21/05/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Reinaldo defende cotas na UEMS e afirma: resgate social

Publicado em 12/10/2018 12:00 -

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Candidato à reeleição, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) defendeu a oferta das cotas raciais para o ingresso na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Para o gestor, as cotas dão oportunidades às pessoas e funcionam como resgate social no Brasil.

Reinaldo tratou sobre o tema em entrevista concedida ao projeto “Diálogos”, realizado pela UEMS com candidatos ao Governo do Estado. O vídeo da conversa com o governador foi divulgado para toda a comunidade acadêmica por meio das plataformas digitais da universidade.

“É muito importante a gente trabalhar com as cotas para negros e indígenas no Estado. Respeito opiniões contrárias, mas avalio que estamos tratando aí de um resgate social para darmos oportunidades para negros e indígenas evoluírem na educação superior”, declarou o governador.

Recentemente, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da Universidade aprovou a resolução que prevê cotas na pós-graduação, lato e stricto sensu, pela política de ações afirmativas para pessoas negras (pretas ou pardas), indígenas, quilombolas, com deficiência, travestis e transexuais.

Na graduação, a UEMS é a primeira e única universidade do Brasil a reservar 10% das vagas de todos os cursos para indígenas e a segunda a designar 20% das vagas para negros. Mato Grosso do Sul é o único estado que conta com uma lei (2.065/2003), que garante o acesso dos indígenas na educação pública superior.

Atualmente, a Universidade tem 10 mil alunos matriculados em campus espalhados por 15 municípios. No último processo seletivo foram ofertadas duas mil vagas, 200 delas exclusivas para indígenas e 400 para negros. Desde a fundação da universidade, em 1993, 20 mil profissionais já se formaram. 82% deles trabalham no Estado.

Vale Universidade

Criado em 2009, o programa de bolsas Vale Universidade foi ampliado na gestão do governador Reinaldo Azambuja. O número de vagas aumentou de 1.500 para 2.000, dando mais oportunidade de acesso ao ensino superior. Todos os anos, o Governo beneficia 1.800 acadêmicos com o Vale Universidade e 200 com o Vale Universidade Indígena.

Por meio do programa, o Estado paga até 70% do valor da mensalidade na universidade privada e a instituição oferece dedução de mais 20%, totalizando 90% de incentivo – cabe ao acadêmico o pagamento dos 10% restantes. Em universidade pública, o acadêmico recebe o valor integral como bolsa.


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