Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Campo Grande
Maior hospital do Estado vive crise crônica
Publicado em 09/01/2026 1:50 - Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
Funcionários da Santa Casa de Campo Grande voltaram a paralisar parte das atividades nesta sexta-feira (9), em protesto contra o atraso no pagamento do 13º salário. A mobilização, iniciada por volta das 7h30, mantém os atendimentos com apenas 50% da capacidade, o que já provoca filas e demora nos serviços prestados à população.
CLIQUE PARA SEGUIR A SEMANA ON NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO WHATSAPP
O impasse ocorre apesar de um acordo firmado no fim de 2025 que estabelecia a quitação do benefício até 10 de janeiro, com a previsão de que os valores estivessem disponíveis para os enfermeiros nesta sexta-feira. Até a última atualização desta reportagem, o pagamento não havia sido efetivado, levando trabalhadores a permanecerem do lado de fora do hospital em cobrança direta pelo depósito.
A assessoria de comunicação da Santa Casa informou que os recursos já foram repassados à instituição, mas que uma falha operacional impediu a conclusão dos pagamentos. A administração não detalhou prazos para a regularização.
Acordo e repasses públicos
A nova paralisação ocorre semanas após uma reunião entre o Governo de Mato Grosso do Sul, a Prefeitura de Campo Grande e o Ministério Público estadual, que resultou em um plano para regularizar salários e benefícios em atraso de médicos e demais profissionais da unidade.
Pelo acordo, o governo estadual se comprometeu a transferir R$ 14 milhões à associação beneficente que administra a Santa Casa, em quatro parcelas mensais de R$ 3,5 milhões, entre janeiro e abril. Parte significativa desse montante — R$ 9 milhões — foi destinada especificamente ao pagamento do 13º salário de médicos e colaboradores.
O pacote também inclui a contratação de uma auditoria independente, custeada pelo Estado, para analisar a aplicação dos recursos públicos, identificar eventuais irregularidades e verificar o cumprimento de contratos ligados ao atendimento hospitalar.
Além disso, estão previstos novos aportes por meio de emendas parlamentares federais: R$ 5 milhões em janeiro, R$ 6 milhões em fevereiro e outros R$ 5 milhões em março de 2026.
Compromissos do município
A Prefeitura de Campo Grande, por sua vez, assumiu o compromisso de realizar um aporte adicional de R$ 5,2 milhões, igualmente parcelado entre janeiro e abril, com repasses mensais de R$ 1,3 milhão. O município também anunciou transferências extras de R$ 5 milhões em fevereiro de 2026 e R$ 4,9 milhões em março do mesmo ano.
O acordo prevê ainda a regularização de dívidas da Santa Casa com empresas terceirizadas responsáveis por serviços médicos e hospitalares especializados — um ponto considerado sensível para a continuidade do atendimento.
Enquanto os repasses e ajustes administrativos não se traduzem em pagamentos efetivos aos trabalhadores, a principal unidade hospitalar do estado volta a operar sob restrições, ampliando a pressão sobre o sistema público de saúde e evidenciando a fragilidade financeira da instituição.
Adriane empaca e diz que não volta com 20% de desconto no IPTU
Deixe um comentário