18/07/2024 - Edição 550

Ecologia

Primeiras Impressões: Mitsubishi Outlander PHEV

Publicado em 02/10/2014 12:00 -

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A onda de carros híbridos ou elétricos nunca esteve tão em pauta no Brasil como agora. Mesmo antes da decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) de reduzir o imposto de importação para híbridos até 3.000 cm³ na última sexta-feira (19), as marcas já haviam se movimentado para trazer novos produtos para o Brasil.

Depois de Ford Fusion Hybrid, Toyota Prius e Lexus CT200h e do elétrico BMW i3, o clube dos “carros verdes” ganha um novo representante, o Mitsubishi Outlander PHEV, que chega com uma série de novidades para o segmento.

A Mitsubishi poderá propagandear seu novo modelo com três pioneirismos. São eles: o primeiro SUV híbrido do Brasil, o primeiro híbrido com tração nas quatro rodas ou o primeiro com possibilidade de recarga na tomada (plug-in) a ser vendido por aqui.

SUV japonês será vendido em 2015 por cerca de R$ 190 mil.

O Outlander PHEV não terá, por enquanto, a redução no imposto de importação que os híbridos sem recarga pela tomada. Por isso, também deverá estar entre os mais caros. O preço ainda não foi definido, mas a Mitsubishi estima vender o modelo na casa dos R$ 190 mil. Ele estará exposto no Salão do Automóvel, em novembro, mas só começa a ser vendido no início de 2015. A expectativa de vendas é pequena: cerca de 15 carros por mês no início.

Considerando uma diferença de R$ 46 mil entre a versão mais cara do Outlander a gasolina e o PHEV, seria necessário rodar 200 mil km para recuperar o investimento inicial. De acordo com a Mitsubishi, rodar 1 km com gasolina custa R$ 0,26, e com eletricidade, R$ 0,03.

Em relação as demais versões do Outlander, o PHEV tem pequenas diferenças estéticas. Além dos badges com o nome da versão nas laterais e no porta-malas, a grade tem acabamento cromado e desenho levemente alterado. Já as lanternas são transparentes, em vez de coloridas.

Três motores

A tecnologia híbrida pode parecer idêntica em todos os modelos, mas há grandes variações. E o trunfo da Mitsubishi foi criar um modelo mais funcional do que os concorrentes. A começar pelo conjunto. São dois motores elétricos. Cada um gera até 60 kW, o equivalente a 82 cavalos. Posicionados em cada eixo, a tração nas quatro rodas é feita pelos próprios motores. Ela é sob demanda, sendo idealmente dianteira. Quando necessário, a traseira é acionada para gerar tração extra.

Eles são alimentados por uma grande bateria, de 300 V, 80 células e capacidade de 12 kWh, posicionada no assoalho do veículo. Para completar o conjunto, há um motor a combustão, o mesmo 2.0 de quatro cilindros dos demais modelos da marca. Porém, ele foi preparado para reduzir o atrito das peças e teve a potência reduzida para 121 cv. Mas, nesse caso, ele é um mero figurante.

Além disso, há freios regenerativos com seis níveis de regeneração dos freios, aproveitando a energia cinética. Eles variam de B0, que deixa o veículo “rolar”, até B5, que na prática, funciona como um freio em pequenas descidas. Os modos podem ser regulados pelos paddle-shifts do volante ou na alavanca de transmissão.

Híbrido multifunção

Conjunto mecânico apresentado, hora de explicar a função de cada um dos componentes. O Outlander PHEV é capaz de funcionar de três modos diferentes. No trânsito pesado das grandes cidades, quando a velocidade não é tão alta, quem traciona o veículo são os motores elétricos. A autonomia, nesse caso, é de 52 km, e o motor a combustão não é utilizado.

Eles são alimentados por uma grande bateria, de 300 V, 80 células e capacidade de 12 kWh, posicionada no assoalho do veículo. Para completar o conjunto, há um motor a combustão, o mesmo 2.0 de quatro cilindros dos demais modelos da marca. Porém, ele foi preparado para reduzir o atrito das peças e teve a potência reduzida para 121 cv. Mas, nesse caso, ele é um mero figurante.

Além disso, há freios regenerativos com seis níveis de regeneração dos freios, aproveitando a energia cinética. Eles variam de B0, que deixa o veículo “rolar”, até B5, que na prática, funciona como um freio em pequenas descidas. Os modos podem ser regulados pelos paddle-shifts do volante ou na alavanca de transmissão.

Híbrido multifunção

Conjunto mecânico apresentado, hora de explicar a função de cada um dos componentes. O Outlander PHEV é capaz de funcionar de três modos diferentes. No trânsito pesado das grandes cidades, quando a velocidade não é tão alta, quem traciona o veículo são os motores elétricos. A autonomia, nesse caso, é de 52 km, e o motor a combustão não é utilizado.

O segundo modo é o híbrido em série. Quando o nível da bateria está baixo ou o motorista precisa de força para vencer uma subida íngreme, o motor a combustão fornece energia para um gerador que produz energia elétrica para tracionar o veículo.

A última situação é de híbrido paralelo. É a única em que o motor 2.0 gera força diretamente para a rodas. E mesmo assim, em uma condição muito específica: apenas quando a força do conjunto híbrido em série não é suficiente, o propulsor a gasolina é acoplado a transmissão de relação fixa, gerando força para o Outlander em conjunto com os motores elétricos. Nessa condição, a potência combinada é de 200 cv.

Videogame

Mesmo com tantos modos de condução, o motorista não precisa se preocupar em qual escolher. De acordo com parâmetros como carga do acelerador e topografia, uma central eletrônica determina qual é o modo mais eficiente de gerar potência e proporcionar conforto aos ocupantes. Mas como saber em tempo real como o veículo está se comportando?

Para isso, o Outlander PHEV possui uma série de indicadores. São tantos gráficos que o quadro de instrumentos parece uma tela de videogame. A tela mais esclarecedora é uma que exibe o perfil de um motor a combustão, uma bateria e um pneu.

Quando o carro é tracionado pelos motores elétricos, uma seta indica a operação. Nas frenagens, quando a energia é regenerada, a seta tem o sentido invertido. Nos momentos que o motor a combustão é ligado para carregar a bateria, a mesma seta “mostra o caminho”.

Chega a ser divertido para o motorista acompanhar a movimentação das setas de um modo quase instantâneo. Outra tela mostra nível de carga da bateria, do tanque de combustível (que tem 45 litros) e posição do câmbio (drive, estacionamento, neutro ou regeneração da bateria).

Equipamentos

O nível de equipamentos do Outlander PHEV é semelhante ao da versão GT com motor V6. Sem opcionais, a lista é extensa: ar-condicionado digital de duas zonas, direção elétrica, teto solar elétrico, faróis de xenônio com regulagem de altura, bancos com aquecimento e e regulagem elétrica para o motorista, volante multifuncional com regulagem dos freios regenerativos, sensores de chuva, estacionamento dianteiro e traseiro e luminosidade, central multimídia com entrada USB, SD, leitor de CD, DVD, TV digital, GPS e conexão Bluetooth, câmera de ré, abertura elétrica do porta-malas e partida sem chave.

No quesito segurança, são 7 airbags (frontais, laterais, de cortina e joelho para o motorista), controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas, frenagem de emergência e piloto automático adaptativo (ACC).

Conclusão

“A tecnologia elétrica é a cereja do bolo. Mas, antes disso, a híbrida pode ser considerada uma transição entre a combustão e a eletrificação”, diz Fabio Maggion, supervisor de engenharia e planejamento da Mitsubishi. A frase, apesar de parecer autopromoção da marca, representa a realidade do futuro dos veículos.

Enquanto a autonomia limita os carros elétricos ao uso urbano e os pontos de recarga ainda não são Poucos, veículos híbridos aparecem como uma solução para a questão da eficiência energética. E o Outlander PHEV parece ser o mais adequado para andar com conforto, gastando pouco e sendo amigável com o meio ambiente.

Apesar de custar um valor consideravelmente mais alto do que a versão V6 e não ter incentivos fiscais, o Outlander PHEV traz pioneirismos e atributos de sobra, tanto em conjunto mecânico como em equipamentos para levar o título de híbrido mais moderno no Brasil.


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