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O Som e a Fúria

A morte da empatia

A sociedade está morta ou ainda respira por aparelhos?

Publicado em 07/05/2023 10:32 - Felipe Chaves

Divulgação AdobeStock

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O aumento da insensibilidade é algo que vem me intrigando há algum tempo.  Acredito que as redes sociais reduziram pessoas em números, e a COVID escancarou essa questão quando o noticiário demonstrava nos gráficos a escalada gradual das vítimas – a não humanização afastou o sentimento de empatia.

A indignação pode ser seletiva, o caso da capivara Filó, e seus desdobramentos, repercutiram muito mais do que o macabro chicoteamento público em que uma nutricionista fez papel de capataz, tratando um motorista de aplicativo como escravo.

O deputado federal Paulo Biliynskyj (PL) continua acreditando que a resposta para a insegurança é armar a população, esse mesmo deputado que, em uma cena digna de Quentin Tarantino foi baleado pela namorada que, segundo investigação, acabou se suicidando momentos depois.

Um motorista de aplicativo gravou um vídeo logo após atropelar e matar um jovem suspeito de furtar um celular, postou em suas redes sociais dizendo: menos um pra fazer o L.

A violência no Brasil tem correlações com isso tudo, a mulher de um amigo meu, prudentemente, teve que explicar para o filho de cinco anos qual atitude ele deveria tomar se um atirador invadisse a sua escola, aconselhou o garoto a correr o mais rápido possível sem olhar pra trás, a resposta dele foi digna da filosofia do Gonzaguinha: e os meus amigos, não devo ajudá-los?

Eu tive a mesma conversa com a minha filha, falei que o lobo mau existe e não se esconde apenas nas florestas, que consegue entrar em casas de palha, casas de madeiras e em escolas.

Algumas pessoas próximas me aconselham a não me preocupar tanto, parar de me importar com política, ser mais ameno (alienado).

Já sei, a partir de agora serei um bom cristão. Melhor não, muitos escândalos e politicagens no mundo das assembleias e das universais. Talvez meditação budista… calma, seu principal líder espiritual beijou uma criança na boca e pediu para que lhe chupasse a língua…

O que será que vem dentro das Red Pill? Se for cianureto, aceito…

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Felipe Chaves


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2 respostas para “A morte da empatia”

  1. Lucia Maria knebel disse:

    Adorei. Este texto explica tudo.

  2. ANA CLAUDIA KNEBEL CHAVES CARDOSO disse:

    Muito bom adorei o texto

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