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Ponte Aérea

Sionismo está mais próximo ao fascismo

Raphael Tsavkko Garcia analisa os erros de Pedro Doria sobre a Palestina

Publicado em 02/06/2025 3:36 - Raphael Tsavkko Garcia

Divulgação Reprodução

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Yasmim Restum e Pedro Doria travaram um bate-papo sobre o atual momento do governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, após quase 20 meses de conflito israelo-palestino em Gaza, desde que o Hamas atacou Israel em 7 de outubro de 2023. Pedro fala sobre a crise humanitária em Gaza, o significado de sionismo, esclarece sobre a sua visão acerca do governo de Israel e tenta explicar como a luta de povos, como o judeu, por território e preservação cultural não é algo de agora.

Mas, segundo Raphael Tsavkko Garcia, ele erra feio. Confira a a seguir.

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A diferença é que irlandeses, curdos, bascos, catalães e afins defendem a independência da terra DELES, ocupada por ingleses, espanhóis, turcos, etc… não de uma terra dos outros – Palestinos – que uma turma saída da Europa resolveu ocupar, colonizar, e cometer genocídio.

O “nacionalismo judeu” é muito mais semelhante ao nacionalismo alemão, ao nacionalismo franquista, ao nacionalismo russo-putinista, imperial ou soviético do que ao nacionalismo de minorias.

Sionismo é muito mais afim ao nazi-fascismo do que à ideologia de povos oprimidos – onde aí se encontram os Palestinos. Aliás, não confundamos judeus com sionistas – que são supremacistas e colonialistas – coisas completamente diferentes. Muitos judeus repudiam o sionismo porque entendem que é uma ideologia supremacista e que, no fim, é prejudicial aos próprios judeus.

E a menção ao nacionalismo russo é interessante, um nacionalismo genocida – os Circassianos e dezenas de outros povos que foram tratorados pelo caminho que o digam. É aquele ato falho não tão falho.

Basicamente o Pedro Dorias elenca povos e tenta fazer equivaler o “nacionalismo” sem qualificar, sem analisar. No fim, erra feio. Erra rude. Um erro absolutamente primário. Mas que deixa claro que o sionismo encontra-se numa encruzilhada.

Não há mais como justificar genocídio (não que fosse possível antes, mas ok), não há propaganda no mundo que sustente mais a farsa do sionismo, mas é difícil largar o osso completamente, então os argumentos tornam-se cada vez mais absurdos e primitivos.

RAPHAEL TSAVKKO GARCIA

É jornalista, editor e Ph.D em Direitos Humanos pela Universidade de Deusto.

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