18/05/2024 - Edição 540

Campo Grande

Em uma semana, Campo Grande tem 73 casos de síndromes respiratórias em crianças e 8 mortes

Lotação nas UPA's da capital aumenta 44%

Publicado em 07/05/2024 9:51 - Semana On

Divulgação Reprodução

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Entre 29 de abril e 5 de maio, Campo Grande registrou 137 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), representando o maior número semanal de 2024. Nesse intervalo, 73 casos envolveram crianças de 0 a 9 anos, com oito mortes confirmadas.

Os dados, extraídos do painel de monitoramento da Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau), indicam um aumento contínuo nos casos de síndromes respiratórias. Na semana anterior (semana 17), foram registrados 116 casos, ou seja, 20 a menos.

Entre os óbitos, seis eram idosos com mais de 60 anos e dois foram pessoas entre 20 e 49 anos. Do total de 137 casos, 31 envolveram idosos, 14 afetaram pessoas entre 40 e 59 anos, e 12 ocorreram entre indivíduos de 20 a 39 anos.

O aumento dos casos de SRAG este ano contrasta com o comportamento de 2023, quando a crise se iniciou em março e atingiu seu pico na 13ª semana, seguido de um declínio. Em 2024, a tendência de crescimento foi linear, com a 18ª semana registrando o maior número de casos até agora.

Em resposta ao agravamento da situação, a prefeitura de Campo Grande declarou estado de emergência em saúde pública. Com as unidades de saúde lotadas, a Sesau está negociando a abertura de novos leitos, especialmente pediátricos.

Atualmente, 29 crianças que precisam de oxigênio aguardam na fila para uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com a secretária de Saúde, Rosana Leite, há um aumento na ocupação dos leitos nas unidades da prefeitura e na rede contratualizada de urgência e emergência, impulsionado pela elevação dos casos de SRAG.

Embora o cenário seja menos crítico que no ano passado, há um aumento nas internações de crianças e na duração média das internações. “No ano passado, tivemos 1.400 casos de SRAG. Este ano, são mil, mas o tempo de internação agora chega a 10 ou 15 dias, o que impede a rotatividade dos leitos”, explicou a secretária.

Lotação nas UPA’s da capital aumenta 44%

Com a Saúde pública em estado de emergência em Campo Grande, a população sofre com o longo tempo de espera nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o surto de doenças respiratórias fez aumentar em 44% a procura por atendimento médico.

Atualmente, cerca de 6,5 mil pacientes estão sendo atendidos nas unidades de urgência e emergência de Campo Grande. A média de atendimentos nestas unidades em períodos normais é de 4,5 mil, conforme a secretaria.

A secretaria afirmou que trabalha no credenciamento de novos leitos privados de UTI neonatal e UTI pediátrica com referência para o Estado para atender a alta demanda instalada. “A resolução será publicada em Diário Oficial ainda neste mês”, divulgou a Secretaria Estadual de Saúde.


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