18/05/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Governo de MS vai capacitar 300 policiais civis para atendimentos a povos originários

Com estruturação, base da Unidade de Monitoramento Virtual em Corumbá ganha atuação do Gafip

Publicado em 18/04/2024 2:17 - Semana On

Divulgação Gov MS

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A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) e a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania) vão promover em parceira com a Acadepol (Academia de Polícia Civil) uma capacitação para policiais civis de Mato Grosso Sul, para atendimentos em ocorrências envolvendo povos originários.

Na semana passada foi realizada uma reunião na pasta da Cidadania com representantes das respectivas secretarias e da Acadepol. A programação discutida no encontro prevê a realização da capacitação na Capital e ainda em cinco regionais do Estado.

O objetivo do curso é de qualificar os recursos humanos e para atuarem de forma integrada e completa, promovendo ações para a eficiência e a eficácia na formulação de novas práticas de intervenção, investigação e atuação em cenários de crime dentro das aldeias indígenas, de forma a respeitar os direitos humanos e o Estado de Direito, com foco em uma resolutividade satisfatória no esclarecimento desses crimes.

A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, ressalta que as diversas comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul exibem uma rica variedade linguística, tradições e costumes.

“Portanto, é de suma importância que os policiais compreendam essas distintas expressões culturais, reconhecendo e integrando as perspectivas e necessidades específicas dessas comunidades em suas práticas policiais. Uma instrução adequada pode orientar os policiais com as habilidades necessárias para interagir de forma empática e eficiente dentro dos territórios indígenas, abordando as complexidades do cotidiano com sensibilidade cultural e respeito às tradições locais”, disse.

Já para o delegado Tiago Macedo, respondendo pela Secretaria-Executiva de Segurança Pública, essa iniciativa “fortalecerá mais ainda o atendimento aos povos originários e a realização da justiça, por meio das ações de polícia judiciária na fase preliminar da persecução penal, aproximando o Estado da comunidade e permitindo um trabalho mais célere, efetivo e resolutivo nas comunidades que serão alcançadas pelo serviço policial. Aliás, esse é um objetivo governamental, ser mais inclusivo, mais efetivo, permitindo que esse atendimento atinja a todos e reflita em maior segurança pública à população”, conclui.

Base da Unidade de Monitoramento Virtual em Corumbá ganha atuação do Gafip

O Posto Operacional da UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual) em Corumbá tem se destacado como um elemento crucial na preservação da segurança pública na região de fronteira com a Bolívia, desde sua inauguração há mais de cinco anos. O posto é responsável por supervisionar aqueles, sob monitoração com tornozeleira, cumprindo penas de regime semiaberto, aberto, medidas cautelares e protetivas, além de prisão domiciliar na região.

Recentemente, a base de Corumbá alcançou um marco significativo ao se tornar a primeira do interior a ter um braço do Gafip (Grupo de Ações em Fiscalização e Intervenção Penitenciária) em atuação, refletindo seu papel essencial na administração do sistema prisional e na manutenção da ordem pública.

No início do mês passado, o Posto Operacional da UMMVE na cidade recebeu uma viatura operacional, fortalecendo sua capacidade de atuação e mobilidade. Desde então, iniciaram-se as atividades pelo grupamento.

Além das atividades rotineiras de colocação, retirada e manutenção dos equipamentos de monitoração eletrônica, os policiais penais desempenham a fiscalização in loco. Eles oferecem orientação aos monitorados, garantindo o cumprimento adequado das medidas impostas pela justiça.

Entre as ações de destaque neste primeiro mês de atuação do Gafip de Corumbá estão a recuperação de 100% das tornozeleiras rompidas. Também realizou 14 encaminhamentos de monitorados para autoridades policiais após consultar o BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão), apresentando mandados de prisão em aberto. Ao todo, foram 10 orientações e ciências sobre incidências, reforçando o cumprimento das condições do regime de monitoração.

Relatório apresentado pela UMMVE também revela que foram trocados cinco equipamentos que apresentavam problemas na transmissão e descarga dos dados, garantindo o funcionamento adequado do sistema de monitoração.

Para o diretor da UMMVE, Maicon Roslen de Melo, a eficiência das operações realizadas pelo Posto Operacional de Corumbá é evidente. “Destacam-se também as ações de fiscalização em monitorados com troca de carregadores, em equipamentos sem sinal de GPS e GPRS, bem como o acompanhamento de monitorados com múltiplas incidências, orientando-os a justificarem suas ações”, pontua.

Na última semana, por exemplo, relata Maycon, policiais penais do Grupamento de Ações e Fiscalização Penitenciária da cidade detiveram dois homens por descumprimento das regras de monitoramento eletrônico e um outro que estava evadido do sistema penitenciário.

Na opinião do dirigente, com suas ações incisivas e resultados tangíveis, os policiais penais da base de Corumbá, que agora também compõem o Gafip, desempenham um papel fundamental na luta contra o crime e na proteção da comunidade corumbaense e da região, garantindo a eficácia do sistema de monitoração eletrônica e promovendo a ressocialização dos indivíduos monitorados.


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