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Campo Grande

CPI do Ônibus precisa de apenas dois votos para ser instalada na capital

Apoiada pela população, investigação enfrenta resistência de alguns vereadores e histórico de tentativas frustradas

Publicado em 04/03/2025 9:51 - Semana On

Divulgação Reprodução

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A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o transporte público em Campo Grande está próxima de ser aprovada. Até o momento, 13 dos 29 vereadores assinaram o requerimento para a instalação da CPI do Ônibus, restando apenas dois votos para que a proposta seja apreciada em plenário. A investigação busca abrir a “caixa-preta” do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus, que há anos é alvo de críticas da população.

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Apesar do parecer contrário da Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal, o Regimento Interno da Casa permite que a CPI seja instaurada caso receba o apoio da maioria simples dos parlamentares, ou seja, 15 votos. Na semana passada, os vereadores Veterinário Francisco (União) e Wilson Lands (Avante) aderiram à proposta, ampliando o número de apoiadores para 13.

O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), afirmou que encaminhará o requerimento e o parecer jurídico para análise em plenário.

Resistência e críticas de vereadores

Apesar do amplo apoio popular à investigação, alguns vereadores contrários à CPI demonstram descontentamento com a repercussão do tema na imprensa. O vereador Professor Juari (PSDB) criticou a exposição pública dos parlamentares que ainda não assinaram o pedido de investigação. No último dia 25, ele reclamou da publicação de matérias com sua imagem e de outros vereadores que se opõem à instalação da CPI.

Além disso, Juari levantou preocupações sobre o impacto da investigação no passe estudantil gratuito, questionando se a CPI poderia resultar na revogação da Lei 3.026, de 1993, que garante a gratuidade aos estudantes. No entanto, não há qualquer indício de que a CPI possa interferir nesse direito. A gratuidade dos estudantes da Rede Municipal de Ensino (REME) já é custeada pela prefeitura desde 2023, e em 2024 o governo estadual aderiu ao modelo, garantindo o benefício aos alunos da rede estadual.

Outro ponto de resistência do vereador diz respeito aos custos com consultorias técnicas para a CPI. Juari questionou se os valores eventualmente gastos com especialistas seriam divulgados pela imprensa. Críticos desse posicionamento argumentam que qualquer custo para elucidar os problemas do transporte público seria justificado, dada a insatisfação generalizada da população com o serviço.

Vereador novato aguarda parecer jurídico

O vereador Wilton Celeste Candelorio, conhecido como Leinha, também ainda não assinou o requerimento e afirmou que espera o parecer da Procuradoria Jurídica para se manifestar. Em entrevista à Rádio Hora, ele disse que precisa “entender o viés da CPI” antes de decidir seu posicionamento.

“Precisamos entender o viés da CPI: é para ajudar ou para fazer política? Vai fazer a diferença? Vai iniciar a CPI? É muito fácil eu fazer um ato e colocar nas minhas redes sociais, mas se não der em nada, como vai ficar depois?”, justificou o vereador.

Histórico de tentativas frustradas

Esta é a quarta vez que se tenta instaurar uma CPI para investigar o transporte público em Campo Grande. Em 2019, o então vereador Vinícius Siqueira apresentou o pedido, mas obteve apenas seis assinaturas. Em 2021, o ex-vereador Marcos Tabosa conseguiu o apoio de 12 colegas, mas não atingiu o número necessário. Já em 2022, o ex-vereador Professor André Luiz fez uma nova tentativa, que também fracassou por falta de adesão dos parlamentares.

A dificuldade em abrir a “caixa-preta” do transporte coletivo contrasta com o desejo da população. Em junho de 2021, uma pesquisa do Instituto Ranking Brasil mostrou que 70,33% dos entrevistados eram favoráveis à CPI do Consórcio Guaicurus. Outro levantamento, feito em novembro do mesmo ano, revelou que 80% dos moradores de Campo Grande consideravam o serviço do transporte público ruim ou péssimo, enquanto apenas 4,5% o classificavam como bom ou ótimo.

Vereadores que já assinaram o requerimento

Até o momento, os seguintes vereadores apoiam a instalação da CPI:

Veterinário Francisco

Wilson Lands

Junior Coringa

Ana Portela

André Salineiro

Rafael Tavares

Landmark

Luiza Ribeiro

Jean Ferreira

Fábio Rocha

Flávio Cabo Almi

Maicon Nogueira

Ronilço Guerreiro

Com a pressão da população e a necessidade de mais dois votos, o desfecho da proposta deve ocorrer nos próximos dias, quando o requerimento for levado ao plenário. A população de Campo Grande aguarda ansiosamente para saber se, desta vez, a investigação sobre o transporte público finalmente sairá do papel.

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Comente sobre essa publicação...

Uma resposta para “CPI do Ônibus precisa de apenas dois votos para ser instalada na capital”

  1. Josefina Gomes da Silva disse:

    O meu vereador já assinou!
    Parabéns a todos os vereadores que assinaram.
    E o meu repúdio aos que não assinaram.
    Vcs vão precisar dos nossos votos nas próximas eleições.
    Aqui se faz! Aqui se paga.
    Hoje nós usuários do transporte coletivo precisamos de vcs! Amanhã a conta chega.

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