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Campo Grande

Saiba onde descartar móveis e entulho em Campo Grande

Descarte irregular pode gerar multa de até R$ 10 mil

Publicado em 11/09/2025 1:26 - Semana On

Divulgação PMCG

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Moradores de Campo Grande que acumulam móveis inutilizados, entulho de obras ou eletrodomésticos quebrados têm à disposição cinco ecopontos para fazer o descarte correto desses materiais. Criados para reduzir o impacto ambiental e evitar o descarte em vias públicas, os ecopontos funcionam como alternativa segura e legal para resíduos que não devem ir ao lixo comum.

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A destinação inadequada desses materiais não é apenas uma questão estética. Trata-se de um risco real à saúde pública e ao meio ambiente, sobretudo em áreas urbanas próximas a matas e córregos. Segundo especialistas, o descarte irregular contribui para proliferação de vetores de doenças e contaminação do solo e da água.

Onde estão os ecopontos

Atualmente, Campo Grande conta com cinco ecopontos distribuídos em diferentes regiões da cidade:

Bairro Noroeste: Rua Piraputanga esquina com Rua Guarulhos

Moreninhas: Rua Copaíba entre Antônio Davi Macedo e Amado Nogueira Moraes

União: Avenida Roseira esquina com Rua Carmem Bazzano Pedra

Nova Lima: Rua Pacajús, nº 194

Panamá: Rua Sagarana com Avenida José Barbosa Hugo Rodrigues

Esses espaços estão preparados para receber resíduos como móveis, colchões, restos de poda, entulho, plásticos, papelão, eletrodomésticos, eletrônicos e outros materiais recicláveis.

Quem pode descartar e o que é aceito

A coordenadora da equipe de educação ambiental da Solurb, Mara Calvis, esclarece que os ecopontos são voltados ao pequeno gerador de resíduos — ou seja, moradores que fazem pequenas reformas, limpezas ou trocas de mobiliário doméstico.

“Nós chamamos esses resíduos de grandes volumes, que são os móveis em geral, eletro, eletrônicos, computadores, televisores. O resíduo da construção civil e de podas é limitado a um metro cúbico por dia por cidadão. Grandes obras devem contratar serviço particular com container”, afirma Calvis.

No caso de recicláveis domésticos, como caixas plásticas, garrafas PET e papelão, não há limite de volume para o descarte, desde que a origem seja residencial.

“Fiz uma limpeza no meu quintal, no meu quartinho da bagunça. Tenho lá muitas caixas plásticas. Então os ecopontos recebem esses grandes volumes, e nesse caso não há limite”, acrescenta.

Destinação social: cooperativas e geração de renda

Além de contribuir com o meio ambiente, o descarte correto também tem impacto social direto. Todo o material coletado, seja nos ecopontos, nos condomínios ou por coleta seletiva porta a porta, é encaminhado às cooperativas de catadores da cidade.

“Toda a coleta de Campo Grande, seja porta a porta, pelos condomínios ou pelos ecopontos, é doada para cooperativas. Lá, eles separam, prensam, vendem, e geram renda para mais de 130 famílias”, informa Mara Calvis.

A ação integra a política pública de gestão de resíduos sólidos da capital e fortalece o trabalho de catadores organizados, reconhecendo sua importância na cadeia da reciclagem.

Crime ambiental: descarte irregular pode custar caro

O descarte irregular de lixo em vias públicas ou terrenos baldios é crime ambiental e pode gerar multa de até R$ 10 mil, de acordo com a legislação vigente. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 156 ou pelo aplicativo oficial da Prefeitura de Campo Grande.

A orientação é clara: móveis velhos, entulho ou eletrônicos quebrados não devem ser deixados na calçada, nem em terrenos vazios. Usar os ecopontos é a forma mais segura, legal e responsável de contribuir com a cidade e o meio ambiente.

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