19/05/2024 - Edição 540

Legislativo

Entidades protetoras dos animais defendem criação da UPA Vet e reordenamento da CCZ em Campo Grande

Publicado em 19/09/2014 12:00 -

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Durante audiência pública realizada nesta sexta-feira, 19, na Câmara Municipal de Campo Grande, com o tema ‘Maus Tratos aos Animais e criação da UPA-VET, Organizações Não Governamentais (Ong´s) e defensores independentes dos animais defenderam uma série de medidas que serão encaminhadas ao poder público, como o reordenamento das competências da Coordenadora de Controle de Zoonoses (CCZ). Além disso, defendem o projeto de lei que tramita na Casa de Leis sobre a criação de uma Unidade de Pronto Atendimento Veterinário, com funcionamento 24h.

O projeto da UPA Veterinária prevê atendimento em tempo integral para casos de urgência e emergência com consultas, cirurgias e medicação de animais domésticos como cães, gatos, equinos e muares. Os autores são os vereadores Chiquinho Telles (PSD) e Eduardo Romero (PT do B).

Durante a audiência pública as Ong´s e protetores independentes relataram como realizam seus trabalhos e as dificuldades que enfrentam, principalmente financeiro para manter os animais vítimas de abandono e maus tratos em abrigos ou clínicas veterinárias particulares.

Casos graves

As entidades revelaram que está cada vez mais crescente o número de animais de rua, em sua maioria doentes, que são abandonados pelos donos. Casos mais graves como mutilações, espancamentos, queimaduras e até estupros são constantes, conforme os protetores que acabam recolhendo e arcando cm os custos de tratamento.

Um dos relatos mais emocionados foi da presidente a ONG Vira Latas, Cleuza Martins. Com a entidade enfrentando dificuldades financeiras, inclusive com alta dívida, ela destacou sobre a posse responsável dos animais. ‘O poder público tem que fazer mais campanhas de orientação. Um animal não é um brinquedo que quando enjoa se joga fora’. Cleuza também apelou por campanhas mais incisivas sobre leishmaniose ‘As pessoas precisam ser melhores orientadas: quem não tem cão também pega leishmaniose. Tem que acabar com o mosquito não com o cão’, diz.

As Ong´s também defendem que a CCZ seja reordenada. Na visão das entidades, a Coordenadoria deve atuar apenas no controle de zoonoses como dengue, leishmaniose. A fiscalização de denúncias envolvendo animais, por exemplo, passar para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur).

Outra sugestão apresentada foi para que o Executivo faça convênios com clínicas particulares para atendimento aos animais pertencentes às comunidades carentes.

O vereador Eduardo Romero explicou que o projeto da UPA Veterinária é autorizativo. Isto significa que mesmo aprovado por maioria ou unanimidade na Câmara é decisão do Executivo para que o mesmo saia do papel. Além disso, todas as sugestões apresentadas na audiência pública serão encaminhadas para a prefeitura.


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