22/07/2024 - Edição 550

Campo Grande

Prefeitura vai criar grupo técnico para destravar projetos

Publicado em 16/04/2014 12:00 -

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

A Prefeitura de Campo Grande  vai criar um grupo técnico que terá a incumbência de resolver pendências burocráticas, como acelerar  a liberação de licenças ambientais, processos de desapropriação que estão retardando ou até impedindo uma série de obras de infraestrutura em Campo Grande.

Segundo o prefeito Gilmar Olarte (PP) estão em jogo aproximadamente R$ 858 milhões em obras que tiveram o andamento comprometido porque a gestão passada atrasou ou simplesmente não atendeu uma série de exigências de responsabilidade do município. “Tomamos conhecimento de situações absurdas, como o fato da Seinthra não ter recursos da taxa para protocolar o pedido de licenciamento na Semadur”, informa o prefeito. A preocupação em agilizar os processos é que por força da legislação eleitoral, até o dia 5 de julho todos os contratos com recursos terão de estar assinados, a obra licitada e primeira medição interna realizada.

O grupo técnico será integrado por técnicos da Prefeitura que conhecem o funcionamento da máquina administrativa e farão esta interlocução com a Caixa Econômica Federal.

Projetos Atrasados

Um dos projetos que teve o andamento prejudicado, conforme a avaliação da Caixa, porque a Prefeitura ao longo de 2013 deixou de cumprir alguma das contrapartidas que assumiu quando assinou o contrato de financiamento, é o dos parques lineares Balsamo/Segredo e Taquaral, um investimento de R$ 80.827.149,55 em obras de pavimentação, drenagem e habitação. Até agora só 34,29% das obras estão concluídas e com isto,  mais de R$ 50 milhões estão à disposição do município para concluir o projeto que prevê, entre outras intervenções, o prolongamento da Norte-Sul até a Avenida Cônsul Assaf  Trad e a abertura de uma via expressa ligando o macro-anel rodoviário (no Jardim Itamaracá) a Avenida Guaicurus, nas proximidades do Museu José Antonio Pereira. 

Segundo o superintendente da Caixa Econômica Federal, Paulo Antunes, as obras travaram por falta de licença ambiental, que é concedida pela própria Prefeitura; demora no processo de desapropriação (contrapartida do município). No trecho próximo a Avenida Três Barras, a obra ficou parada quase um ano por falta de autorização da América Latina Logística (ALL) para a construção de uma galeria pluvial sob os trilhos. A atual administração conseguiu resolver a pendência com a ALL e as obras foram retomadas na semana passada. 

Outro projeto com baixo índice de execução é o de controle de enchentes nas regiões dos córregos Cabaça e Areias e do Rio Anhandui, uma frente de obras de R$ 72 milhões financiada com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Estão mais adiantadas as obras nos córregos Areias e Cabaça, que devem estar prontas em 90 dias na região do Jockey Club. Ainda nem foi licitada as obras no Rio Anhandui, onde serão investidos R$ 47 milhões no trecho entre as ruas Santa Adélia (proximidades da Cophafama ) e Avenida Campestre, no Aero Rancho. Está prevista a recomposição das margens (com gabião, urbanização, abertura de ciclovias), ampliação do vão das pontes para evitar que acabem funcionando como barragem, provocando transbordamento. 


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *