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Ponte Aérea
A UE carece de líderes de verdade. Trump sabe disso
Publicado em 04/08/2025 3:01 - Raphael Tsavkko Garcia
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Se os europeus estivessem sendo informados de toda a verdade — ou, ao menos, prestando atenção — estariam alarmados, furiosos até, com o chamado “acordo” entre a #UE e os #EUA que #VonderLeyen “negociou” com #Trump.
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O que está sendo apresentado como uma parceria transatlântica se parece muito mais com um dos tributos imperiais mais caros da história moderna. Trata-se de uma transferência unilateral de riqueza, sem qualquer reciprocidade significativa. A UE cedeu em tudo; os EUA, por sua vez, basicamente se banquetearão com os despojos de uma guerra — sem que haja uma #guerra de fato.
Basta olhar os termos (alguns deles nem sequer realistas):
– A UE agora aceita tarifas de 15% sobre suas exportações para os EUA — enquanto mantém os mercados europeus totalmente abertos para produtos #americanos.
– A Europa se compromete com US$ 600 bilhões em #investimentos nos EUA, aparentemente sem qualquer razão estratégica clara além de… Trump exigiu, e Von der Leyen respondeu: “Sim, senhor.”
– Há um compromisso de compra de centenas de bilhões em equipamentos #militares dos EUA, para alimentar ainda mais a indústria bélica americana, às custas do complexo industrial militar europeu (sem entrar no mérito de se a indústria militar é algo positivo ou não).
– E então há o #GNL: a UE concorda em comprar US$ 750 bilhões em gás natural liquefeito americano superfaturado — US$ 250 bilhões por ano, pelos próximos três anos. E adivinhe quem vai pagar essa conta? Dica: não são os ricos.
Em troca? Nada. Nenhuma concessão. Nenhuma paridade. Nenhum ganho estratégico. Esse é o acordo. Uma perda de 100% para a UE.
Esse não é o tipo de acordo feito entre iguais. É uma imposição colonial, com a Europa no papel da colônia, simplesmente aceitando os termos e sorrindo, como se não houvesse outra opção.
Ainda mais preocupante: isso cria um precedente. Historicamente, quando uma potência dominante consegue arrancar grandes concessões uma vez, ela não para por aí. Fraqueza convida à escalada. Já vimos esse padrão antes. E Trump adora explorar aqueles que se curvam diante dele. Aqueles que demonstram fraqueza.
A UE, sob o comando de Von der Leyen, acaba de escolher a humilhação — ela é uma completa vergonha e não tem condições de liderar a União Europeia. Mas pior ainda: ela é covarde, #Starmer é fraco (e até risível como líder), #Merz é fantoche de Israel, #Macron fala grosso, mas recua quando a coisa aperta, e #Sanchez, coitado, até tenta, mas a Espanha, no fim das contas, não tem tanto peso assim.
A UE carece de líderes de verdade. Trump sabe disso. E até o #Orbán está rindo.
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RAPHAEL TSAVKKO GARCIA
É jornalista, editor e Ph.D em Direitos Humanos pela Universidade de Deusto.
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