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Campo Grande
Categoria cobra salários atrasados, 13º e vale; paralisação poderá afetar toda a cidade
Publicado em 11/12/2025 9:49 - Semana On
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Os motoristas do transporte coletivo de Campo Grande anunciaram que entrarão em greve a partir da próxima segunda-feira (15). A decisão foi tomada em assembleia realizada na madrugada desta quinta-feira (11), diante do atraso no pagamento dos salários de novembro e da falta de previsão para o depósito do 13º salário e do adiantamento salarial (vale), previsto para o dia 20.
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Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU-CG), os vencimentos estão com seis dias de atraso. O presidente da entidade, Demétrio Freitas, afirmou que a paralisação foi aprovada por unanimidade e só será suspensa se os três pagamentos — salário de novembro, 13º e vale — forem quitados integralmente.
“Caso o consórcio não efetive o pagamento dos três valores até segunda-feira, todos os trabalhadores irão parar e só retornam com o dinheiro na conta. Isso ficou definido em assembleia”, declarou o sindicalista.
Freitas justificou ainda a escolha da data da paralisação como estratégia para aumentar o impacto. “Não adianta parar no fim de semana, quando pouca gente usa o ônibus. A paralisação tem que ser em dia útil para chamar atenção. E, enquanto não houver pagamento, o serviço ficará parado”, disse, em entrevista ao jornal Correio do Estado.
A prefeitura de Campo Grande e o Consórcio Guaicurus, responsável pela operação do sistema, serão formalmente notificados ainda nesta quinta-feira sobre a decisão da categoria.
Impasse financeiro
O Consórcio Guaicurus, por sua vez, atribui a crise financeira à inadimplência do poder público, especialmente da prefeitura. Em nota, a empresa classificou a situação como “crítica” e cobrou providências urgentes das autoridades para a regularização dos repasses.
O consórcio alertou que, sem a quitação dos débitos, não há garantias de continuidade da prestação dos serviços. A empresa relembrou que, em 22 de outubro, os motoristas já haviam interrompido as atividades por cerca de duas horas devido ao não pagamento do vale. Na ocasião, a paralisação só foi encerrada após a prefeitura efetuar parte do pagamento da dívida, no valor de pouco mais de R$ 1 milhão, utilizando recursos do Fundo Municipal de Saúde (FMS) — o que motivou a abertura de uma investigação pelo Ministério Público Estadual.
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