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Campo Grande
Contrato prevê novos blocos, modernização tecnológica, ampliação de leitos e transição gradual da gestão
Publicado em 14/05/2026 2:21 - Semana On
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O governo de Mato Grosso do Sul apresentou na segunda-feira (11) o plano de execução da Parceria Público-Privada (PPP) destinada à ampliação e reestruturação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. Com duração prevista de 30 anos, o contrato envolve investimento total de R$ 7,3 bilhões e marca o maior aporte financeiro já direcionado à saúde pública estadual, segundo a administração estadual.
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O projeto prevê não apenas a expansão física da unidade hospitalar, mas também uma reformulação gradual do modelo de gestão e da operação de serviços internos. A proposta inclui a construção de novos blocos hospitalares, modernização da infraestrutura existente, atualização tecnológica e aumento da capacidade de atendimento.
A PPP foi firmada com a concessionária Inova Saúde, subsidiária da Construcap, empresa que ficará responsável pela operação dos serviços previstos no contrato. Antes da transferência operacional, haverá um período preparatório de oito meses destinado à adaptação da concessionária e à organização da transição administrativa.
De acordo com o governador Eduardo Riedel, a adoção do modelo de parceria público-privada ocorreu após análises sobre diferentes formatos de gestão hospitalar. A avaliação do governo considerou alternativas para ampliar a capacidade do HRMS sem interromper o funcionamento da unidade, considerada referência em atendimentos de média e alta complexidade no estado.
A mudança operacional ocorrerá em etapas. Segundo o diretor-superintendente de Operações da concessionária, Vinicius Marcus Battistella, os primeiros serviços assumidos pela empresa serão os chamados serviços não assistenciais, em um processo gradual de transição entre o Estado e a iniciativa privada.
Nesse primeiro momento, áreas estratégicas como logística farmacêutica, manutenção predial, engenharia clínica e tecnologia da informação continuarão sob responsabilidade direta do governo estadual. A transferência desses setores ocorrerá posteriormente, conforme o cronograma operacional da PPP.
Battistella detalhou que, após cerca de 20 meses de contrato, a concessionária passará a assumir a logística farmacêutica e a aquisição de medicamentos. Um ano depois, a empresa deverá incorporar os demais setores previstos no novo bloco hospitalar, enquanto o prédio antigo entrará em processo de retrofit — modalidade de reforma voltada à modernização estrutural e tecnológica de edificações já existentes.
Segundo ele, durante parte da execução do contrato haverá coexistência entre a gestão estadual e a operação privada, até que a concessionária assuma integralmente os serviços previstos no acordo. A operação plena da PPP dependerá da conclusão das obras e da modernização do complexo hospitalar.
A expansão física do Hospital Regional deve começar entre dezembro deste ano e janeiro de 2027, com a construção de dois novos blocos hospitalares. A previsão oficial é de que essa etapa seja concluída em aproximadamente dois anos. Após a entrega das novas estruturas, o prédio atualmente em funcionamento passará pelo processo de modernização.
Com a ampliação, o hospital terá sua capacidade elevada para 577 leitos. A área construída também praticamente dobrará, passando dos atuais 37 mil metros quadrados para 71 mil metros quadrados.
Além dos R$ 7,3 bilhões destinados à operação, manutenção, hotelaria hospitalar e renovação estrutural ao longo das três décadas de contrato, o projeto prevê investimento adicional de R$ 996 milhões voltado especificamente às obras de expansão e à atualização tecnológica da unidade.
Saúde pública e gratuita com outro nível de entrega e resultado
“Este foi o melhor modelo encontrado, depois de muito tempo estudando. É uma PPP que envolve a ampliação do hospital e construção, além da modernização do equipamento, estrutura e gestão. Esta mudança vai trazer um resultado muito positivo e impactar no projeto da saúde de todo o Estado. É um modelo que foi difícil de chegar a um projeto final, foram quase três anos entre o início até ter finalizado o processo em leilão na B3. É complexo, envolve modernidade, ampliação e longo prazo. Mas é um projeto muito bem estruturado. A gente já começa agora, a partir da assinatura, com todas as etapas contratuais para chegar ao objetivo final de ter um hospital modelo com 577 leitos”, disse o governador Eduardo Riedel.
“Com este novo modelo será oferecido aos profissionais de saúde a estrutura, ambiente adequado para atuar e fazer com que o paciente perceba ao mesmo tempo o cuidado, mas também a humanização do cuidado. A experiência da internação precisa ser a melhor possível e é nesse caminho, nessa direção que nós fomos em busca de um parceiro”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.
Com eficiência de gestão, tecnologia e sustentabilidade, a PPP tem como objetivo modernizar a estrutura hospitalar e contempla a construção de novos blocos, ampliação de 60% da capacidade com oferta de 577 leitos, passando de 30mil para 42 mil atendimentos ao ano. Além disso, o número de internações será ampliado em 97%, passando dos atuais 1,4 mil pacientes internados para 2.760 ao mês.
“A PPP traz ganho de eficiência no serviço prestado para a população, com redução do tempo médio de internação. Além disso, haverá economia na gestão de todo o hospital, em relação a materiais e insumos. Hoje nós temos um custo em torno de R$ 20 milhões no hospital por mês. A contratação vem com R$ 15,9 milhões, embutido ainda a construção do novo prédio. E vamos continuar a oferecer saúde pública e gratuita para todos, com outro nível de entrega e qualidade”, disse Riedel.
“Nós consolidamos o Programa de Parcerias Estratégicas desde 2015 com projetos bem-sucedidos em infraestrutura, como foram as nossas concessões rodoviárias, os avanços do saneamento e da tecnologia, mas hoje o nosso programa ganha uma dimensão ainda maior porque envolve serviços essenciais. Nós inauguramos a nossa carteira de infraestrutura social com o projeto da PPP do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e fizemos isso com uma convicção muito clara, se a infraestrutura logística move o nosso estado é na infraestrutura social que os benefícios serão sentidos de forma mais direta no bem-estar, na qualidade de vida e na dignidade da nossa população”, disse a titular da EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) do Governo do Estado, Eliane Detoni.
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