18/05/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Governo de MS envia água e mais equipes de resgate para apoio ao Rio Grande do Sul

Saiba onde e o que doar para as vítimas das chuvas no sul do país

Publicado em 08/05/2024 12:40 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Para auxiliar a população do Rio Grande do Sul, que enfrenta os efeitos da chuva que provocaram as maiores enchentes da história da região, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul enviou hoje (8) dois caminhões com água e equipes que vão auxiliar no resgate às vítimas.

“Estamos trabalhando para apoiar o Rio Grande do Sul e os irmãos gaúchos no sentido de mobilizar suprimentos e pessoas para ajudar neste momento difícil. Está saindo do Mato Grosso do Sul agora, mais dois caminhões de água e dez pessoas, para somar ao time que já está lá com um helicóptero e duas guarnições de resgate com barcos”, afirmou o governador, Eduardo Riedel.

O carregamento de água e as equipes de resgate – que vão atuar no estado gaúcho por duas semanas –, saíram da Governadoria, em Campo Grande (MS), com destino a Porto Alegre (RS), com previsão de chegada em 60 horas (dois dias e meio).

“O Estado deslocou primeiro as equipes de resposta (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar), e agora estamos deslocando a parte da Defesa Civil. Com esse apoio entendemos que vamos auxiliar na parte da logística, no recebimento das doações e no direcionamento destes recursos a quem precisa. As viaturas chegam em Porto Alegre e de lá para o gabinete de crise que está montado. As doações serão direcionadas aos municípios com necessidade”, afirmou o coronel Hugo Djan, coordenador estadual da Defesa Civil de MS.

Nos próximos dias, também serão enviados outros caminhões com alimentos e insumos médicos na terça-feira (14), a previsão é de que 19 médicos também se desloquem para Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul.

Além do trabalho realizado pela Defesa Civil de Mato Grosso do Sul e SES (Secretaria de Estado de Saúde) – com o apoio de outras secretarias estaduais –, a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), também vai auxiliar nas ações de apoio ao RS.

“Conseguimos encaminhar 30 mil unidades de copos de água. E estamos prontos para enviar uma equipe de técnicos que possam auxiliar a destravar os sistemas de água, de abastecimento, que se encontram comprometidos”, afirmou o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio.

O deslocamento das equipes de apoio é realizado com suporte e informações enviadas do RS, com estudo prévio das vias de acesso ao estado gaúcho, já que inúmeras estradas foram destruídas.

“A gente recebeu mapas. Algumas estradas que não podemos passar, porque estão interditadas. Estou em um grupo (online de mensagens) que informam como está, já sei aonde vamos trabalhar o que vamos fazer, o que está precisando. Vamos para Porto Alegre, lá vamos ver a demanda no gerenciamento e aí deslocar as equipes”, afirmou o capitão Carlos Roledo, chefe do departamento de logística da Defesa Civil de MS.

Auxílio

Na semana passada, equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul foram enviadas para atuar nas cidades gaúchas de São Leopoldo e Canoas. Nos dois primeiros dias na região – sábado (4) e domingo (5) –, os militares resgataram mais de 900 pessoas e aproximadamente 200 animais.

Além disso, a aeronave do CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo) da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), participou do resgate de pessoas ilhadas e transporte de 700kg de medicamentos enviados a cidades do interior do Rio Grande do Sul.

As chuvas deste início de maio provocaram as maiores enchentes da história do estado gaúcho, deixando 90 mortos, 132 desaparecidos e 361 pessoas feridas até o fim desta terça-feira (7).

Os temporais, que começaram em 27 de abril, ganharam força no dia 29 e já afetaram mais de 1,3 milhão de pessoas em território gaúcho, de acordo com o último boletim da Defesa Civil. Mais de 155 mil pessoas estão desalojadas e outros 48 mil estão em abrigos. A marca já supera a última tragédia ambiental no estado, em setembro de 2023, quando 54 pessoas morreram.

“O mais importante é a mobilização que a sociedade do MS já está fazendo, todo dia saindo carretas de suprimentos, com colchão, cobertor, água, alimentos para o Rio Grande do Sul. Isso é extremamente importante. Então você, cidadão e cidadã sul-mato-grossense, vamos estender a mão nesta hora porque a doação é extremamente importante. Nosso time de Governo está reforçando o apoio de resgate e suporte profissional a quem precisa neste momento”, finalizou Riedel.

Saiba onde e o que doar para as vítimas das chuvas

Várias instituições de Campo Grande estão mobilizadas para receber doações e ajudar as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. A tragédia deixou dezenas de mortos, feridos e desaparecidos, além de milhares de pessoas sem casa.

Podem ser doados

– alimentos não perecíveis;

– produtos de higiene;

– produtos de limpeza;

– água mineral;

– roupas de cama e banho.

Fenasul

A feira gaúcha FenaSul está com ponto de coleta para receber doações para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. A feira acontece até o dia 12 de maio.

O que doar? Alimentos não perecíveis, itens de higiene, água e roupas.

Fenasul – Círculo Militar, Av. Afonso Pena, 107

CTG

O CTG Tropeiros da Querência também está recebendo doações as pessoas atingidas pelas enchentes.

O que doar? roupas e agasalhos, roupas de cama e cobertores, alimentos não perecíveis, água potável, itens de higiene e limpeza

CTG – R. Miguel Sutil, 445 – Vila Vilas Boas. As doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira das 13h às 19h.

Gaucheria CG

O que doar? Roupas, calçados, kit de higiene, roupas de cama, cobertores, alimentos não perecíveis, ração para cachorro e gato e água mineral.

Rua brilhante, 3466

De segunda a terça e de quinta a domingo das 17h às 00h

Rua Pedro Celestino, 2089

De segunda a terça e de quinta a domingo das 17h às 00h

Popular Feminy e Popular Tênis

A Popular Feminy e Popular Tênis também está recebendo donativos para enviar as famílias que foram afetadas pelas chuvas.

Rua Panambi Vera, 704, Jardim Tijuca – As doações podem ser feitas das 9h às 19h de segunda a sexta-feira.

Adra

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) também abriu uma campanha para auxiliar as famílias do Rio Grande do Sul. A instituição deve enviar uma carreta para auxiliar os moradores.

Interessados em ajudar podem fazer um pix para: [email protected]

Aeroporto de Campo Grande

O aeroporto de Campo Grande instalou pontos de coleta para receber doações para vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul, a partir desta terça-feira (7). O material será transportado gratuitamente pelas companhias aéreas e pela Força Aérea Brasileira (FAB) até municípios gaúchos.

Podem ser doados itens como água potável, produtos de higiene, alimentos não perecíveis e roupas. Não podem ser doados itens como óleo de cozinha, produtos corrosivos e/ou inflamáveis.

Aeroporto Internacional de Campo Grande – Av. Duque de Caxias, s/n – Vila Serradinho.

Escolas Estaduais

A população de Mato Grosso do Sul poderá ajudar as vítimas do pior desastre climático da história do Rio Grande do Sul. Todas as escolas da Rede Estadual são postos de arrecadação.

O que doar? alimentos não perecíveis, produtos de higiene e de limpeza, água mineral, roupas de cama e banho e roupas e calçados em bom estado.

Unidades das forças de segurança estadual

As unidades das forças de segurança estadual, como Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul também são postos de arrecadação. O estado também enviou militares e um helicóptero da Sejusp para ajudar nas ações de socorro às vítimas

O Centro de Convenções e Exposições Albano Franco e o Edifício Garagem da Fiems também estão recebendo doações para o Rio Grande do Sul.

Centro de Convenções e Exposições Albano Franco fica na Av. Mato Grosso, 5017, bairro Carandá Bosque.

Edifício Garagem da Fiems fica na Rua Engenheiro Roberto Mange, 90, bairro Amambaí.

SOS Rio Grande do Sul

Também é possível contribuir para a campanha SOS Rio Grande do Sul, canal oficial de doação gerenciado pelo governo do Rio Grande do Sul, por meio de PIX para o CNPJ 92.958.800/0001-38.

Os recursos serão integralmente revertidos para o apoio humanitário às vítimas das enchentes e para a reconstrução da infraestrutura das cidades.

Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS)

Os estudantes estão organizando uma arrecadação de roupas, cobertores, casacos e alimentos não perecíveis. Todos os itens coletados vão ser levados para o Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Conforme as informações da instituição, a contribuição pode ser feita na sala do grêmio, nesta quarta (8) e quinta-feira (9), das 8h às 17h.

O IFMS fica localizado na rua Taquarí, 831, bairro Santo Antônio.

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

O Diretório Central Estudantil (DCE) está fazendo uma campanha de doações de todos os tipos, entre: alimentos não perecíveis, água potável, roupas de cama e produtos de limpeza, produtos de higiene pessoal, absorventes e fraldas descartáveis e ração de cães e gatos.

A iniciativa será feita por todo o mês de maio, durante o horário de funcionamento da universidade.

Para os interessados, o ponto de coleta fica em frente a sala do DCE, ao lado da Caixa Econômica, no corredor central. A UFMS fica localizada na rua UFMS, 316, no Bairro Vila Olinda.

Temporais no RS

A chuva que persiste há pelo menos uma semana colocou o estado inteiro em situação de calamidade e deve continuar pelos próximos dias, causando mais estragos.

O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Com isso, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil, como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais.

Os meteorologistas explicam que a catástrofe é resultado de pelo menos três fenômenos que afetam a região e foram agravados pelas mudanças no clima. E a tendência é de piora por conta da previsão de mais chuva.

A tragédia no estado está associada a correntes intensas de vento, a um corredor de umidade vindo da Amazônia, aumentando a força da chuva, e a um bloqueio atmosférico, devido às ondas de calor.


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