à instabilidade econômica, particularmente em indústrias fortemente dependentes de mão de obra dos ilegais, como agricultura e turismo.

Para cumprir a promessa, Trump gastaria bilhões de dólares. O custo para deportar um milhão de imigrantes ilegais por ano custaria mais de US$ 88 bilhões (R$ 502,3 bilhões em valores de hoje), totalizando US$ 967,9 bilhões (R$ 5,5 trilhões) ao longo de mais de 10 anos, de acordo com relatório do Conselho Americano de Imigração.

Presidente-eleito quer usar o exército para expulsar imigrantes sem documentos. As tropas federais no exterior rumariam para a fronteira sul do país, que dá acesso à América Latina, onde os militares teriam autorização para prender imigrantes.

A intenção é criar uma presença militar sem precedentes na fronteira. A Guarda Nacional e polícia local de estados liderados pelos republicanos reforçariam a vigilância.

Trump também quer construir novos campos de detenção de imigrantes irregulares. A campanha de Trump disse que a medida acelerará o processo de expulsão, que também contará com a ajuda dos militares.

Em 2021, os Estados Unidos tinham centros de detenção que abrigavam mais de 20 mil crianças. Em uma reportagem, a BBC descobriu que esses menores enfrentavam baixas temperaturas, doenças, negligência, piolhos e sujeira.

Trump planeja invadir locais de trabalho para identificar e prender imigrantes ilegais. A estratégia desestimularia indústrias a contratarem essa mão de obra e beneficiaria trabalhadores americanos. A medida, porém, afetaria economias locais e resultariam em caos social, com a separação de famílias e piora da vulnerabilidade de populações inteiras de imigrantes.

Outra prioridade do presidente eleito é expandir o muro na fronteira com o México. Durante seu primeiro mandato, Trump construiu 804 km na fronteira de 3,1 mil km com o país vizinho. “Nós completaremos o muro da fronteira”, diz seu programa de governo, que pretende usar dinheiro militar para levantar a barreira.

Verdade ou retórica?

Embora Trump possa dificultar a vida de imigrantes, seu governo não deve cumprir todas as promessas. “Eu vejo muito mais uma retórica do Trump para conseguir voto na campanha”, diz Roberto Uebel, professor de relações internacionais da ESPM. “É logistica e economicamente impossível deportar 11 milhões de pessoas.”

Apesar de maior “perseguição ao imigrante indocumentado”, Trump não pode prejudicar a economia do país. “Os republicanos sabem que boa parte do motor da economia dos Estados Unidos e dos estados onde ele ganhou é baseado na economia do imigrante, seja ele irregular ou não”, diz o professor.

Os principais alvos devem ser os imigrantes que tentam cruzar a fronteira. “Ele vai endurecer a política de combate à imigração irregular, por meio de coiotes, o que os governos anteriores sempre fizeram.”

“A gente vai ver um aumento de deportações dos imigrantes que já estão presos nos Estados Unidos, mas eu não vejo uma espécie de caça às bruxas, não pelo menos nesse primeiro ano de governo, porque ele sabe que o imigrante é fundamental para a economia dos Estados Unidos”, disse Roberto Uebel, da ESPM.


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