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Ponte Aérea
Podemos confiar neles? Não, claro que não
Publicado em 09/02/2026 1:58 - Raphael Tsavkko Garcia
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A OpenAI (ChatGPT) afirma que os anúncios serão claramente separados das respostas. Além disso, eles não influenciarão as respostas nem usarão dados de conversas, e seguirão princípios rígidos em relação à privacidade, controle do usuário e confiança a longo prazo (obrigado, Gökşen Çalışkan, pelo resumo).
Tudo bem, mas… Podemos confiar nisso?
Resposta curta: Não.
Resposta mais longa: Claro que não.
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O grande problema quando lidamos com empresas de tecnologia é que simplesmente não podemos confiar nelas – nem devemos. Estamos falando de grandes caixas pretas com responsabilidade limitada ou zero, administradas por caras que, muitas vezes, descobrimos serem apenas nazistas influenciando a política para aumentar seus lucros e tornar nossas vidas ainda piores – lucrando com pedofilia (olá, Elon), com o ódio, com discursos de extrema direita, com guerras, etc…
Tudo isso enquanto reclamam que, bem, as pessoas não querem realmente colocar mais filhos (arianos?) nesse mundo (escrevi sobre o assunto recentemente para a Al Jazeera), não querem trabalhar mais por salário menor, não querem dar mais poder a indivíduos que são ótimos em ganhar dinheiro, mas têm a profundidade de uma poça d´água, e assim por diante.
Resumindo, as grandes empresas de tecnologia já lucram vendendo ódio, desinformação, notícias falsas, violência, conteúdo de extrema direita; a OpenAI vai apenas entrar na onda fazendo as mesmas promessas de não ser má (onde já vi isso antes?) e de se preocupar com todos, mas vai usar nossos dados confidenciais para lucrar e, em breve, talvez Netanyahu esteja elogiando Sam Altman por sua ajuda em lavar o sangue de bebês palestinos.
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Raphael Tsavkko Garcia
É jornalista, editor e Ph.D em Direitos Humanos pela Universidade de Deusto.
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