23/05/2024 - Edição 540

Especial

TERRA DE NINGUÉM

Extrema direita espalha discurso de ódio e desinformação nas redes sociais

Publicado em 03/05/2024 10:02 - Danilo Queiroz (Agência Pública), ICL Notícias, Jamil Chade (UOL)

Divulgação Victor Barone - Midjourney

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Mais de 20 grupos extremistas estão ativos e organizados no Brasil, e boa parte deles espalha seus discursos de ódio na internet, sem qualquer moderação das plataformas. Um mapeamento do Global Project Against Hate and Extremism (GPAHE – Projeto Global Contra o Ódio e o Extremismo), organização de defesa de direitos humanos, ao qual a reportagem teve acesso, localizou grupos de extrema direita em atuação no país e constatou que muitas das organizações extremistas listadas usam as redes sociais para disseminar mensagens de ódio, violência e discriminação.

O estudo do GPAHE lista o Instituto Conservador-Liberal, fundado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como entidade que promove conteúdos LGBTfóbicos, misóginos e de fundamentalismo religioso. Ele cita também o Partido Liberal (PL) como propagador de discursos LGBTfóbicos e ódio contra mulheres.

Boa parte das organizações mapeadas tem perfis em redes como Facebook, X (antigo Twitter), YouTube e Telegram. Coordenadora do estudo, Heidi Beirich diz que o Brasil é um terreno fértil para o crescimento de grupos extremistas por ser “a segunda nação que mais gasta tempo na internet no mundo e pela falta de regulação das plataformas”. Os debates em torno do Projeto de Lei 2.630/2020, que pretende regular as redes sociais, esquentaram depois dos ataques do dono da rede X, Elon Musk, ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Contudo, no início de abril, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), diminuiu o ritmo para aprovação da proposta quando anunciou a criação de um grupo de trabalho que vai analisar o texto.

Enquanto isso, a pesquisadora do GPAHE diz que houve uma “escalada de grupos extremistas no Brasil à medida que as mídias sociais passaram a ser usadas mais por grupos e indivíduos para espalhar medo, desinformação e conteúdo desumanizante”. Ela ainda afirma que “Bolsonaro e sua família foram um fator definitivo no crescimento do extremismo de extrema direita no Brasil”.

Ataques direcionados à população LGBTQIA+ 

De acordo com o mapeamento realizado pelo GPAHE, São Paulo é o estado com mais grupos extremistas em atividade – oito entre as 22 organizações localizadas na pesquisa. O Rio de Janeiro e Santa Catarina ficam em segundo e terceiro lugar, respectivamente. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste reúnem 68% dos grupos. O Norte é a única região onde a pesquisa não apontou organizações em atividade.

A população LGBTQIA+ é o alvo mais frequente dos ataques. Entre as organizações que estão presentes nas redes sociais, a Força Nacionalista Brasileira (FNB) faz postagens misóginas em sua página do X. Quando o Parlamento francês tornou o aborto um direito previsto na Constituição, a FNB fez postagens associando mulheres pró-aborto a “cúmplices do morticínio de bebês” e “asseclas do diabo”.

Na rede X, o grupo nacionalista branco, que defende a seperação do Sul do restante do país, Falanges de Aço, faz postagens racistas e xenofóbicas contra nordestinos. Eles espalham cartazes com mensagens de ódio pelas ruas de Porto Alegre e, em novembro de 2022, participaram de manifestações antidemocráticas que reuniram bolsonaristas na capital do Rio Grande do Sul.

No ano passado, o grupo extremista perdeu sua conta do Instagram e um canal no Telegram, segundo o relatório, mas não se sabe se as contas foram removidas por moderação das plataformas. A conta do X permanece ativa.

A Resistência Sulista (RS) é um pequeno grupo separatista que atua em rede com a Milícia Independente do Sul e a Falange de Aço. Eles perderam o canal do Telegram, mas ainda mantêm um grupo privado do Facebook, onde dizem que são contra “o liberalismo hegemônico global em todas as suas formas, seja da direita ou da esquerda”. O grupo, de acordo com o relatório, tem mais de 500 seguidores.

Em dezembro do ano passado, o canal da Força Nova do Brasil no Telegram reunia mais de 200 seguidores. Eles são um braço brasileiro do partido político italiano neofacista Forza Nuova, que defende o nacionalismo branco, critica imigrantes e pessoas LGBTQIA+. No Brasil, eles celebram a ditadura militar e espalham conteúdos LGBTfóbicos. A pesquisa da GPAHE localizou também “publicações que elogiam grupos neonazistas” entre as postagens do grupo.

Já a Frente Integralista Brasileira, segundo o relatório, é a maior organização do movimento integralista moderno do Brasil. Eles têm páginas ativas no YouTube e Facebook. O grupo possui ao todo quase 4 mil seguidores. No site da organização, há informações que comprovam a instalação de uma sede em São Paulo, uma aba que especifica membros do conselho diretor nacional, além de uma sessão de documentos e diretrizes para se tornar membro. Eles realizam uma campanha de contribuição com mensalidades que podem chegar até R$ 60.

O relatório aponta também grupos que se sustentam vendendo produtos nazifascistas na internet. O Movimento Linearista Integralista Brasileiro (MIL-B) mantém uma página com notícias, podcast, vídeos, e-books e produtos com símbolos integralistas. O grupo representa o movimento facista nascido na década de 1930, com a Ação Integralista Brasileira (AIB), cujo lema era “Deus, pátria e família”. Décadas depois, Bolsonaro usou o mesmo lema em sua campanha para a Presidência.

Instituto criado por Eduardo Bolsonaro é citado como grupo extremista

Criado por Eduardo Bolsonaro, o Instituto Conservador-Liberal oferece cursos e outros conteúdos a partir de financiamento dos usuários. Os valores mensais para se tornar aliado vão de R$ 25 a R$ 250. Já a doação única pode chegar até R$ 5 mil. O estudo do GPAHE indica que os conteúdos publicados pela entidade têm teor nacionalista, sexista e antiaborto.

O Instituto Conservador-Liberal tem site e newsletter e está presente em redes como WhatsApp, YouTube, Instagram, Facebook e X. Somando as plataformas, eles ultrapassam 100 mil seguidores. O relatório da GPAHE relaciona o Instituto Conservador-Liberal  à organização americana pró-Trump de extrema direita Conservative Political Action Conference (CPAC). Em 2022, a Agência Pública mostrou que o instituto de Eduardo Bolsonaro promoveu eventos da CPAC com patrocínio da rede social Gettr, comandada pelo ex-assessor de Trump.

A pesquisa da GPAHE  cita também o Partido Liberal (PL), do ex-presidente Bolsonaro e do seu filho, entre os grupos extremistas. “Esse partido entrou na nossa lista como grupo extremista de ódio por ser parte significativa do crescimento da extrema direita no Brasil. Essa escolha se deu porque no PL há demonização de uma comunidade-alvo, com frente de atuação antimulher e anti-LGBTQIAPN+”, dizem os pesquisadores.

A Pública questionou a Meta, Google e YouTube, citadas no estudo entre as plataformas onde grupos extremistas e de ódio espalham suas mensagens sem sofrer moderação de conteúdo. Em nota, a Meta informou que “as políticas da rede proíbem conteúdo que incite ou promova violência, tampouco permite a presença de pessoas ou organizações que anunciem uma missão violenta ou estejam envolvidas em atos de violência nas plataformas da Meta. Isso inclui atividade terrorista, atos organizados de ódio, assassinato em massa (ou tentativas) ou chacinas, tráfico humano e violência organizada ou atividade criminosa”.

Embora os conteúdos citados pela reportagem não tenham sido derrubados, a empresa disse que “remove conteúdo que expresse apoio ou exalte grupos, líderes ou pessoas envolvidas nessas atividades, e também não permite discurso de ódio no Facebook e no Instagram, retirando qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade”. O YouTube e o Telegram não responderam até a publicação.

Silvio Almeida rebate Meta e diz que redes estão colonizadas por extremistas

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, afirmou em evento paralelo do G20 na tarde de quarta-feira (1º) que a violência das redes sociais alimenta os conflitos na realidade, e que o ódio ganha novas formas ao longo da história.

Defensor da regulamentação das redes sociais, ele rebateu a vice-presidente de desenvolvimento de políticas de conteúdo da Meta, Nell McCarthy, que argumentou que as tensões políticas e sociais não estão diretamente vinculadas às redes.

“As redes sociais estão sendo colonizadas por extremistas e pelo crime organizado, que precisam dessa falta de regras para prosperar”, disse o ministro. “Não há possibilidade de falar de democracia, soberania, direitos humanos, num mundo que se pauta por esse caos absoluto”.

Almeida citou, ainda, incompatibilidade de valores como soberania, liberdade e direito com o comportamento das empresas de mídia social, e pontuou que discutir o tema é responsabilidade desta geração para com as próximas.

“Não há possibilidade de falar de democracia, soberania, direitos humanos, num mundo que se pauta por esse caos absoluto. Todos estaremos ameaçados se nada for feito. Tem que haver regulação, senão todos nós estaremos ameaçados”, concluiu o membro do governo Lula (PT).

Barroso: populismo autoritário usa redes para desestabilizar instituições

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, alertou que, sem filtro, a internet permitiu a difusão da ignorância, mentiras e crimes. Ele também discursou na quarta-feira (1º) na abertura do Festival Literário Internacional de Petrópolis, em meio ao debate no país e no mundo sobre a forma de garantir que as eleições possam ser preservadas.

Segundo ele, o mundo todo busca neste momento uma forma de proteger a liberdade de expressão, “sem que a vida desabe em desinformação”. “Vivemos um momento delicado da liberdade de expressão”, disse.

O ministro destacou que, antes da internet, cabia à imprensa “apurar fatos, divulgar notícias e filtrar opiniões pelos critérios da ética jornalista”. “Havia um controle editorial mínimo de qualidade e de veracidade do que se publicava”, declarou.

Para ele, esse modelo também tinha problemas, com a concentração dos veículos de comunicação em poucas mãos. Ainda assim, diz ele, havia um “grau mais apurado de controle sobre aquilo que se tornava público”.

Segundo o ministro, a internet, possibilitou a ampla divulgação e circulação de ideias, opiniões e informações “sem qualquer filtro”. “A consequência negativa, porém, foi que também permitiu a difusão da ignorância, da mentira e a prática de crimes de natureza diversa”, alertou.

Ele, entretanto, destacou que, “sem o controle editorial mínimo de veracidade e civilidade que era feito pela imprensa tradicional”, o que ocorre é uma ameaça à democracia.

“Abriram-se as avenidas para a desinformação, para os discursos de ódio, para as teorias conspiratórias e os ataques às instituições”, disse.

“E o populismo autoritário e extremista que se espalhou pelo mundo se vale das redes sociais para, precisamente, disseminarem a desinformação e o ódio, procurando desestabilizar as instituições”, alterou Barroso.

Segundo ele, esse avanço é potencializado pelo uso da inteligência artificial, com sua “capacidade de massificar a desinformação”.

Liberdade de expressão

Barroso destacou que, nesse cenário, “o mundo inteiro está discutindo como preservar a liberdade de expressão – imprescindível para a democracia – e ao mesmo tempo impedir que o espaço público seja a dominado pelo ódio, pela agressividade e pelos atentados à própria democracia”.

O ministro alerta que, como pano de fundo, está o modelo de negócio das plataformas digitais:

– a coleta de dados sobre todos os usuários;

– o engajamento, isto é, o número de cliques, de acessos.

“O que acontece, tragicamente, é que a mentira, a grosseria, a intolerância, os ataques às pessoas e às instituições trazem muito mais engajamento do que a manifestação moderada, com respeito ao outro e com a busca da verdade possível”, lamentou.

Sua avaliação é de que a indústria tem “incentivos errados” e “terminando fomentando a incivilidade e a deterioração do espaço público”.

“Em suma: por trás do discurso da liberdade de expressão, se esconde, muitas vezes, a ganância indiferente à verdade, à civilidade e à democracia”, disse.

Ele ainda admite: “Não há solução juridicamente fácil nem moralmente barata para esse problema”.

“O peso crescente das plataformas tecnológicas em todo o globo e os muitos riscos que podem advir do seu uso abusivo têm levado um grande número de democracias a debaterem a melhor forma de regulação para elas”, disse. No Brasil, já há projeto de lei aprovado no Senado Federal e em debate na Câmara dos Deputados.

Barroso também destacou os riscos da IA para a “massificação da desinformação e, com especial gravidade, o deep fake”. “Nós somos ensinados a acreditar no que vemos e ouvimos. Mas o deep fake é capaz de me colocar aqui dizendo coisas que jamais disse. Ou seja: há um risco de a liberdade de expressão perder o sentido”, alertou.

Alta de grupos neonazistas no Brasil

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) fará viagens a mais quatro estados do Sudeste e do Sul para investigar a alta de grupos neonazistas no país. O órgão é vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Representantes do órgão irão ao Rio de Janeiro, entre os dias 28 e 31 de maio e têm missões territoriais previstas no Rio Grande do Sul, no Paraná e em São Paulo.

No começo deste mês, uma comitiva visitou Santa Catarina, onde fez oitivas com possíveis vítimas, autoridades e especialistas nas cidades de Blumenau e Florianópolis.

O CNDH diz que existe um “alarmante cenário de crescimento” desses grupos, “com aumento do discurso de ódio, especialmente direcionado às mulheres, à população negra e à população LGBTQIAP+”.

A relatoria do CNDH surgiu a partir de uma representação enviada pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa) pedindo a abertura de uma investigação sobre o aumento de atividades e células neonazistas no Brasil.

As missões se baseiam em um levantamento da antropóloga e especialista no tema Adriana Dias, que revela um aumento de 64% de grupos com caráter neonazista no Rio entre 2017 e 2021, por exemplo, com 34 atividades do tipo no estado. Adriana morreu no ano passado.

Um relatório final será elaborado pelo conselheiro Carlos Nicodemos, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, e pelo representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no CNDH, Hélio Leitão. O conselho, presidido por Marina Dermmam, pediu anuência para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que fará sessões no Brasil em junho.

O conselho também acionou a ONU (Organização das Nações Unidas) para tentar incluir a situação do Brasil em um relatório sobre formas contemporâneas de racismo, que está sendo elaborado pelo órgão internacional.

Alerta

Um alerta para o crescimento de grupos neonazistas no Brasil foi enviado à Organização das Nações Unidas pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos.

O documento reúne informações de levantamentos feitos por pesquisadores da área, como a falecida antropóloga Adriana Dias, uma das referências no estudo das células nazistas no país. O monitoramento encontrou, no início de 2022, mais de 530 grupos extremistas, espalhados em todas as regiões brasileiras.

A expectativa é que o relatório contribua com as discussões da reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, no meio do ano.

O professor de História Contemporânea da Universidade Federal de Santa Catarina, Adriano Luiz Duarte, explica que o nazismo e o fascismo nunca desapareceram depois da Segunda Guerra Mundial.

As crises econômicas nos últimos 40 anos, mudanças impostas pelo neoliberalismo e a precariedade na proteção social e no trabalho, estimularam os neonazistas.

Para combater o avanço dessa ideologia neonazista, o professor Adriano acredita é preciso retomar o sentido de uma sociedade democrática.

Uma comitiva do Conselho Nacional de Direitos Humanos esteve semana passada em Santa Catarina, para investigar células neonazistas. O estado é um dos que mais gera preocupações em relação a expansão do neonazismo no país.

Eduardo Bolsonaro se reúne com neta de ministro nazista

A deputada alemã de extrema direita Beatrix von Storch publicou uma série de fotos na terça-feira (30) no Instagram ao lado do deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro (PL). Os dois se reuniram no Parlamento alemão.

Ela é neta de Johann Ludwig Schwerin von Krosigk, ministro das Finanças da ditadura nazista de Adolf Hitler por mais de 12 anos. Beatrix também é vice-líder do AfD, sigla de extrema direita, na Câmara alemã.

Beatrix von Storch chama Eduardo de “amigo”. “Um amigo visitando a Câmara alemã. Eduardo Bolsonaro, nós, patriotas, defendemos juntos a democracia, a liberdade e o Estado de Direito”.

O deputado brasileiro agradeceu. “Obrigado por todo o seu grande apoio à causa da democracia e da liberdade de expressão no Brasil. Deus abençoe você e Sven [marido da extremista]”.

Eduardo Bolsonaro também fez uma publicação no Instagram com fotos ao lado da deputada e do marido dela. O deputado não cita o avô de Beatriz e escreve que “os tempos estranhos atuais no Brasil lembram o incêndio do Congresso alemão em 1933, que foi a desculpa usada por Hitler para perseguir seus opositores”.

Em uma das fotos, Eduardo aparece ao lado de Sven segurando um vinho que leva o nome da família Bolsonaro.
Em julho de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro também posou para uma foto ao lado de Beatrix von Storch.

Em mensagem publicada nas redes sociais, a parlamentar agradeceu a Bolsonaro “pela amistosa recepção” e disse ter ficado impressionada com a “clara compreensão dos problemas da Europa e dos desafios políticos do nosso tempo” que ele mostrou.

Passado nazista

O passado nazista da família de Beatrix passou a ser destacado pela imprensa alemã a partir de 2014, quando ela foi eleita deputada europeia pela AfD. Três anos depois, em 2017, ela foi eleita para o Bundestag (Parlamento alemão), representando Berlim.

Em 2016, ela manifestou aprovação a uma mensagem no Facebook que havia perguntado se guardas deveriam atirar em refugiados, inclusive mulheres com crianças.

Em 2018, ela voltou a causar controvérsia ao reclamar de tuítes da Polícia de Colônia que desejavam feliz ano novo em várias línguas, inclusive o árabe. “Eles pretendem apaziguar as hordas de homens bárbaros, muçulmanos e estupradores em massa dessa maneira?”, escreveu. A rede social apagou a mensagem por violação das regras.

Dentro da AfD, a deputada costuma ser apontada como membro da ala “cristã ultraconservadora”. Em 2014, quando os ultradireitistas tomaram o partido, ela afirmou que via a sigla como um veículo para “uma visão cristã da humanidade”.


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